A Polícia Militar, por meio da Força Tática do 6º Batalhão de Polícia Militar, apreendeu aproximadamente 38 quilos de cabelo humano introduzidos irregularmente no território nacional, durante fiscalização no Posto Fiscal Lampião Aceso, em Corumbá. A mercadoria foi avaliada em cerca de R$ 115 mil.
A apreensão ocorreu no dia 31 de maio e foi divulgada pela PM nessa quinta-feira (4).
Conforme a Polícia Militar, a ação teve início após denúncia recebida informando que havia suspeita de que passageiros de um ônibus intermunicipal poderiam estar transportando produtos ilícitos.
Diante das informações, a equipe policial realizou abordagem para fiscalização no veículo no momento de sua passagem pelo posto fiscal.
Durante a fiscalização, uma passageira de 30 anos demonstrou nervosismo excessivo e tentou esconder uma mochila sob o banco do ônibus, fato que despertou a atenção dos policiais.
Na vistoria, foram encontradas diversas mechas de cabelo humano na bagagem de mão da mulher. Em seguida, foi identificada outra bagagem de sua propriedade no compartimento externo do veículo, onde também foram localizadas mais mechas do produto.
No total, foram apreendidos os cerca de 38 quilos de cabelo humano, com comprimento entre 40 e 50 centímetros.
A mulher informou que havia transportado o material da Bolívia para o Brasil e que o destino final seria Campo Grande, mas não tinha documentação fiscal dos produtos.
Diante dos indícios de internalização irregular da mercadoria em território nacional, caracterizando o crime de descaminho, a mulher foi detida, sem o uso de algemas, e encaminhada à Polícia Federal para os procedimentos legais cabíveis.
Já o cabelo foi encaminhado à Receita Federal, que realizou a apreensão formal do material.
Contrabando de cabelo
De acordo com a Receita Federal, o cabelo humano é altamente procurado pela aplicação em diversos setores, como indústria cosmética, moda e extensões capilares, o que faz com que a demanda por cabelo natural seja bastante elevada.
Porém a importação de cabelos humanos é regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e para ingressar no País, é preciso cumprir rígidas exigências sanitárias.
Nesse contexto, a Receita Federal tem registrado o aumento do contrabando desse tipo de produto, pois o infrator evita a vigilância sanitária, os encargos fiscais e supre a demanda “crescente e lucrativa” do mercado de estética.

