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casos de família

Com suposto filho de Jamil Name lutando por parte na herança, corpo pode ser exumado

Briga na Justiça deve ter resposta até a sexta-feira (28); herança de Jamil está na casa dos bilhões

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Umas das famílias mais notórias em Mato Grosso do Sul vive um drama digno de novela: seis meses após morte de Jamil Name, que foi réu da operação Omertá, um filho "perdido" quer garantir seus direitos no inventário da família Name.

O autônomo Afrânio Brocuá, residente do município de Osasco (SP), garante ser meio irmão de Jamil Name Filho e do deputado Estadual, Jamilson Name.

O valor da herança ainda é um mistério, mas em perícia psiquiátrica feita em 2021, Name apontou que ter precatórios a receber de aproximadamente, R$ 41 bilhões, além de ter faturado R$ 1 bilhão sendo dono de uma mina ametista.

O valor dos precatórios seria quase três vezes maior que o orçamento do Governo em 2021, sendo aproximadamente R$ 16,8 bilhões.

Afrâncio já possui a paternidade por presunção, lavrada pela 1ª Vara de Família de Sucessões de Osasco. Tal medida está prevista na Lei 12.004/09 e garante a presunção a paternidade nos casos onde o réu se recusa a realizar exame genético.

Contudo, os advogados de Jamilson defendem que a presunção foi dada de forma equivocada, porque Jamil não se recusou a fazer o teste de DNA.

Em 2005, Afrânio e Jamil disponibilizaram material genético para o Instituto de Perícia Científica de Mato Grosso do Sul (IPC-MS), que demonstrou a falta de compatibilidade entre os dois e alegou que Jamil não era pai do autônomo.

Afrânio, por sua vez, contestou a veracidade do teste, afirmando que a família Name possui grande influência em Campo Grande e poderia ter forjado as amostras. 

Então, entrou na Justiça novamente e pediu para que Jamil enviasse nova amostra para São Paulo, para que as comparações fossem feitas no laboratório de Osasco. 

Contudo, a equipe de advocacia de Jamilson disse que orientou o cliente a não enviar as amostras por não considerarem o transporte seguro, já que não foi informado como a coleta de sangue seria lacrada e enviada.

"Obviamente nós, defendendo o cliente e sabendo que é uma pessoa pública e notória, que tem posses, a gente não vai deixar o sangue dele ser enviado de qualquer maneira para o estado de São Paulo", disse o advogado responsável pelo processo, João Paulo Sales Delmondes.

O juiz de Osasco, desta forma, entendeu como uma recusa ao teste e concedeu a Afrânio a presunção por paternidade. 

Delmondes afirmou ainda que, na ocasião, a equipe solicitou a coleta fosse simultânea entre Afrânio e Jamil, e que a família custearia o viagem do autônomo à Campo Grande para realizar nova coleta de amostras. 

Além disso, após Afrânio contestar o resultado do teste de DNA, feito em 2005, o deputado Jamilson Name também fez o teste de paternidade com o mesmo material genético de Jamil em outubro de 2021, usado no exame de Afrânio, que confirmou a compatibilidade entre pai e filho.

O mesmo material genético ainda está disponível no IPC-MS e a família Name agora judicializou ação para que novo exame seja feito com a amostra. 

Em último caso, segundo o advogado, a família se disponibilizou a fazer a exumação do corpo de Jamil Name para coletar novo material.

A reportagem tentou contato com Afrâncio, através do telefone de sua empresa disponibilizado na internet, mas não obteve resposta.

Família Name de réu

Jamil Name morreu aos 82 anos em decorrência da Covid-19. O réu da Operação Omertá, estava internado desde 31 de maio de 2021 em Mossoró (RN), mas o caso se agravou.

O réu foi preso em 27 de setembro de 2019, na Operação Omertà, sendo acusado de pertencer a uma organização criminosa voltada a crimes de milícia armada, ligado a práticas de desobstrução de justiça, corrupção ativa, aquisição de armas de fogo de uso restrito, extorsão e lavagem de dinheiro, dentre outros crimes.

No dia 30 de outubro do mesmo ano, foi transferido para o Presídio Federal de Mossoró. Os advogados tentaram mais de 20 pedidos de prisão domiciliar para Jamil Name, mas todos foram negados. 

Em setembro de 2019, quando a Omertá foi deflagrada, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a Polícia Civil prenderam policiais, empresários e guardas municipais investigados por serem membros de grupo de extermínio.

Conforme informações do Ministério Público, a suspeita é que grupo chefiado por Jamil Name e o filho Jamil Name Filho, teria executado ao menos três pessoas em junho de 2018, na Capital.  

Duas das mortes interligada aos Name, foram a do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson de Figueiredo e do estudante de direito Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos, morto a tiros de fuzil em abril de 2019, enquanto manobrava o carro do pai.

Um mês após a morte de Matheus, policias do Garras e do Batalhão de Choque desmantelaram um arsenal de armas que estava em posse de um guarda municipal. Conforme o Gaeco, as armas pertenciam aos grupo de extermínio e investiga se eram utilizadas nas execuções.

Histórico

A vida de luxo de Jamil Name começou em 1957, quando morava em São Paulo. Em 1958 foi morar sozinho em Campo Grande, onde fez sociedade com um conhecido e passaram a fazer anotações de jogo de bicho e pif-paf.

Depois de algum tempo desfez a sociedade e passou a fazer a anotação do jogo sozinho. Após isso, fez sociedade em negócio imobiliário, fundando a imobiliária Fena, fazendo muitas transações em terras em Mato Grosso (antes da divisão), São Paulo e Paraná.  

Abriu também diversos loteamentos de condomínios na Capital de Mato Grosso do Sul. Name era dono de diversas empresas, inclusive do Jóquei Club, já foi presidente do Operário Futebol Clube e teve seu nome envolvido em negócios ilícitos.

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Operação Dupla Face

PF prende PM aposentado envolvido no tráfico de armas

Sargento teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades

06/03/2026 08h08

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, em combate ao tráfico internacional de armas de fogo, nesta sexta-feira (6), durante a Operação Dupla Face, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação mira um sargento da Polícia Militar aposentado, que possivelmente atuava como fornecedor de armamentos clandestinos, realizava viagens frequentes a fronteira e apresentava movimentação financeira incompatível com seus rendimentos declarados.

Ele teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 214 armas foram apreendidas, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 214 armas apreendidas,

  • 154 foram apreendidas em janeiro
  • 60 foram apreendidas em fevereiro
  • 51 são revólveres
  • 39 são pistola
  • 1 é rifle
  • 1 é arma de pressão
  • 2 são carabinas
  • 6 são espingardas
  • 3 são fuzis
  • 110 correspondem a "outras armas" - que estão adulteradas ou com a numeração raspada

A apreensão de armas pela polícia é fundamental para a segurança pública pelos seguintes motivos:

  • Interrupção do ciclo de violência
  • Preservação de Vidas e Redução da Violência
  • Redução da letalidade
  • Desarticulação do Crime Organizado
  • Fortalecimento da inteligência e investigação

Geralmente, o destino de armas apreendidas é depósito judicial (permanência sob custódia do Estado) e destruição (armas são destruídas pelo Exército Brasileiro). 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

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