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Polícia Rodoviária Federal abre concurso com salário de R$ 6,1 mil

Polícia Rodoviária Federal abre concurso com salário de R$ 6,1 mil

Gabriel Maymone

12/06/2013 - 16h00
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (12) edital de abertura de concurso público para preencher mil vagas e formação de cadastro de reserva, sendo 50 vagas destinadas para pessoas com deficiência. As provas serão realizadas em Campo Grande e demais capitais do país. (confira o edital)

O cargo é para Policial Rodoviário Federal, padrão I da Terceira Classe, com remuneração de R$ 6,1 mil para jornada de trabalho de 40 horas semanais.

A lotação será escolhida pelo candidato por ordem de classificação. O policial, conforme o edital, deverá permanecer no local da primeira lotação pelo tempo mínimo de três anos e o remanejamento será feito por concurso de remoção ou interesse da administração.

Os postos de trabalho citados serão para homens e mulheres de nacionalidade brasileira, com idade mínima de 18 anos, graduação de nível superior em qualquer área de formação e que tenham carteira nacional de habilitação categoria B. Além disso, os profissionais deverão dispor de 40h semanais para realizar atividades de natureza policial envolvendo fiscalização, patrulhamento e policiamento ostensivo, atendimento e socorro às vítimas de acidentes rodoviários e demais atribuições relacionadas com a área operacional do Departamento de PRF.

Para concorrer, o candidato deverá atender aos requisitos em questão e realizar inscrição de 24 de junho a 8 de julho pelo endereço eletrônico www.cespe.unb.br, sob taxa de R$ 150. A isenção desse valor será concedida, unicamente, a candidatos amparados pelo Decreto nº. 6.593, de 2 de outubro de 2008, publicado no Diário Oficial da União de 3 de outubro de 2008 - com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), de que trata o Decreto nº. 6.135, de 26 de junho de 2007; e que seja membro de família de baixa renda, nos termos do Decreto nº. 6.135/2007. O pedido poderá ser feito no mesmo período das inscrições, pelo site do concurso.

A execução do certame ficará sob responsabilidade do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB), que avaliará os profissionais em uma única etapa, formada por prova objetiva (P1 e P2), prova discursiva, exame de capacidade física, avaliação de saúde, avaliação psicológica e avaliação de títulos. Ainda nessa etapa haverá investigação social e/ou funcional, que será realizada pela Polícia Rodoviária Federal, antes da avaliação de títulos.
Já a segunda etapa do concurso, composta por curso de formação, ficará exclusivamente a cargo da própria PRF.

Fases avaliativas

Primeira etapa:
prova objetiva de conhecimentos básicos (P1) com 50 questões e de conhecimentos específicos (P2) com 70 questões;
prova discursiva composta por texto dissertativo;
As avaliações acima serão de caráter eliminatório e classificatório e estão previstas para ocorrer em 11 de agosto na parte da manhã, com duração de quatro horas e meia.
exame de capacidade física composta por teste de flexão em barra fixa, teste de impulsão horizontal, flexão abdominal e teste de corrida de 12 minutos;
avaliação de saúde, composta pela apresentação de exames laboratoriais e complementares, cuja relação está disponibilizada no Anexo III do edital;
avaliação psicológica na qual serão avaliadas a capacidade atenção, capacidade de memória, capacidade intelectual, características de personalidade como, por exemplo: controle emocional, controle da agressividade, liderança e responsabilidade;
investigação social e/ou funcional, que será realizada pela PRF;
Já essas quatro outras avaliações acima serão de caráter eliminatório.
E para finalizar:
avaliação de títulos de caráter classificatório.

Segunda Etapa:
Composta por Curso de Formação Profissional, de caráter eliminatório e classificatório, com duração de três meses a desenvolver-se nos turnos diurno e noturno, inclusive aos sábados, domingos e feriados. 

CAMPO GRANDE

PRF culpa organização por congestionamentos quilométricos em show do 'Guns'

Responsáveis teriam descumprido o conselho da Polícia Rodoviária Federal e implantado leitura de QR Code na entrada, com carros entrando um por vez no estacionamento em única via de acesso

10/04/2026 11h32

 Segundo a PRF

Segundo a PRF "verificou-se cenário distinto do planejado", com quatro pontos que foram diferentes do apresentado pela organização Divulgação

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Após o show da banda estadunidense Guns N' Roses em Campo Grande ficar marcada por enormes filas de carros, tanto na ida quanto na volta, em trechos da rodovia BR-262, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicou que os congestionamentos quilométricos no único acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura foram causados por culpa das decisões da organização do evento. 

Desde a noite de quinta-feira (10), como bem acompanha o Correio do Estado, o congestionamento quilométrico até o local do evento passou a ganhar espaço nas redes sociais, antes mesmo da banda subir ao palco para a estimativa de 35 mil pessoas. 

Depois disso, quem acompanhou a banda liderada por Axl Rose e composta Slash e Duff McKagan até o final ainda precisou enfrentar quase cinco horas para sair do show, problemas esses que a Polícia Rodoviária Federal coloca a responsabilidade sobre a organização do evento. 

Esperando cerca de 35 mil pessoas, a PRF relembrou na manhã desta sexta-feira (10) que participou de reuniões e analisou o projeto apresentado pela organização. 

Culpa de quem? 

Conforme a Polícia Rodoviária Federal, estavam previstas múltiplas vias de acesso aos estacionamentos, com entradas simultâneas de veículos e fluxo contínuo. 

"No entanto, no dia do evento, verificou-se cenário distinto do planejado", confirmou a Polícia Rodoviária Federal em nota, destacando quatro pontos que foram diferentes do apresentado pela organização. 

Entre esses, que contribuíram inclusive para o congestionamento na ida para o show, é descrito que a abertura dos estacionamentos aconteceu com atraso em relação ao horário previamente divulgado. 

Segundo a PRF isso comprometeu a distribuição do fluxo ao longo do dia, contando ainda com apenas uma via efetiva de acesso aos estacionamentos, com entrada de veículos acontecendo ainda de forma individualizada, "o que gerou retenção". 

Como se não bastasse, a organização teria ido contra o conselho da própria Polícia Rodoviária Federal e implementado um controle de acesso com leitura de QR Code, o que gerou um maior volume de filas. 

Além disso, a PRF cita que não havia sinalização adequada para orientar os condutores no caminho, o que também ocasionou paradas de carros em busca de informação e, por sua vez, contribuiu para o aumento do congestionamento.

"Os principais pontos de retenção registrados não estavam relacionados à gestão do fluxo na rodovia, mas sim à capacidade de acesso e organização interna do evento. A instituição reforça que todas as suas ações, entre elas a flexibilização de deslocamento de pedestres e operação 'pare e siga' nas saídas dos estacionamentos,  foram pautadas em critérios técnicos e na preservação de vidas", conclui a PRF em nota. 

 Até o momento a organizadora responsável, Santo Show, não se manifestou a respeito das polêmicas que envolvem desde a morte de um ambulante até, inclusive, pessoas que reivindicam reembolso por não conseguirem acompanhar a apresentação. 

 

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MATO GROSSO DO SUL

MP cobra reestruturação do controle interno e aponta falhas graves em município de MS

Recomendação aponta falta de autonomia, ausência de carreira específica e ineficiência em fiscalização

10/04/2026 11h00

Segundo o levantamento, a unidade não produziu relatórios de auditoria nem apurou denúncias ao longo de 2025, o que, para o Ministério Público, evidencia uma atuação apenas formal, sem resultados práticos

Segundo o levantamento, a unidade não produziu relatórios de auditoria nem apurou denúncias ao longo de 2025, o que, para o Ministério Público, evidencia uma atuação apenas formal, sem resultados práticos Foto: MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou a reestruturação completa do sistema de controle interno da Prefeitura de Dois Irmãos do Buriti após identificar uma série de falhas consideradas graves no funcionamento do órgão responsável pela fiscalização da gestão municipal.

A medida foi formalizada por meio da Recomendação nº 0001/2026, assinada pelo promotor de Justiça Marcos Martins de Britto, no âmbito de um procedimento administrativo que acompanha a regularidade da Controladoria do município.

De acordo com o documento, embora a unidade de controle interno exista formalmente, ela apresenta problemas estruturais que comprometem sua autonomia, independência e eficácia.

Entre os principais pontos levantados pelo MP estão a estrutura reduzida, composta por apenas um controlador e um assessor, com ausência de uma carreira específica para a área. O órgão também destacou que o responsável pela controladoria pode ser nomeado e exonerado pelo prefeito, o que fere o princípio da independência funcional.

Outro dado que chamou atenção foi a baixa efetividade das ações. Segundo o levantamento, a unidade não produziu relatórios de auditoria nem apurou denúncias ao longo de 2025, o que, para o Ministério Público, evidencia uma atuação apenas formal, sem resultados práticos.

Diante do cenário, o MP recomendou que o prefeito promova mudanças estruturais no sistema de controle interno, com a criação de uma carreira específica por meio de concurso público, incluindo cargos como auditor e analista de controle interno.

A recomendação também orienta que a controladoria tenha autonomia administrativa, orçamentária e técnica, além de não ser subordinada a outras secretarias, garantindo independência na fiscalização dos atos da própria gestão.

Outro ponto destacado é a necessidade de implantação de mecanismos modernos de controle, como sistemas digitais integrados e painéis de monitoramento, para acompanhar em tempo real gastos públicos, contratos e execução orçamentária.

O Ministério Público fundamenta a recomendação em dispositivos da Constituição Federal, que exigem a existência e o funcionamento efetivo de sistemas de controle interno nos municípios, além de leis como a de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Acesso à Informação.

O documento também reforça que cargos de natureza técnica, como o de controlador interno, devem ser ocupados por servidores concursados, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

O MP alerta que o não cumprimento das medidas pode resultar na adoção de ações judiciais contra os responsáveis. Além disso, a recomendação pode servir como prova de que o gestor tinha conhecimento das irregularidades, caracterizando dolo em eventual processo por improbidade administrativa.

A prefeitura deverá divulgar adequadamente e imediatamente esta Recomendação no Diário Oficial do órgão ao documento e informar as providências adotadas.

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