Rosenilda de Oliveira Candelário, de 48 anos e Reginaldo Messias Bispo, de 58 anos foram mortos a tiros e a facadas, respectivamente, na noite desta sexta-feira (17), na Colônia Conceição, em Nioaque, município localizado a 183 quilômetros de Campo Grande.
O autor do crime é Antônio Marcos da Silva, marido de Rosenilda e conhecido de Reginaldo. Ele deve responder pelos crimes de homicídio e feminicídio.
Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Militar foi acionada via 190 para atender uma ocorrência de disparos de arma de fogo, com dois óbitos, na Colônia Conceição – Agrovila.
De acordo com o boletim de ocorrência, duas equipes da PM deslocaram viaturas até o endereço, sendo uma da Rádio Patrulha e outra da Força Tática.
Ao chegarem ao local, visualizaram um veículo da funerária estacionado nas proximidades.
Em seguida, conversaram com a proprietária de um bar, que informou que ouviu cinco disparos de arma de fogo e discussões perto do estabelecimento.
Os policiais iniciaram buscas na região e localizaram Rosenilda, sem vida, com perfurações de arma de fogo no crânio e nos olhos, sentada em uma cadeira na varanda de sua residência, imóvel que também funcionava como bar.
Em seguida, localizaram Reginaldo, caído no chão, com oito perfurações de arma branca no tórax.
Além da PM e funerária, Polícia Civil e Polícia Científica também compareceram ao local para isolar a área, recolher indícios do feminicídio/homicídio e realizar a perícia, respectivamente.
O autor do crime, Antônio, fugiu do local dos fatos e, até o fechamento do boletim de ocorrência, não havia sido localizado pelas autoridades policiais.
FEMINICÍDIO
Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial.
Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima.
É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.
O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado.
O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.
Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 15 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 18 de julho de 2026 em Mato Grosso do Sul.
Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.
Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).
O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades.
Denuncie!
LISTA TRÁGICA
Confira a lista de mulheres assassinadas por (ex) companheiros em 2026:
- Josefa dos Santos - 16 de janeiro
- Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
- Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
- Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
- Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
- Leise Aparecida Cruz - 7 de março
- Ereni Benites - 8 de março
- Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
- Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
- Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
- Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
- Fabíola Marcotti - 18 de maio
- Maria do Carmo - 28 de junho
- Paula de Souza Conceição - 11 de julho
- Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
Arma utilizada pelos bolivianos no crime. Foto: Divulgação/BPMChoque

