Polícia

Operação Oscurità

Ex-coordenador da Apae é investigado por suposto desvio de R$ 8 milhões

A investigação apontou que o dinheiro repassado pelo governo do Estado era desviado para contas de terceiros que supostamente teriam sido abertas pelo ex-funcionário da entidade

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O Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC), cumpriu seis mandados de busca e apreensão, em operação que investiga o suposto desvio de mais de R$ 8 milhões de reais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).

A ação, deflagrada nesta quarta-feira (31), pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, denominada Operação Oscurità, realizou batidas em Campo Grande e Corumbá. 

O suspeito dos desvios de dinheiro público que deveriam atender pacientes ostomizados, é o  ex-coordenador do Centro Especializado em Reabilitação da APAE, Paulo Henrique Muleta.

No dia 28 de junho, Poder Judiciário recebeu a denúncia, e o ex-coordenador irá responder por corrupção passiva. 


Desvio de dinheiro público

A Promotoria de Justiça iniciou investigação com auxílio do GECOC, e descobriram que o dinheiro repassado pelo Estado à Apae era desviado para contas em nomes de terceiros. 

Com isso, conforme noticiado pelo Correio do Estado, cerca de 2,6 mil  pessoas ostomizadas ficaram sem as bolsas coletoras e urina ou fezes.

A investigação apontou que desde 2021, ex-coordenador do Centro Especializado em Reabilitação da APAE, Paulo Henrique Muleta, utilizando de convênios firmados realizava o desvio de dinheiro para empresas de fachada.  

Ainda, conforme apontou o MPE, as contas foram criadas por Paulo Henrique Muleta, em nome de laranjas, cujo valor do desvio de dinheiro público chegou a mais de R$ 8 milhões de reais. 

Colaboração

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais com auxílio do setor de compliance prestou total apoio durante o levantamento feito pelos investigadores.


De acordo com a entidade, com o afastamento do ex-coordenador da APAE, Paulo Henrique Muleta, perceberam que ocorreu redução significativa nos valores das compras dos produtos que anteriormente eram efetuadas por ele. 

O termo Oscurità, do italiano, significa obscuridade, adotado diante da pretensão do investigado de obter cidadania italiana e mudar-se, pedido formalizado após os desvios milionários que vitimaram o Estado e a APAE de Campo Grande.

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CAMPO GRANDE

Cadáver é encontrado enforcado em área de mata no Jardim do Pênfigo

Corpo está pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore

04/09/2026 11h50

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada Reprodução/WhatsApp

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Um cadáver, em estado avançado de decomposição, foi encontrado na manhã desta sexta-feira (4), em uma área de mata localizada na avenida Zilá Corrêa Machado, número 10.300, no Jardim do Pênfigo, região do Presídio Federal, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o corpo é de um homem que aparentava ter entre 30 e 40 anos. Ainda não se a identidade dele.

Ele está enforcado e pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore, com a cabeça quase decepada. O corpo está baixo e ajoelhado no chão.

Ainda não se sabe se o caso se trata de suicídio ou assassinato. As circunstâncias serão apuradas pelas autoridades competentes. 

Polícia Militar (PMMS), Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estão no local para isolar a área, apurar os fatos da ocorrência, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

O cadáver foi achado há poucas horas e ainda não há boletim de ocorrência sobre o caso.

ARAL MOREIRA (MS)

Mãe de bebê assassinado com foice é transferida para hospital de Dourados

Mãe e filho foram atacados por uma foice no domingo (30); filho faleceu e mãe segue internada

31/08/2026 10h25

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados Foto: Governo de MS

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Regina Ramires, mãe do bebê de cinco meses morto com golpes de foice, foi transferida do Hospital Municipal de Coronel Sapucaia para o Hospital da Vida em Dourados. 

Ambos ficam a cerca de 175 quilômetros de distância um do outro. O hospital de Dourados tem mais estrutura, suporte e profissionais especializados para lidar com o caso. Regina segue internada em estado grave com ferimentos pelo corpo.

Mãe e filho foram atacados por golpes de foice, na madrugada de domingo (30), em Aral Moreira. O bebê faleceu no local do crime e a mãe foi socorrida com vida e encaminhada ao hospital de Coronel Sapucaia, a 70 quilômetros de distância. 

O assassino é Rafael Romero Escobar, que pertence a mesma vizinhança das vítimas. De acordo com populares, ele confessou o crime e alegou que teria agido por vingança, pelo fato do esposo de Regina e pai do bebê ter queimado sua motocicleta no sábado (29).

HOMICÍDIO

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada pela Polícia Nacional do Paraguai para auxiliar em uma ocorrência de homicídio e tentativa de homicídio. Então, a equipe policial seguiu até o local, o qual estava preservado pelas autoridades paraguaias.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor, Rafael Romero, invadiu a casa onde estava Regina Ramires (mãe) e seus dois filhos, de 5 meses e de 5 anos e os atacou.

O filho de 5 anos conseguiu fugir da residência e pediu socorro a populares. Em seguida, a Polícia Paraguaia e o Corpo de Bombeiros Militar foram acionados.

Regina foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao hospital. A foice, com resquícios de sangue, foi apreendida no local dos fatos.

Polícia Científica e Polícia Militar estiveram no local para realizar a perícia e isolar a área. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Ponta Porã.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira como “homicídio qualificado por motivo fútil” e “homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada”.

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