Cidades

Afogamento

Polícia investiga morte de duas pessoas por afogamento que teriam bebido

Segundo testemunhas as vítimas teriam feito uso de bebida alcoólica

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Duas pessoas morreram afogadas nesta quarta-feira (18), sendo uma mulher de 30 anos, em Aral Moreira, e um homem, que não teve a identidade divulgada, no bairro Silvia Regina, em Campo Grande. 

Afogamemtento no Serradinho

A polícia está investigando o caso do homem que tirou as roupas e pulou no córrego Serradinho, no bairro Silvia Regina, em Campo Grande. Um adolescente acompanhou o ocorrido e ao perceber que a vítima não saiu pulou e retirou o corpo da água. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas não resistiu e acabou morrendo. Conforme informações de populares o homem aparentava estar embriagado.

Outro caso

Identificada como Claudina Martins, de 30 anos, teve o corpo retirado da água pelo pai, em uma lagoa que fica na Aldeia Guasuti, em Aral Moreira. A Polícia Civil esteve no local.

Para os agentes, o pai da vítima relatou que retirou o corpo da filha do meio do riacho e o puxou até às margens. Ele chamou pela liderança da aldeia que acionou a polícia.

Segundo informações da família a mulher saiu para tomar banho no riacho junto com um adolescente de 12 anos que foi embora e não chegou a presenciar o acidente. Também disseram que a mulher ingeriu bebida alcoólica.

Cuidados

Os profissionais destacam que se presenciar uma situação de afogamento é necessário ligar urgente para o 193, e também tentar ajudar a vítima, sem entrar na água; fornecendo algum material flutuante para que a pessoa se acalme, e posteriormente, tentar retirar a vítima. 

Além disso, se caso haja a necessidade de entrar na água, é importante deixar alguém avisado e evitar o contato direto com a vítima de afogamento, levando consigo, um material flutuante para conseguir retirar a vítima e levá-la até a margem. 

No último final de semana de outubro, durante uma onda de calor extremo, quatro pessoas morreram afogadas em Mato Grosso do Sul, sendo elas um homem de 47 anos, no Pantanal; um adolescente de 14 anos, em Campo Grande; e uma criança de 7 anos e um idoso de 74 anos, em Jardim. 

Se caso você for a vítima, o Corpo de Bombeiros orienta: 

  • - Manter a calma e o pulmão sempre cheio de ar, pois ele funcionará como uma boia; 
  • - Caso esteja em um rio, tentar jogar as pernas para frente, de forma a proteger a cabeça; 
  • - A própria correnteza do rio, em algum momento, o levará até a margem; 
  • - Tente agarrar algum galho de árvore que esteja flutuando. 

Para evitar afogamentos, cuidados também são necessários, como saber nadar; supervisionar as crianças mesmo que estejam com boias e materiais flutuantes; não permitir ou participar de brincadeiras como saltos, corrida ou empurrar as pessoas perto de locais com água; cercar as piscinas para evitar que crianças entrem sem a presença de adultos; instalar sistemas anti aspiração de cabelos; não deixar brinquedos ou materiais dentro da piscina, pois eles atraem as crianças; não ingerir bebida alcoólica antes de entrar na água e nadar longe de pedras e estacas.

**Com informações Valesca Consolaro  e Ketlen Gomes

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Campo Grande

Alvo de denúncias por 'abandono', terreno da pedreira antiga aparece limpo

O terreno pertencia ao grupo El Kadri e estava à venda desde 2023

19/06/2026 18h30

Terreno de 27 mil metros quadrados é alvo de denúncias por sujeira e risco à saúde

Terreno de 27 mil metros quadrados é alvo de denúncias por sujeira e risco à saúde FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Alvo de denúncias e ações por abandono há mais de 50 anos, o terreno da Pedreira do São Francisco, localizado no quadrilátero das ruas ruas Pernambuco, Pedro Celestino, Amazonas e a Travessa Elias Nasser apareceu limpo nesta semana. 

O Correio do Estado esteve no local nesta sexta-feira (19) e constatou que a área do terreno que continua com vegetação é apenas no entorno, funcionando como "muros" em volta do terreno. A área central foi totalmente limpa.  

Terreno de 27 mil metros quadrados é alvo de denúncias por sujeira e risco à saúdeFoto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Segundo apurado pela reportagem, a limpeza da área teria acontecido porque o terreno de 27 mil metros quadrados teria sido vendido a uma empresa com sede em São Paulo. A antiga pedreira pertencia ao grupo El Kadri Participações e Investimentos Mobiliários Ltda. e estava a venda desde 2023. 

Em maio de 2025, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ingressou com ação civil pública contra a família El Kadri por causa do abandono do terreno. 

No pedido feito pela promotora de Justiça Andreia Cristina Peres da Silva, foi determinado que o proprietário da área desse uma destinação ao local, seja comercial, seja residencial, e também algumas destinações imediatas, como, por exemplo, um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prada), requerendo o licenciamento ambiental do local, além do calçamento de todo o entorno do imóvel, execução de rampas de acessibilidade nas calçadas, construção de um muro para cercar todo o terreno e uma medida considerada de extrema urgência: a remoção de todo o lixo existente dentro e ao redor do imóvel, para evitar a proliferação de doenças.

A promotora ainda afirmou que o imóvel foi objeto de extração mineral no século passado e que a atividade de lavra cessou na década de 1970. Ela falou em descaso por parte dos proprietários.

“Entre os problemas relatados, destaca-se o acúmulo de lixo, que se torna foco de doenças, falta de segurança no entorno, já que a ausência de manutenção por parte do proprietário e o crescimento descontrolado da vegetação favorecem o esconderijo de criminosos, facilitando a ocorrência de furtos e delitos na região”, afirma a promotora de Justiça na ação civil pública.

“Constatou-se, ainda, a proliferação de animais peçonhentos, fauna sinantrópica (ratos, pássaros, entre outros), baratas e mosquitos transmissores da dengue, agravando o risco à saúde pública”, relata Andreia Cristina.

Problemas 

Na lista das reclamações mais comuns está o acúmulo de lixo, focos de dengue, infestação de insetos e animais peçonhentos, assaltos, e até mesmo ‘esconderijo’ para usuários de droga. Os acontecimentos já se tornaram parte do dia a dia de moradores e comerciantes do bairro localizado na área central de Campo Grande. 

As calçadas do entorno do terreno estão com rachaduras, raízes de árvores à mostra, um matagal enorme e em alguns trechos, pedaços do concreto já desmoronados. O local, que não tem uma boa iluminação, nem muito movimento, torna-se atrativo para usuários de droga, assaltos e roubos. 

Os problemas causados pelo terreno continuam a acontecer, e preocupam cada vez mais as pessoas que frequentam a região. Denúncias e reclamações são pautas corriqueiras dessa situação, porém ao longo da história do bairro, a situação segue sem providências efetivas. 

Por causa da falta de iluminação, o local também servia como ponto de uso de drogas, como relatado ao Correio do Estado por moradores da região. 

INÍCIO DA ESTAÇÃO SECA

Bombeiros de MS empenham 20 militares, 2 aviões e drones para evitar incêndios

Em treinamento, bombeiros usam queima controlada no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari para reduzir a biomassa acumulada

19/06/2026 18h00

Aeronave AirTractor do Governo de MS

Aeronave AirTractor do Governo de MS Foto: Cabo Lima/CBM-MS

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Às vésperas do inverno, estação mais seca do ano, bombeiros de Mato Grosso do Sul se preparam para a temporada de incêndios florestais. 

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) realizou a queima prescrita - uso planejado e controlado do fogo em vegetação -, nesta semana, no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari.

Aeronave AirTractor do Governo de MSAeronave AirTractor do Governo de MS. Foto: Cabo Lima/CBM-MS

A ação empenhou 20 militares, 2 aeronaves AirTractor, drone com sensor de calor, abafador, soprador e estação meteorológica portátil. Os equipamentos auxiliam na identificação de focos de incêndio e realização de treinamentos específicos para as equipes.

A atividade contou com o apoio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Prefeitura Municipal de Costa Rica, Brigada de Incêndio de Alcinópolis e representantes do Núcleo de Estudos do Fogo em Áreas Úmidas da UFMS.

O objetivo é reduzir riscos de grandes incêndios em meses de estiagem (julho, agosto, setembro e outubro), reduzir a biomassa acumulada e diminuir o material combustível disponível. O manejo contribui para a eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa.

“A queima foi realizada em área de difícil acesso, a qual servirá como um ponto de controle para possíveis incêndios. Mensuramos as condições adequadas para essa atividade, aferindo a velocidade do vento, a humidade relativa do ar e a temperatura do local. Nesse momento do ano, temos uma temperatura mais amena, com previsão de chuva para os próximos dias, sendo o momento ideal para esse tipo de ação”, destacou o chefe de operações da Diretoria de Proteção Ambiental dos Bombeiros, capitão Pedrozo.

Os incêndios aumentam nesta estação devido à combinação de clima seco, baixa umidade do ar, ventos fortes

QUEIMA PRESCRITA

Queima prescrita é o uso planejado e controlado do fogo em vegetação, para reduzir o acúmulo de material orgânico seco (combustível) e biomassa acumulada.

A atividade também é chamada de queima controlada e Manejo Integrado do Fogo (MIF).

A queima controlada é permitida nas práticas de prevenção e combate aos incêndios. Com isso, uma das formas de evitar incêndios florestais no Pantanal sul-mato-grossense é justamente realizar queimadas em vegetações que serviriam de combustível para o fogo.

A queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade, permitindo a fuga da fauna e preservando a estrutura da vegetação.

O fogo é benéfico para o Pantanal sul-mato-grossense, se utilizado da maneira, frequência e na época correta. O fogo por si só não é um problema, mas incêndios florestais sim.

A fauna e flora estão adaptadas com a presença do fogo no Pantanal e Cerrado. Porém, a frequência a qual ocorre se torna um problema quando utilizado da maneira e época errada.

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