Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Polícia vê aumento de adolescentes cooptados por facções em MS

Indivíduos com menos de 18 anos têm sido "contratados" por organizações criminosas com promessa de pagamento de aluguel e até cesta-básica

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Em meio a uma guerra por disputa de território entre facções, a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) e Departamento de Polícia Especializada (DPE) apontam que há um número cada vez mais de adolescentes sendo cooptados pelas organizações criminosas em Mato Grosso do Sul.

Na manhã de hoje o diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), Ivan Barreira, e o delegado do Garras, Roberto Oliveira Guimarães, detalharam a atual situação vivida no estado após ações de combate ao crime organizado na luta entre os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Segundo o diretor do DPE, essa briga entre facções começou no norte de MS, vindo desde Coxim, município distante aproximadamente 257 quilômetros da Capital, descendo por Costa Rica e Três Lagoas até alcançar a região sul do Estado. 

Nesse sentido, as forças de segurança do Estado conduziram uma série de ações nesta última semana que, segundo a Polícia Civil, resultaram em prisões e confrontos, inclusive com registros das chamadas mortes por intervenção legal de agentes do Estado. Entre os trabalhos, a polícia evidencia a participação cada vez maior desses adolescentes em atuações criminosas.

"Menores" no mundo do crime

Segundo o diretor do DPE, boa parte dos adolescentes que são cooptados pelo crime acabam atraídos por promessas financeiras, cita Ivan Barreira. 

"Podemos ver que a maioria desses adolescentes vêm de uma situação financeira mais carente. Os cabeças das facções vendo isso atraem eles", comenta Ivan Barreira, diretor do DPE. 

Entretanto, aqui ele faz questão de traçar uma espécie de paralelo diferenciando o que seria o "modus operandi" do PCC e do CV, sendo o Comando Vermelho o principal responsável, segundo a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por cooptar adolescentes para o mundo do crime. 

"É uma tendência da facção carioca. Porque se a gente pegar a outra paulista, não tem participação de tanto adolescente, enquanto que na outra é uma tendência crescente a utilização deles aqui no nosso Estado", diz o diretor do DPE. 

Ainda pelas informações das forças de segurança pública, entre essas promessas financeiras que os adolescentes recebem aparecem desde o custeio do aluguel de uma casa até o fornecimento de cestas-básicas e um "emprego" na participação do delito em si. 

Para o delegado do Garras, a participação desses menores de idade em organizações criminosas vai além da busca por uma brecha por parte das facções na legislação, de que esses teriam penas mais brandas, por exemplo. 

"Eles acabam integrando esses grupos de organização criminosa com uma própria forma de se identificar ou se pôr naquele meio social, porque eles expõem muita coisa, a conduta dele com sinais símbolos de facção, com armas de fogo, ostentando jóias... para se prevalecer dentro daquele núcleo, daquele meio social que ele tem", afirma Roberto Oliveira. 

Ainda segundo o delegado, essa "opção de poder" não chega a ser alcançada na proporção pregada pelos cabeças da facções, uma vez que não haveria tamanha estrutura a ser proporcionada pelas facções, o que leva os adolescentes cooptados a serem empregados para a prática de homicídios, roubos, etc. 

"E acaba, infelizmente, sendo preso, um acaba matando o outro, e o negócio não se sustenta", completa o delegado do Garras. 

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Infraestrutura

Obras de pavimentação e drenagem em Campo Grande somam R$ 39,9 milhões

Serviços incluem implantação de pavimentação asfáltica e estruturas para escoamento de águas pluviais

25/09/2026 11h30

Obras previstas incluem pavimentação e estruturas para o escoamento de águas pluviais em diferentes regiões da Capital

Obras previstas incluem pavimentação e estruturas para o escoamento de águas pluviais em diferentes regiões da Capital Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande oficializou, por meio do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), a contratação de quatro empresas para a execução de obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em dez bairros da Capital. Os contratos somam R$ 39,87 milhões.

A contratação é resultado da Concorrência nº 008/2026, cujo procedimento foi homologado pela prefeita Adriane Lopes em 24 de agosto de 2026. Os contratos foram publicados no Diogrande em 24 de setembro de 2026.

Ao todo, quatro empresas foram contratadas para executar as obras em diferentes regiões de Campo Grande.
A empresa CG3F Serviços e Construtora Ltda. – EPP ficará responsável pelas intervenções nos bairros Jardim Mansur e Jardim Auxiliadora. O contrato tem valor de R$ 3.618.880,98, com prazo de execução de até 150 dias.

A RR Barros Serviços e Construções Ltda. executará os serviços nos bairros Jardim Tijuca II e Jardim Verdes Mares. O contrato está estimado em R$ 6.946.149,35, e as obras deverão ser realizadas em até 180 dias.

Já a Meta Construtora Ltda. – EPP foi contratada para realizar as obras de pavimentação e drenagem nos bairros Coophavilla II e Batistão. Com valor de R$ 15.009.480,60, este é o maior contrato entre os quatro. O prazo de execução é de até 360 dias.

Por fim, a TST Construções Ltda. ficará responsável pelas intervenções no Aero Rancho, Vila Nogueira, Vila Aimoré e Vila Amapá. O contrato tem valor de R$ 14.299.998,79, com prazo máximo de execução de 360 dias.

Somados, os contratos representam um investimento previsto de R$ 39.874.509,72 em obras de infraestrutura urbana. Os recursos são provenientes do Tesouro Municipal, de convênios e de operação de crédito da Caixa Econômica Federal vinculada ao Programa Pró-Transporte.

Apesar dos valores divulgados, o extrato publicado no Diário Oficial não indica que o montante integral já tenha sido pago às empresas. Em contratos de obras públicas, os pagamentos costumam ser realizados de forma progressiva, após a medição e a comprovação dos serviços executados.

A contagem dos prazos começa a partir do recebimento, pelas empresas, da Ordem de Execução dos Serviços, documento que autoriza oficialmente o início dos trabalhos. Por isso, a publicação dos contratos não permite determinar, sozinha, a data efetiva de início de cada obra.

As intervenções incluem a implantação ou recuperação da pavimentação asfáltica e a construção de estruturas para o escoamento das águas da chuva. Os serviços deverão seguir as especificações do Projeto Básico da licitação e serão acompanhados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP).

Eventuais alterações nos prazos, aditivos contratuais, medições, pagamentos e etapas de execução deverão ser acompanhados nos processos administrativos e em novas publicações oficiais.

LEI DO SILÊNCIO

Prefeitura de Campo Grande prepara mudanças nas regras da Lei do Silêncio

Secretário Ulisses Rocha diz que texto ainda não foi encaminhado e cita limitações enfrentadas por bares e restaurantes

25/09/2026 11h15

Ulisses Rocha afirma que Prefeitura prepara atualização da Lei do Silêncio e busca conciliar atividade econômica e sossego dos moradores

Ulisses Rocha afirma que Prefeitura prepara atualização da Lei do Silêncio e busca conciliar atividade econômica e sossego dos moradores Marcelo Victor

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A Lei do Silêncio de Campo Grande deverá passar por mudanças. A Prefeitura prepara uma atualização das regras e busca conciliar o funcionamento de bares e restaurantes com o direito ao sossego dos moradores, segundo o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha.

Nesta sexta-feira (25), durante evento de assinatura de ordem de serviço para obras de drenagem e pavimentação, Rocha afirmou que a proposta ainda não foi encaminhada, mas que o município já possui uma estrutura para o novo texto.

“Tem uma estrutura pronta já, mas, assim, eu acho que precisamos compreender é que existem diversos setores que têm interesse, cada um com um interesse específico, temos que encontrar um equilíbrio”, afirmou.

A revisão envolve diferentes áreas da administração municipal, já que as regras passam por questões ambientais, aferição dos níveis de ruído, autorizações e trânsito. Conforme Rocha, a Secretaria Municipal de Governo atua principalmente na interlocução com os segmentos interessados.

Entre os pontos levantados pelo secretário está o impacto das atuais exigências sobre bares e restaurantes. Para Rocha, as regras podem representar uma limitação ao funcionamento desses estabelecimentos.

“Temos que compreender, principalmente do ponto de vista econômico, dos investidores, das pessoas que têm vários restaurantes. O que eu vejo é uma limitação grande de funcionamento, porque são muitas exigências para que o ambiente, o restaurante, possa funcionar até determinados horários”, disse.

Por outro lado, Rocha ponderou que qualquer alteração precisa considerar quem vive em áreas residenciais e sofre com o excesso de ruído, especialmente moradores de edifícios.

A Prefeitura ainda não detalhou quais dispositivos serão modificados, tampouco os limites de ruído e horários que poderão constar na nova proposta.

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