Cidades

CAMPO GRANDE

Polícia Civil identifica vítimas de homicídios encontradas na região do Inferninho

Mulher encontrada na terça-feira (24) era Giovana Castura Werner e o homem, localizado no sábado (22), era Carlos Canozi, que usava tornozeleira eletrônica

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Nesta quarta-feira (25), A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por intermédio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Instituto de Identificação, identificou as duas vítimas de homicídio encontradas nas proximidades da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande, nos dias 22 e 24 de março.

Ambas as vítimas foram encaminhadas ao Instituto Médico Odontológico Legal (IMOL) e submetidas a exame papiloscópico. De acordo com os laudos concluídos nesta manhã, a mulher encontrada com um tiro na cabeça é Giovana Castura Werner, de 51 anos.

Após a identificação de Giovanna, verificou-se no sistema que uma amiga dela havia noticiado que ela estaria desaparecida desde a noite da última segunda-feira (23).

A partir disso a investigação conseguiu localizar o veículo da vítima abandonado no bairro Jardim Colúmbia nas proximidades da saída de Cuiabá.

O automóvel foi apreendido e submetido à perícia, sendo encontrado sangue, uma pá no porta-malas e um projétil de arma de fogo. O caso, que inicialmente estava sendo investigado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), ficará sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção às Pessoas (DHPP).

Já o homem encontrado por praticantes de rapel na região, no sábado (22), foi identificado como Guilherme Carlos Canozi, de 29 anos. A vítima utilizava tornozeleira eletrônica e não portava documentos.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação deste caso aguarda autorização judicial para ter acesso ao histórico de monitoramento da tornozeleira eletrônica, o que permitirá o avanço das apurações.

Embora, coincidentemente, os corpos tenham sido encontrados na Cachoeira do Inferninho, em um intervalo curto de tempo, as autoridades afirmam que os casos, a princípio, não apresentam relação entre si, considerando as diferenças nos modos de execução.

 

PRESERVAÇÃO

Tribunal de Justiça de MS cria vara especializada na proteção ambiental

Com sede no município de Bonito, a unidade terá atuação exclusiva nas questões ambientais da região

25/03/2026 16h45

Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul Divulgação / TJMS

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul divulgou, nesta terça-feira (24), a criação da primeira vara especializada em direito ambiental do Estado que será instalada em Bonito.

Representado pelo seu presidente, o desembargador Dorival Renato Pavan, o anúncio foi feito no workshop "O Papel da Lei e dos Juízes" que debate a importância da justiça e da legislação na formalização de acordos ambientais multilaterais.

O painel integra a programação da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP 15 da CMS).

O desembargador Dorival Renato Pavan destacou o papel essencial da justiça na garantia da tutela do meio ambiente.

“Como medida concreta, anunciamos hoje a criação de uma vara especializada em Direito Ambiental e Agrário em Mato Grosso do Sul, com foco no Pantanal e que será instalada na comarca de Bonito. A unidade terá atuação exclusiva nas questões ambientais da região, incluindo outras comarcas, buscando respostas mais rápidas e efetivas".

De acordo com o presidente do Tribunal, ainda não há prazo definido para a implantação da vara especializada, mas afirma que os trabalhos para sua criação já começaram, incluindo estruturação, definição de equipe e apoio do Ministério Público.

Autoridades presentes

O anúncio foi feito durante o workshop que reuniu autoridades do setor jurídico e ambiental, como o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, referência em Direito Ambiental; o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, que assumiu a presidência da COP15, e representantes das Nações Unidas, para debater a aplicação da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres.

O workshop contou com a participação de Amy Fraenkel, secretária-executiva da CMS (Convenção sobre Espécies Migratórias), e Elizabeth Mrema, subsecretária-geral das Nações Unidas e diretora executiva adjunta do PNUMA.

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Não suportou

Vertedouro de R$4 milhões não dá conta e Lago do Amor volta a transbordar

Obra para ampliação da estrutura de escoamento foi concluída em novembro do ano passado e não suportou os grandes volumes de chuva desta tarde (25)

25/03/2026 16h03

Vertedouro foi instalado para dar vazão aos volumes excedentes de água do lago e evitar inundações

Vertedouro foi instalado para dar vazão aos volumes excedentes de água do lago e evitar inundações FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Menos de cinco meses após a ampliação do vertedouro do Lago do Amor, a rua Filinto Müller voltou a transbordar após chuva forte desta quarta-feira. 

A obra teve investimento de R$ 4 milhões após a barragem ruir parcialmente em março de 2023, precisando ser refeita e instalado um novo vertedouro, responsável por escoar o excesso de água, evitando transbordamentos. 

No entanto, em março de 2025, após um grande volume de chuva na região, boa parte dos trabalhos foi destruída novamente porque o vertedouro estava fechado ou obstruído. 

Com o desmoronamento, uma nova cratera foi aberta na via. O projeto para reestruturação e resolução do problema contava com a ampliação do vertedouro em 20 centímetros, executado em novembro de 2025. 

A obra conseguiu segurar a força da enxurrada após uma forte chuva no mês de novembro, quando choveu 93,4 milímetros na região em seis horas. 

No entanto, após 30 milímetros em uma hora, a quantidade de água foi maior que a capacidade da estrutura, causando, mais uma vez, inundação da via e grandes volumes de água. Mesmo com o vertedouro aberto, o volume de água escoado não foi o suficiente para evitar o transbordamento do Lago. 

O trânsito na região ficou tumultuado durante boa parte da tarde de hoje. Apesar da via alagada, não havia monitoramento policial na área. Com isso, alguns motoristas e motociclistas acabaram arriscando realizar a passagem pela via. 

Por volta das 16h05 desta quarta-feira, a água baixou completamente e o trânsito voltou a fluir sem perigo. 

Chuva 

Em alerta para chuvas intensas desde o início da semana, Campo Grande já registrou mais de 70 milímetros de chuva na tarde desta quarta-feira (25) de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Somente na região central, foram 73,6 milímetros desde às 14h. Já na região noroeste, o acumulado chegou a 45,6 milímetros. Na região sudoeste, os volumes de chuva ultrapassaram os 33 milímetros.

O acumulado mensal no mês de março até agora na Capital é de 130 milímetros, número dentro do esperado segundo o prognóstico de outono divulgado pelo Centro de Monitoramento de Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul, que prevê uma estação com chuvas abaixo da média no Estado. 

Mesmo com períodos de estiagem, as chuvas chegaram de forma intensa na tarde de hoje e, como de praxe, trouxe transtornos em diversos trechos de Campo Grande com inundações e alagamentos, como no viaduto Naim Dibo, em trechos da Ernesto Geisel, nos bairros Santo Antônio, Noroeste e na Avenida Guaicurus. 


 

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