Polícia

HOMICÍDIO

Homem é condenado a 17 anos de prisão por matar amigo por causa de bicicleta

O MPMS denunciou o acusado por homicídio qualificado por motivo torpe, levando em conta seus antecedentes criminais

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Em sessão no Tribunal do Júri, nesta sexta-feira (19), Janderson Maxwell Rochy Silva foi condenado por homicídio qualificado após o assassinato de Jullian Gabriel da Silva Acosta, em janeiro deste ano, no bairro Moreninhas II, em Campo Grande. 

Durante o depoimento no Tribunal do Júri, o réu optou por ficar em silêncio. Ele foi condenado a 17 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Além disso, Janderson deverá pagar indenização mínima de R$ 10 mil, corrigidos monetariamente desde a data da sentença.

Na ocasião, ambos ingeriam álcool juntos em uma conveniência, quando a vítima pegou a bicicleta do autor e saiu do local sem autorização. Janderson então foi atrás de Jullian, que era epilético e teve uma convulsão no caminho, caindo no chão e, logo em seguida, foi atacado com uma faca, na Avenida dos Cafezais.

Mesmo ferida, a vítima conseguiu fugir, mas foi novamente alcançada pelo autor, quando recebeu outros golpes fatais.

O MPMS denunciou o acusado por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, tendo em vista que foi um ataque surpresa, seguido de perseguição, quando a vítima já estava ferida. 

Em sua sustentação, o Promotor de Justiça George Zarour Cezar requereu a condenação do réu nos termos da pronúncia e destacou o dolo intenso do crime, bem como a reincidência do autor.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente os pedidos do Ministério Público e condenou o réu por homicídio qualificado, levando em conta a culpabilidade elevada, seus antecedentes criminais, sua conduta social, a motivação torpe do crime e as circunstâncias do fato.

polícia

'Assassino contratado' morre em confronto com o Choque em Caarapó

Criminoso atuava como sicário, termo utilizado para designar um indivíduo que pratica homicídios mediante pagamento ou por determinação de terceiros

10/07/2026 17h05

Após confronto, perícia compareceu ao local

Após confronto, perícia compareceu ao local Foto: divulgação/Instagram Sidnei Bronka Lemos

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Irineu Aguajo Lescano, de 40 anos, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque, na tarde desta sexta-feira (10), no bairro Shalom, em Caarapó, município localizado a 274 quilômetros de Campo Grande.

Irineu atuava como sicário, termo utilizado para designar um ‘assassino contratado’ - indivíduo que pratica homicídios mediante pagamento ou por determinação de terceiros, geralmente a serviço de organizações criminosas ou grupos criminosos.

Ele presta apoio ao crime organizado na região de Caarapó, está envolvido em várias mortes na cidade e possui passagens pela polícia por homicídio. 

Conforme apurado pelo site Caarapó News, Lescano era apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV) no município. Ele seria tio de Mateus Adriano Acunha Araújo, morto em confronto com a polícia, no dia 7 de julho de 2026, em Dourados. 

De acordo com o BPMChoque, o indivíduo é considerado de alta periculosidade pelas forças de segurança.

Várias viaturas da Polícia Militar (Rádio Patrulha)/Batalhão de Choque, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, recolher indícios do assassinato, realizar a perícia e retirar o corpo.

A 2ª Companhia Independente de Polícia Militar (2ªCIPM), de Caarapó, afirmou que a segurança está reforçada na região com a presença do Batalhão de Choque e do Departamento de Operações de Fronteira (DOF).

"Para assegurar a total manutenção da ordem e dar continuidade à paz social, as forças de segurança locais contam com o reforço operacional imediato de tropas especializadas do Estado, como o Batalhão de Choque da Polícia Militar e o DOF (Departamento de Operações de Fronteira). A presença dessas unidades especializadas soma-se ao trabalho diário de investigação, que vem avançando nas elucidação dos autores dos homicídios, garantindo uma resposta ainda mais firme, rápida e enérgica contra qualquer tentativa de perturbação ou ato infracional. Diante disso, o comando das forças de segurança orienta que a população de Caarapó pode e deve continuar a agir normalmente, realizando suas atividades diárias, profissionais, escolares e de lazer com total tranquilidade", informou a 2ªCIPM por meio de nota enviada à imprensa.

Até as 16h50min desta sexta-feira (10), o Batalhão de Choque ainda não havia compartilhado a dinâmica da ocorrência. A matéria será atualizada nas próximas horas para incorporação do histórico da ocorrêcia.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 68 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 10 de julho de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 68 mortes, 8 ocorreram em janeiro, 5 em fevereiro, 9 em março, 9 em abril, 14 em maio, 15 em junho e 8 em julho. Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança e grupos armados ocorre em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento preventivo/ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

OPERAÇÃO JOVEM GUERREIRO

Dois bolivianos morrem em confronto com o Choque em Corumbá

Na ocorrência, foram apreendidos um revólver calibre .38, um revólver calibre .357 e um veículo de placas bolivianas

05/07/2026 18h15

Ocorrência de confronto em Corumbá

Ocorrência de confronto em Corumbá DIVULGAÇÃO/BPMChoque

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Luis David Justiniano Flores, boliviano, de 29 anos e Alixberto Vasquez Corrales, boliviano, de 33 anos morreram em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), durante a Operação Jovem Guerreiro, em Corumbá, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Militar recebeu uma denúncia de que criminosos estariam transportando grande quantidade de entorpecentes para Campo Grande (MS) em um veículo sedan prata, semelhante a um Toyota Corolla, com placa boliviana PSA-4649.

Ocorrência de confronto em CorumbáArma utilizada pelos bolivianos no crime. Foto: Divulgação/BPMChoque

Os policiais intensificaram o patrulhamento na região, conseguiram localizar o veículo e deram ordem de parada aos integrantes do carro. Mas, eles desobedeceram, desceram e efetuaram disparos de arma de fogo contra os policiais.

Os militares reagiram, balearam e desarmaram os criminosos. Eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital Municipal de Corumbá (MS), mas, não resistiram aos ferimentos e faleceram no local.

Polícia Judiciária Militar e Polícia Civil estiveram no local para recolher os indícios do confronto e preservar o local dos fatos para trabalho da perícia.

Foram apreendidos um revólver calibre .38, um revólver calibre .357 e o veículo.

O caso foi registrado como homicídio decorrente de intervenção legal de agente de Estado, resistência e desobediência na Delegacia de Polícia Civil.

Na última semana, Corumbá tem sido o centro das atenções policiais, em relação a confrontos entre criminosos e policiais. Em 1° de julho, o soldado da PMMS, Marcelo Pimenta, morreu em confronto policial.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 61 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 5 de julho de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 61 mortes, 8 ocorreram em janeiro, 5 em fevereiro, 9 em março, 9 em abril, 14 em maio, 15 em junho e 1 em julho. Em 2025, 73 pessoas morreram em confronto com a polícia.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

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