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Polícia confirma quinta morte em colisão seguida de explosão na BR-163

Família saiu de Assis e seguia para um casamento no norte do País, quando houve o acidente, em Bandeirantes

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A Polícia Civil confirmou mais uma morte na colisão entre uma carreta-tanque e dois carros de passeio, ocorrida no último domingo (16), na BR-163, em Bandeirantes. Com isso, o acidente deixou cinco mortos.

O delegado da Polícia Civil de Bandeirantes, Antenor Batista da Silva Júnior, disse ao Correio do Estado que, como houve explosão e incêndio após a batida, os corpos acabaram carbonizados e após trabalhos periciais, foi possível constatar que em um dos carros de passeio, um Toyota Etios, havia quatro pessoas da mesma família, e não três como inicialmente divulgado, além do motorista de um Ônix, Valderlanio Daniel, 49 anos, que também veio a óbito.

Valderlânio invadiu a pista contrária em uma ultrapassagem e colidiu de frente com uma carreta. Com o impacto, motorista da carreta perdeu o controle do veículo e invadiu a outra pista, batendo de frente com um caminhão-tanque, carregado de óleo diesel, que explodiu com a força do impacto.

O Toyota Etios seguia atrás do caminhão, não conseguiu parar a tempo e acabou atingido pelos veículos e pelo fogo, assim como um quarto carro que seguia depois.

Segundo o delegado, no Etios estava a família que saiu de Assis, em São Paulo, e seguia para o casamento de um familiar no norte do País.

O motorista foi identificado como Sérgio Doná. Ele seguia com o pai, José Doná, a mãe, Natalina Petrelini Doná Marques, e a irmã, Ana Maria Doná Marques, todos mortos no acidente.

Sérgio era pesquisador científico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) de Assis, unidade que dirigiu e desenvolveu e participou de pesquisas com mandioca, fruticultura, soja, milho e cana de açúcar, voltadas às condições de produção da região e às demandas dos agricultores.

 A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) emitiu nota de pesar, onde afirma que Doná era engenheiro agrônomo e mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, e dedicou sua carreira à pesquisa pública e ao desenvolvimento da agricultura no Médio Paranapanema.

"A trajetória de Sergio Doná evidencia a importância da pesquisa pública regional para o desenvolvimento da agricultura. Seu trabalho contribuiu para gerar conhecimento adaptado às condições do Médio Paranapanema e levar os resultados das pesquisas diretamente aos produtores rurais", diz a nota.

O acidente

O acidente ocorreu entre os quilômetros 568 e 569 da BR-163 por volta das 15h do último domingo (16). De acordo com as informações levantadas pela equipe policial, o Onix de Valderlânio trafegava no sentido crescente da BR-163, quando teria invadido a pista contrária e provocado a colisão que envolveu diversos veículos.

Valderlândio morreu no acidente, assim como os qutro ocupantes do Toyota Etios.

Além das cinco mortes, outras três pessoas ficaram em estado grave e uma pessoa teve ferimentos moderados.

Os motoristas dos caminhões e os ocupantes do terceiro carro de passeio foram levados ao hospital.

O trecho onde o acidente aconteceu na BR-163 deverá ser duplicado pela concessionária que administra a rodovia, a Motiva Pantanal, antiga CCR MSVia.

De acordo com a empresa, a obra está prevista para ser concluída até o sétimo ano do novo contrato de concessão da rodovia, assinado em agosto, ou seja, só em 2033.

INFRAESTRUTURA

Adriane minimiza suspensão do TCE em pacote milionário de obras

Prefeita afirma que pendências em quatro lotes são técnicas e estão sendo solucionadas

09/09/2026 12h30

Adriane Lopes afirmou nesta quarta-feira (9) que divergências apontadas pelo TCE-MS em quatro lotes do pacote de obras estão sendo solucionadas

Adriane Lopes afirmou nesta quarta-feira (9) que divergências apontadas pelo TCE-MS em quatro lotes do pacote de obras estão sendo solucionadas Marcelo Victor

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, minimizou nesta quarta-feira (9) as suspensões determinadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) em quatro lotes do pacote de obras de pavimentação e drenagem lançado pelo Município, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 188,5 milhões.

Questionada sobre a situação durante o evento de assinatura da ordem de serviço para o reordenamento viário no encontro das avenidas Tamandaré e Euler de Azevedo, a chefe do Executivo municipal afirmou que as pendências apontadas pela Corte de Contas são de caráter técnico e estão sendo solucionadas.

"São problemas técnicos que estão sendo solucionados. Não invalida os 16 lotes que foram liberados e homologados na semana passada. Os que tiveram alguma divergência estão sendo concluídos com ajustes”, afirmou Adriane.

Na semana passada, o TCE-MS determinou a suspensão cautelar dos itens 1 e 11 do procedimento licitatório aberto pela Prefeitura para contratar empresas responsáveis pela execução de obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diversos bairros de Campo Grande.

O item 1 contempla intervenções na Vila Nossa Senhora Aparecida e no Bosque da Saúde, com investimento previsto de R$ 16.821.643,03. Já o item 11 corresponde ao Jardim São Conrado, com orçamento de R$ 9.959.984,17.

Além deles, a Corte de Contas determinou a suspensão cautelar da formalização dos contratos referentes aos itens 4 e 9, que já haviam sido adjudicados e homologados pelo Executivo municipal em 24 de agosto.

O item 4, destinado ao Complexo Jardim Itatiaia, prevê investimento de R$ 4.995.603,89 e teve como vencedora a Gradual Engenharia e Consultoria Eireli. Já o item 9 engloba as regiões do Coophavilla II e Batistão, com valor de R$ 13.080.365,52, e foi vencido pela TST Construções.

Somados, os quatro lotes atingidos pelas medidas cautelares representam aproximadamente R$ 44,8 milhões do pacote de R$ 188,5 milhões.

Pendências

A decisão foi proferida pelo relator Osmar Domingues Jeronymo após análise da Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente do TCE-MS.

Inicialmente, a equipe técnica identificou pendências na instrução do procedimento e propôs a intimação da prefeita para que apresentasse manifestação e documentos. Após o envio das justificativas pelo Município, o material passou por uma nova análise.

Com os procedimentos de auditoria, os técnicos concluíram que o controle prévio do certame apresentava atendimento parcial aos critérios analisados.

No caso dos lotes 1 e 11, a orientação foi pela suspensão da licitação e republicação do edital, com revisão das planilhas orçamentárias e reabertura do prazo para apresentação de novas propostas.

Para os demais lotes, a área técnica autorizou o prosseguimento do procedimento licitatório, mas estabeleceu adequações, entre elas a retificação dos memoriais descritivos em relação às referências normativas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) também deverá, antes do início da execução dos contratos e da emissão das ordens de serviço dos lotes liberados, estabelecer em especificação técnica ou termo de referência a faixa granulométrica a ser utilizada e a espessura mínima do Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ).

O TCE-MS determinou ainda que as medições dos serviços sejam acompanhadas de relatórios de controle tecnológico e que pagamentos não sejam processados ou atestados sem documentação que comprove, por meio de ensaios laboratoriais, a conformidade técnica dos trabalhos executados.

Em relação aos lotes 1 e 11, depois das correções exigidas, a documentação deverá retornar para análise dos projetos básicos e dos respectivos orçamentos.

Adriane terá prazo de cinco dias úteis para comprovar o cumprimento das medidas cautelares. O descumprimento poderá resultar em responsabilização, eventual reparação de dano ao erário e aplicação de multa de 1,8 mil Uferms.

 

crime ambiental

Usina suspende vertimento das plantas geradas pela poluição da celulose

A empresa Pantanal Energética, alvo de uma série de ações judiciais e investigação do MPMS, diz que suspendeu o vertimento a pedido do Imasul

09/09/2026 12h00

Plantas aquáticas despachadas da usina Mimoso estão se acumulando cerca de 250 quilômetros rio abaixo, próximo a Bataguassu

Plantas aquáticas despachadas da usina Mimoso estão se acumulando cerca de 250 quilômetros rio abaixo, próximo a Bataguassu

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Depois dos protestos por conta da invasão de plantas aquáticas no lago da hidrelétrica de Porto Primavera, na região da foz do Rio Pardo, próximo a Bataguassu, a empresa Pantanal Energética, controladora da Hidrelétrica do Mimoso, suspendeu o vertimento da vegetação e prometeu retirar manualmente o excesso de macrófitas do lago de 1,5 mil hectares em Ribas do Rio Pardo.

A informação consta em um documento assinado em 26 de agosto e enviado pela Pantanal Energética ao Ministério Público em Ribas do Rio Pardo, que no dia 6 de agosto instaurou o que denomina "Notícia de Fato", na qual cobra explicações e propõe um Termo de Compromisso Ambiental para um combate mais eficaz das plantas aquáticas que desde o começo de 2025 tomam conta do lago.

Neste documento, a empresa responsável pelo lago informa que suspendeu o vertimento das plantas a pedido do Imasul, que desde 28 de outubro do ano passado havia autorizado que a empresa abrisse as comportas para despachar o excesso de plantas rio abaixo e assim evitar que o lago da Usina do Mimoso ficasse com mais de 25% da sua área coberta pelas macrófitas.

E, por conta da grande quantidade de plantas despachadas a partir de julho deste ano, elas formaram uma grande mancha verde cerca de 250 quilômetros depois da usina, já próximo a Bataguassu, numa região onde o Rio Pardo volta a ficar represado pelo Rio Paraná. Lá, por sua vez, elas seguem se desenvolvendo, já que a água poluída do Rio Pardo, com fatura de nutrientes, é a mesma.

Em um documento anexado pela Pantanal Energética à Notícia de Fato, a empresa informou que possivelmente estas plantas morreriam e seriam dissolvidas pelas corredeiras do Rio Pardo antes de chegarem ao lago de Porto Primavera. Esta teoria, porém, não se confirmou e as plantas seguem crescendo.

Após o surgimento da mancha verde em Bataguassu e da reação dos moradores da região, a promotoria de Bataguassu protocolou, no dia 27 de agosto, uma ação judicial exigindo a imediata suspensão dos vertimentos, o recolhimento das plantas e punição de R$ 10 milhões contra a Pantanal Energética por conta de suposto crime ambiental. Até agora, porém, o pedido de liminar não foi julgado.

DEMORA

A Notícia de Fato foi aberta pelo Ministério Público de Ribas do Rio Pardo um dia depois de vir a público um relatório do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) apontando que a proliferação das plantas é resultado, principalmente, do excesso de nutrientes (fósforo) despejado pela fábrica de celulose da Suzano.

Diariamente a empresa joga em torno de 206 milhões de litros de esgoto no Rio Pardo e o relatório do Imasul revela que antes do despejo destes rejeitos, a quantidade de fósforo na água é de 90 partículas por miligrama de água. Depois, esta quantidade chega a até 3.037, o que é 30 vezes acima do tolerável. O ideal, diz o relatório, é que um rio tenha apenas 10 partículas deste nutriente.

O mesmo relatório diz também que antes do despejo deste rejeitos a poluição do Rio Pardo está no nível três, considerado tolerável pela legislação ambiental. Após receber o esgoto da fábrica de celulose, o rio passa para o nível seis de poluição, o pior possível.

O estudo do Imasul foi concluído em 25 de agosto do ano passado, mas veio a público somente um ano depois para atender a uma cobrança da câmara de vereadores de Ribas do Rio Pardo, feita ainda em maio do ano passado, quando o proliferação das plantas começou surgir.

A Notícia de Fato da promotoria de Ribas do Rio Pardo anexou o relatório na investigação, mas cobrou explicações somente à Pantanal Energética. Até agora, apesar das evidências apontando que o responsável pela poluição do lago e a consequente proliferação das plantas é a indústria de celulose, a promotoria não solicitou explicações à Suzano nesta investigação.

O mesmo ocorreu com a ação judicial proposta pela promotoria de Bataguassu. O relatório do Imasul era de conhecimento público desde o dia 5 de agosto, mas na ação judicial proposta em 27 de agosto o promotor se ateve somente a exigir punição à responsável pelo vertimento das plantas, embora ela não tenha influência sobre a qualidade da água que represa.

O lago do Mimoso existe desde 1971 e o drama das plantas aquáticas ocorre desde março do ano passado, um pouco mais de seis meses depois da ativação da fábrica de celulose, que opera desde julho de 2024 e recebeu investimentos da ordem de R$ 22 bilhões. Maior fábrica de circuito único do mundo, ela produz 2,55 milhões de toneladas por ano.

METEÓRICO

No documento enviado pela Pantanal Energética ao MP, a empresa informa que as plantas crescem de forma meteórica. “O crescimento expressivo teve início em março de 2025, com rápida expansão em abril daquele ano. O monitoramento por sensoriamento remoto registrou cobertura de aproximadamente 2% do reservatório em 07/04/2025: 10,31% em 30/04/2025;  e 23,59% em 02/06/2025, seguida de redução para 12,77% em 08/06/2025”, diz o documento da empresa.

Esta redução no começo de junho do ano passado ocorreu porque a empresa começou a retirar manualmente as plantas, utilizando para isso uma retroescavadeira e dois barcos. Neste período, informa a concessionária, foram retirados 351 metros cúbicos de plantas, que foram transformadas em fertilizante natural, informa a empresa.

Mais adiante, porém, o Imasul autorizou que a controladora da usina despachasse as plantas rio abaixo, o que acabou provocando agora o desequilíbrio constatado na região de Bataguassu, já que em julho deste ano ocorreram vários vertimentos. Cerca de 18% do lago estavam tomados pelas plantas. No começo de agosto, este percentual caiu para 12%, segundo informação da Pantanal Energética.

Assim como o MPE, a própria Pantanal Energética, que tem licença para operar a hidrelétrica somente até 14 de feveriro do próximo ano, faz questão de manter a política da boa vizinhança com a gigante da celulose e não faz referência explícita à Suzano como provável causadora da poluição e do crescimento da vegetação flutuante. Porém, recorta uma série de trechos do relatório do Imasul que citam a Suzano e anexa em sua defesa enviada ao MPE.

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