Cidades

CRIME AMBIENTAL

Polícia Federal investiga pecuarista que desmatou 1100 hectares do Pantanal

Fazendeiro "limpava" rotineiramente o território onde ficava sua propriedade, entre os anos de 2022 e 2024

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A Delegacia de Polícia Federal de Corumbá investiga um crime de desmatamento, ocorrido entre os anos de 2021 e 2025, na fazenda Dom Bosco, onde o pecuarista Josias Rosa Guimarães não possuia autorização de órgão ambiental competente. A propriedade possui aproximadamente 4.500 hectares e cerca de 1100 foram desmatados no interior dela.

De acordo com as informações apuradas pela Polícia Judiciária, através do inquérito civil instaurado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), houve progressivo desmatamento ocorrido em área de vegetação do bioma Pantanal.

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL) fiscalizou a fazenda em janeiro de 2024, e embargou a área atingida, com aproximadamente 10 hectares, aplicando uma multa de R$ 11 mil. 

Área desmatada, apontada na Comunicação de Alerta do IMASUL

Área desmatada, apontada na Comunicação de Alerta do IMASUL / Reprodução

O Correio do Estado teve acesso às imagens obtidas pela Polícia Federal, que utilizou a ferramenta de georreferenciamento BRASIL MAIS para analisar o desmatamento na área da fazenda Dom Bosco. 

Ao analisar todo o território da fazenda, a PF identificou que a área desmatada apresentava apenas uma pequena parte da fazenda, ou seja, o pecurista danificava uma vegetação que nem pertencia à ele.

As autoridades fizeram uma análise entre os anos de 2022 e 2025, por meio de consultas de imagens de sátelite do programa Basil MAIS, de modo que fosse possível mensurar o tamanho e o progresso do desmatamento ao longo do tempo na fazenda.

Dessa forma, constatou-se que o desmatamento teria ocorrido entre março de 2022 e maio de 2024, sendo o mês de setembro de 2023 o ápice do dano amiental, o qual abrangeu uma área total de aproximadamente 1114 hectares, equivalente a 1/4 da área total declarada.

Área desmatada em setembro de 2023 / Reprodução

O documento aponta que o pecuarista desmatava gradativamente a cada mês, iniciado perto da sede da fazenda e, logo após, sendo estendido para as outras partes do terreno.

Ademais, chamou atenção nas investigações a velocidade em que foi realizado o desmatamento, de tal forma que em dezembro de 2022 já teria suprimido toda a área supracitada, a uma média de 140 hectares por mês, o que requer uma quantidade substancial de recursos para tal ação.

Outro fato curioso é que, nas áreas desmatadas, onde a vegetação já estivesse crescida, era realizado o corte novamente, a fim de que mantivesse sempre "limpo" o local. Essa ação rotineira foi realizada durante o ano de 2023 e estendida até o mês de maio de 2024.

Em 2023, essa conduta ocorreu entre os meses de março e setembro. A vegetação cresceu até o mês de março em quase toda a área, e em setembro já era possível observar a área desmatada novamente.

Área crescendo novamente em março de 2023 / Reprodução
Imagem de setembro de 2023, quando a área foi totalmente desmatada novamente

Esta mesma prática, de "limpar" o local para ter condições de uso posteriormente, foi percebida também no ano de 2022, entre os meses de setembro e dezembro.

Área com vegetação crescida em novembro 2022 / Reprodução
Segundo corte realizado no polígono a esquerda, em dezembro de 2022 / Reprodução

No ano de 2024 a conduta se manteve, a vegetação cresceu até o mês de março, porém no mês de maio a área já se encontrava desmatada mais uma vez. Em 2025 não foi observado nenhum novo desmatamento na fazenda Dom Bosco.

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RETRAÇÃO

Aeroporto de Campo Grande recebe melhorias, mas perde passageiros

Em Abril deste ano a queda foi de 16,7% na comparação com igual mês dE 2025. No ano, a retração é de 10,5%, contrastando com a alta DE 6,6% no restante do país

25/05/2026 12h25

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Às vésperas do prazo final para conclusão das obras de revitalização do aeroporto de Campo Grande, que é junho, o movimento de passageiros está em queda livre. Na comparação de abril deste ano com igual mês de 2025, a retração chega a 16,7%. E, se forem computados os dados relativos ao primeiro quadrimestre, a queda é um pouco menor, de 10,5%. 

Dados da Agência Nacional de Aviação (ANAC) mostram que em abril do ano passado chegaram e saíram do aeroporto 128,7 mil pessoas. Em igual período deste ano, foram apenas 107,2 mil. 

Somando os quatro primeiros meses de 2025, o total de passageiros foi de 517,9 mil. Neste ano, esta soma caiu 10,6% e ficou em 463,2 mil pessoas embarcando e desembarcando. O índice contrasta com os números nacionais, que tiveram alta de 6,6%, passando de 31,6 milhões para 33,7 milhões de passageiros. 

Parte das perdas de passageiros de Campo Grande pode ser atribuída à ampliação do número de voos em Bonito e à reativação do aeroporto de Dourados. Em Bonito, o aumento foi superior a 50%, passando de 20 mil para 30,8 mil passageiros nos primeiros quatro meses. 

Em Dourados, que em setembro do ano passado voltou a receber voos comerciais após interrupção superior a quatro anos, embarcaram e desembarcaram 19,8 mil pessoas no primeiro quadrimestre.

Mas, esta perda da ordem de 30 mil passageiros para os dois aeroportos do interior ainda não explica a retração no aeroporto de Campo Grande neste ano. Se forem somados todos os aerportos de Mato Grosso do Sul, a retração entre o primeiro quadrimestre do ano passado e igual período de 2026, a queda é de 5,9%. Em 2025 foram 562,2 mil pessoas. Agora, o número caiu para 528,6 mil. 

Durante boa parte do primeiro quadrimestre o aerporto de Campo Grande operou com restrição de pousos e decolagens no período noturno, por conta das obras de reforma. Isso ajuda a explicar a queda de 19,2% na quantidade de poucos e decolagens. Nos quatro primeiros meses do ano passado foram 4.775, ante apenas 3.048 em igual período de 2026. 

Reformas

 
Com investimentos estimados em R$ 280 milhões, as ampliações do aeroporto de Campo Grande prometem elevar de 1,5 milhão para 2,6 milhões a acapacidade anual de passageiros. 

Entre as mais significativasd das melhorias está ainstalação de três pontes de embarque, que foram ativadas no mês passado. A previsão é de que 70% dos embarques ocorra por meio destas estruturas. O restante dos passageiros vão continuar embarcando e desembarcando pelo modo antigo. 

TRÂNSITO

Mulher escapa por segundos de carro desgovernado que invadiu calçada

Veículo alugado atingiu portão de residência no Bairro Tiradentes; moradores reclamam de excesso de velocidade e cobram quebra-molas e sinalização na via

25/05/2026 11h20

As imagens mostram a mulher caminhando pela calçada quando o veículo perde o controle, invade a área destinada aos pedestres e atinge o portão de uma residência

As imagens mostram a mulher caminhando pela calçada quando o veículo perde o controle, invade a área destinada aos pedestres e atinge o portão de uma residência Reprodução: Redes Sociais

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Uma mulher escapou por poucos segundos de ser atropelada por um carro desgovernado na manhã deste domingo (25), no Bairro Tiradentes, em Campo Grande. O acidente ocorreu pouco antes das 8h, na Rua Barão de Ubá, e foi registrado por câmeras de segurança.

As imagens mostram a mulher caminhando pela calçada quando o veículo perde o controle, invade a área destinada aos pedestres e atinge o portão de uma residência. Ela consegue correr instantes antes da colisão.

Segundo relatos de moradores, o motorista conduzia um carro alugado e saiu do veículo desorientado após o acidente. A suspeita é de que ele tenha dormido ao volante.

Apesar do susto e dos danos materiais, ninguém ficou ferido. O portão da casa foi parcialmente consertado, e o prejuízo estimado ficou em cerca de R$ 6 mil.

Moradores da região afirmam que esta não é a primeira ocorrência do tipo na rua. Eles relatam que a via é estreita e que motoristas frequentemente trafegam em alta velocidade pelo local.

Ainda conforme os moradores, pedidos por instalação de quebra-molas e reforço na sinalização já foram feitos anteriormente, mas nenhuma medida teria sido adotada até o momento.

Confira o vídeo: 

 

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