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Luta Antimanicomial: Comitê irá garantir direitos para pessoas com doenças mentais em MS

No dia da luta antimanicomial, sábado (18), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul anunciou o Comitê Estadual de Monitoramento pela garantia de tratamento adequado a custodiados

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Para combater o preconceito relacionado a saúde mental, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, (TJMS), anunciou neste sábado (18), em alusão ao dia do combate antimanicomial, anunciou que o estado terá o Comitê Estadual de Monitoramento da Política Antimanicomial voltado para custodiados.

Além de tentar diminuir o número de pessoas com problemas mentais que estejam encarceradas, ou com qualquer outro problema com a lei e garantir que seu direito a tratamento adequado seja resguardado. 

O Comitê quer promover políticas públicas voltadas para saúde, assistência social com fim de criar dispositivos que tornem a responsabilidade pela pessoa que apresente algum tipo de problema de natureza mental, sendo estes profissionais de saúde, assistentes sociais, agentes da lei, entre outros.

A criação ocorreu por meio de portaria assinada pelo presidente do TJMS, o desembargador, Sérgio Fernandes Martins. Integram o grupo a Defensoria Pública do Estado e o Poder Executivo.

O trabalho iniciou com o Grupo de Trabalho Reintegra, com a coordenação do Ministério Público e outros órgãos, em 2019, com o acompanhamento para que medidas de segurança fossem seguidas no estado, conforme determinação do Ministério da Saúde. 

Direito

O intuito do movimento antimanicomial é que as pessoas que sofrem transtornos mentais tenham seu direito garantido por lei. São eles:

  • Direito fundamental à liberdade;
  • Viver em sociedade;
  • Receber cuidado e tratamento humanizado;
  • Inserção na comunidade;

Na década de 70, o Movimento da Reforma Psiquiátrica, ganhou força levando como base ideias da médica psiquiatra Nise da Silveira que revolucionou o tratamento mental entre as décadas de 40 e 50. Entre suas pautas estava a luta contra os métodos impostos a pacientes em manicômios como eletrochoque e lobotomia. 

Outro episódio que ficou marcado e levado a público ocorreu no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (fundado em 1903), em Minas Gerais. A história foi contata por meio do livro reportagem, da autora Daniela Arbex, neste que foi o maior hospício do Brasil, que era conhecido como "Colônia" conforme levantamento da escritora registrou aproximadamente 60 mil mortos. Um documentário foi feito em 2016, com nome do livro. 

O que garantiu a legitimação do Movimento da Reforma Psiquiátrica foi a aprovação da  Lei nº 10.216/01, popularmente conhecida como Lei Paulo Delgado, que garantiu direitos a pessoas com transtorno mental. Por meio dela iniciou o fechamento de manicômios e estabeleceu que a internação ocorre caso o que esteja sido oferecido como tratamento não atenda as demandas. 

Objetivos do Comitê

O Comitê quer assegurar que pessoas custodiadas ou mesmo que estejam passando por processo de investigação recebam tratamento médico adequado. Isso também se estende para pessoas que se encontram:

  • Com medida de segurança;
  • Prisão domiciliar;
  • Cumprimento de alternativas penais;
  • Monitoração eletrônica ou outras medidas.

 

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Parque do lageado

Menino de 17 anos assassinado a tiros é a 396ª vítima de homicídio em 2026

Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora

15/09/2026 09h00

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado Paulo Ribas

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Menino, de 17 anos, que não teve o nome divulgado, foi assassinado a tiros, na noite desta segunda-feira (14), em uma conveniência localizada na rua Anselmo Selingard, Parque do Lageado, em Campo Grande. Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora.

Conforme apurado pela reportagem, o menino estava no bar acompanhado de outras pessoas, quando um homem chegou de carro atirando e fugiu logo em seguida.

A princípio, horas antes, a vítima teria se envolvido em uma discussão com outras pessoas nas proximidades do local. Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, mas ele faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para realizar os procedimentos de praxe. O Batalhão de Choque (BPMChoque) também deu apoio a ocorrência. Em seguida, a funerária retirou o corpo.

Após o homicídio, houve intensa aglomeração de populares no local. Autoridades competentes vão apurar as causas do assassinato e as circunstâncias da ocorrência.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 396 pessoas foram mortas (homicídio doloso), entre 1º de janeiro e 15 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Desse número,

  • 354 são homens
  • 34 mulheres
  • 8 não tiveram o sexo divulgado
  • 135 são jovens
  • 203 são adultos
  • 28 são idosos
  • 18 são adolescentes
  • 6 são crianças
  • 6 não tiveram a idade divulgada
  • 108 ocorreram em Campo Grande
  • 288 ocorreram no interior do Estado

Os assassinatos ocorreram em janeiro (29), fevereiro (19), março (35), abril (23), maio (38), junho (37), julho (46), agosto (41) e setembro (20).

 

tragédia

Mulher que matou marido perdeu a irmã para o feminicídio há um mês

Nathaly afirma que agiu em legítima defesa pois "não queria ter o mesmo destino da irmã"

09/09/2026 10h15

Movimentação de viaturas para socorrer Nathalia Rodrigues, em 6 de agosto

Movimentação de viaturas para socorrer Nathalia Rodrigues, em 6 de agosto Foto: Rio Verde News

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Nathaly Nogueira Rodrigues, de 24 anos - que matou o marido Erismar Plácido Ferreira, de 34 anos - é irmã de Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, morta em 6 de agosto de 2026 pelo namorado Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos.

A mulher matou o esposo com uma facada no peito em um bar localizado em Rio Verde (MS), horas após ser agredida e registrar boletim de violência doméstica contra ele.

Ela afirmou que agiu em legítima defesa pois “não queria ter o mesmo destino da irmã”.

FEMINICÍDIO DA IRMÃ

Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, foi morta pelo namorado Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos, em 6 de agosto de 2026, na frente da casa em que moravam, localizada na rua Joaquim Voltinha, bairro Santa Inês, em Rio Verde (MS).

Ela deixa dois filhos. Nathália foi esfaqueada com quatro golpes na região das costas, próximo a nuca.

Conforme apurado pela reportagem, na noite do crime, ambos saíram e, quando retornaram para casa, começaram a discutir.

Em seguida, ele desferiu golpes de faca contra ela na calçada de casa e fugiu do local em uma motocicleta. Os dois filhos estavam dentro da residência, que fica nos fundos do terreno.

Jucimar ligou para um familiar dizendo que havia feito “uma cagada”, mas desligou o telefone logo em seguida. Minutos depois, familiares da vítima foram avisados sobre a morte.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados, mas, ela faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, recolher vestígios do feminicídio, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

FEMINICÍDIO

De acordo com o Código Penal Brasileiro, o feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 26 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 9 de setembro de 2026 em Mato Grosso do Sul. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

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