Cidades

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Polícia ocupa favelas no Rio e cerca lideranças do Comando Vermelho

Polícia ocupa favelas no Rio e cerca lideranças do Comando Vermelho

Redação

02/05/2010 - 15h30
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        Da redação

        A estratégia de ocupar favelas cariocas com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) encurralou as lideranças do Comando Vermelho - a maior facção criminosa do tráfico de drogas - nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio, onde a instalação de UPPs está descartada para este ano. Com a circulação restrita, chefes do tráfico já não se entendem sobre as regras adotadas nas favelas. A possibilidade de uma guerra entre bandos da mesma quadrilha já preocupa as autoridades.
        "Estamos realizando um trabalho intenso de asfixia no entorno dessas favelas para evitar movimentação dos criminosos pela cidade e os crimes no asfalto", disse o comandante do 16º Batalhão de Polícia Militar de Olaria, Antônio Jorge Gonçalves.
        Os dois complexos são considerados regiões seguras para criminosos. No Alemão, obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) mantêm a polícia longe. Na Vila Cruzeiro, o poder de fogo da quadrilha cumpre o mesmo papel. "Operações de grande porte estão sendo evitadas. É necessário planejamento para impedir morte de policiais e inocentes, como trabalhadores do PAC", afirmou o comandante.
        Nos últimos meses, moradores de favela testemunharam a chegada de vários criminosos. Na quarta-feira, alguns traficantes do Morro do Borel, ocupado no mesmo dia pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), abrigaram-se no Alemão. De acordo com o Serviço Reservado da Polícia Militar, o clima estava tenso nos dois complexos. De um lado, exilados pela UPP não acataram ordens dos líderes locais e iniciaram uma série de assaltos a carros e pedestres no entorno das favelas. Antes proibidos pelos traficantes, os roubos na região contrariaram o líder do tráfico no Alemão Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, e Fabiano Atanázio da Silva, o FB, chefe na Vila Cruzeiro.
        Mas os dois acabaram aceitando a situação por ordens da cúpula da facção. "Se as coisas continuarem dessa forma, antes da pacificação dessas favelas, a polícia vai entrar nos complexos para recolher os corpos da guerra entre eles", disse um oficial do Bope.
        Para piorar a situação dos criminosos, todas as tentativas de invasão do Comando Vermelho a morros dominados por outra facção falharam. Na última empreitada contra rivais do Morro do Urubu, o bonde - comboio de carros com traficantes armados - não conseguiu sequer deixar a Favela da Grota. Equipes do 16º Batalhão de Polícia Militar de Olaria rechaçaram o grupo em um intenso tiroteio nas ruas do bairro de Ramos. Na ocasião, um sargento da PM à paisana morreu vítima de bala perdida.
        Tradicional refúgio de assaltantes pelos inúmeros acessos a bairros da zona norte, o Alemão e a Penha foram o destino natural dos criminosos expulsos pela UPP. Escondidos em outras comunidades, eles acabam presos. Na quinta-feira, por exemplo, um dia após a ocupação do Bope, o gerente do tráfico no Morro do Borel, Assis Albano da Silva, o Ratinho, foi preso na casa da sogra.
        O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, disse que a ocupação dos complexos depende da formação de pelo menos mil homens para ocupar a área. "O Alemão e a Penha também estão nos planos e nós vamos chegar lá. No entanto, preciso de um número importante de policiais." (Do Estadão)

HOMICÍDIO

Investigação confirma que garagista foi morto por engano

Vitor Orsini, de 19 anos, foi confundido com o verdadeiro alvo de uma emboscada; autor só descobriu após o crime que havia matado a pessoa errada

26/08/2026 12h30

Vitor Orsini, de 19 anos, foi assassinado dentro da garagem de veículos da família, em Dourados

Vitor Orsini, de 19 anos, foi assassinado dentro da garagem de veículos da família, em Dourados Osvaldo Duarte/Dourados News

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A Polícia Civil confirmou que Vitor Orsini, de 19 anos, foi morto por engano na tarde de 7 de agosto, dentro da garagem de veículos da família, em Dourados. O jovem não era o alvo da execução planejada pelo grupo e teria sido confundido pelos criminosos com outro homem, que era esperado no estabelecimento naquele horário. 

Novos detalhes da investigação foram apresentados nesta quarta-feira (26) pelo delegado Lucas Albé, do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Dourados. Segundo informações divulgadas pelo portal Dourados News, o próprio autor dos disparos, Denis Barbosa de Melo, de 25 anos, descobriu somente após retornar a Ponta Porã que havia executado a pessoa errada.

A conclusão reforça a linha de investigação revelada anteriormente, de acordo com as informações já apresentadas, uma negociação envolvendo uma Toyota SW4 teria sido utilizada para preparar a emboscada. O verdadeiro alvo deveria comparecer à garagem por volta das 14h, mesmo horário programado para a chegada dos executores.

O homem no entanto, não apareceu. Quando os criminosos chegaram ao estabelecimento, encontraram Vitor próximo aos veículos e efetuaram os disparos contra ele. 

Até o momento, não foram encontrados elementos que indiquem qualquer participação do jovem na disputa que teria motivado o plano de execução.

A Polícia Civil também descartou a versão de que Denis teria saído de Brasília (DF) especificamente para cometer o assassinato. Conforme Albé, o suspeito já estava na região de fronteira havia aproximadamente três ou quatro meses antes do homicídio.

A presença dele na região estaria relacionada ao tráfico de drogas. Segundo a investigação, Denis atuava no transporte de entorpecentes para grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, realizando fretes para diferentes grupos criminosos.

Apesar desse histórico, a Polícia Civil afirma que ele não era um pistoleiro profissional e que sua participação no plano para matar o verdadeiro alvo teria sido acertada quando ele já estava na região de Ponta Porã.

Ainda conforme o portal Dourados News, a investigação aponta que Denis possuía uma dívida com pessoas da fronteira e teria recebido outro valor para participar da execução. 

Após o assassinato, ele retornou para Ponta Porã. Foi nesse momento, conforme relatado pelo próprio investigado durante interrogatório, que os responsáveis pela contratação comunicaram que o grupo havia matado a pessoa errada.

Denis acabou preso quatro dias depois do crime, na região de Ponta Porã. 

Emboscada

A investigação identificou conversas mantidas na manhã do homicídio relacionadas à venda de uma Toyota SW4 que estava na garagem da família de Vitor.

Cláudio Henrique de Arruda, de 43 anos, empresário e proprietário de uma academia em Ponta Porã, teria demonstrado interesse no veículo e informado que um homem iria até o estabelecimento por volta das 14h para avaliar a caminhonete.

Para a Polícia Civil, a negociação teria sido utilizada como meio de fazer com que o verdadeiro alvo estivesse na garagem justamente no momento da chegada dos executores.

Esse homem teria relação anterior com Cláudio e os dois já haviam sido presos por tráfico de drogas anos atrás.

Cláudio foi preso preventivamente no dia 21 de agosto, durante uma operação que também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na região de fronteira. A extensão da participação dele na preparação e execução do crime ainda é apurada.

As diligências apontam que a execução contou com uma estrutura organizada entre Ponta Porã e Dourados, envolvendo pessoas responsáveis pela contratação, deslocamento, transporte e apoio aos executores.

Jeferson Lopes, de 31 anos, e Marcos Antônio Olmedo Vera, de 23, são apontados como suspeitos de participar da contratação dos executores e de levá-los de Ponta Porã para Dourados em uma BMW. Os dois permanecem foragidos.

Em Dourados, um adolescente de 17 anos teria fornecido uma motocicleta furtada e auxiliado os envolvidos a chegar até a garagem.

Alexsander Gonçalves Borges, de 27 anos, preso no dia 17 de agosto, é apontado como responsável por pilotar a motocicleta utilizada para transportar o autor dos disparos e auxiliar na fuga após o homicídio.

Denis havia sido localizado no dia 11 de agosto, quatro dias após a morte de Vitor, escondido na região de Ponta Porã. O adolescente também foi apreendido por suspeita de participação.

Embora alguns dos investigados tenham histórico ligado a atividades criminosas, a Polícia Civil afirma que, até o momento, não há elementos que demonstrem que uma facção criminosa tenha ordenado ou organizado a execução.

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Em MS

Traficante foge de abordagem da PRF, bate em árvore e morre

Carro furtado e com placas clonadas era usado para transportar mais de 445 quilos de maconha pela BR-158

26/08/2026 12h10

Foto: Divulgação/CBMMS

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abordagem da Polícia Rodoviária Federal. Durante a fuga o condutor acabou perdendo o controle e colidindo contra uma árvore. 

Na abordagem a PRF apreendeu cerca de 445,2 quilos de maconha. A ação aconteceu no quilômetro 332 da BR-158, em Brasilândia, à 364 km de Campo Grande. 

De acordo com a PRF, a equipe realizava a fiscalização da rodovia, quando deu ordem de parada a um veículo identificado como um Honda/Fit prata, o condutor ameaçou que encontraria, mas fugiu em alta velocidade por uma estrada de terra. 

A perseguição policial aconteceu por 5 quilômetros, até que o motorista perdeu o controle da direção, rompeu uma cerca de uma propriedade rural, tombou e colidiu fortemente contra uma árvore. Com o impacto, inúmeros tabletes de maconha se espalharam ao redor do automóvel.

A colisão contra a árvore foi tão forte que o condutor ficou preso entre as ferragens, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros ainda com vida e encaminhado ao Hospital Auxiliadora, em Três Lagoas (MS), onde passou a noite em observação e veio a falecer na manhã desta quarta-feira, dia 26. 

A Polícia Civil realizou uma inspeção e perícia no veículo e foi constatado que o carro estava com placas clonadas e possuía registro de furto na cidade de São Paulo (SP), ocorrido em 08/08/2026. 

O veículo, a droga e os materiais apreendidos foram entregues na Delegacia de Polícia Civil de Brasilândia (MS).

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