Polícia

Em 2024

Mulher assassinada em Naviraí é 30º vítima de feminicídio em MS no ano

O ex-companheiro da vítima é o principal suspeito do crime ocorrido na madrugada deste domingo

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Uma mulher de 56 anos, identificada como Sueli Maria, assassinada na madrugada deste domingo (17) em Naviraí, localizado a 359 quilômetros da Capital é a 30ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano. O principal suspeito do crime é seu ex-companheiro, Carlos, que, segundo informações de familiares e vizinhos, não aceitava o fim do relacionamento.

De acordo com o portal de Notícias local, Panorama do MS, Sueli Maria foi assassinada durante a madrugada em sua casa, na rua Tim Maia, no bairro Jardim Paraíso. Segundo informações de familiares e vizinhos o ex-companheiro teria matado a mulher com uma paulada e facadas e em seguida retornado tranquilamente para sua residência.

Sua presença no local foi denunciada por populares, que ao saberem do ocorrido se  revoltaram e planejaram linchar o homem com pauladas e pedradas na cabeça. Após Carlos desmaiar, os agressores deixaram o local acreditando que o suspeito estaria morto.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 8h50 e, ao chegar ao local, encontrou Carlos ainda com vida. O Corpo de Bombeiros realizou os primeiros socorros, restabelecendo sua consciência, e o encaminhou ao Hospital de Naviraí.

O caso foi registrado como feminicídio e está sendo investigado pela Polícia Civil e pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Sueli Maria é a 30ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul.

FEMINICÍDIOS

Somando um registro de 29 casos de feminicídio entre 1º de janeiro e 16 de novembro de 2024, conforme demonstra dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O total acumulado já supera as 26 ocorrências no mesmo período do ano passado e se aproxima do total anual de 2023, quando 30 mulheres foram assassinadas

Desde 2015, quando a lei que define o feminicídio foi instituída, o ano mais violento no estado foi 2022, com 44 vítimas. Em 2021, foram registados 37 casos; em 2020, 41; em 2019, 30; e em 2018, 36. Nos anos anteriores, o estado contabilizou 33 vítimas em 2017, 36 em 2016 e 18 em 2015, o primeiro ano em que a lei entrou em vigor.

DENÚNCIA

REMOTO

Para denúncias remotas é possível ligar para 180. A Central de Atendimento à Mulher faz uma escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência. O serviço registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgãos competentes, bem como reclamações, sugestões ou elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento.

O serviço também fornece informações sobre os direitos da mulher, como os locais de atendimento mais próximos e apropriados para cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.

A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. São atendidas todas as pessoas que ligam relatando eventos de violência contra a mulher.

O Ligue 180 atende todo o território nacional e também pode ser acessado em outros países.

SITE

Aplicativo MS Digital está disponível para download em dispositivos Android e iOS e permite registrar ocorrências de forma rápida e discreta. É possível fazer a denúncia online na Polícia Civil, por meio de aparelho celular, no aplicativo MS DIGITAL, no ícone Segurança. O aplicativo está disponível nas nas lojas virtuais para versões IOS e Android, o MS Digital foi desenvolvido para reunir o máximo de serviços públicos, ocupando pouco espaço nos aparelhos celulares. 

Se não puder sair de casa ou usar o telefone, acesse o site www.pc.ms.gov.br, clique no link "B.O. ONLINE DELEGACIA VIRTUAL" e, no Serviço ao Cidadão, clique em "REGISTRAR DENÚNCIA Violência contra a mulher", preencha os campos com as informações solicitadas (você não precisa se identificar). Nesse canal, também é possível fazer denúncia de violência contra criança e de violência contra pessoa idosa. 

Denúncias presenciais

SE PUDER COMPARECER À UMA DELEGACIA, você fará o registro do boletim de ocorrência, narrando os fatos para a autoridade policial e dando início à investigação criminal.

Em Campo Grande, em caso de violência contra meninas (menores de idade) ocorrida no período noturno ou finais de semana, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), localizada na Casa da Mulher Brasileira, faz o atendimento e posterior encaminhamento para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente (DEPCA) . 

CAMPO GRANDE

Cadáver é encontrado enforcado em área de mata no Jardim do Pênfigo

Corpo está pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore

04/09/2026 11h50

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada Reprodução/WhatsApp

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Um cadáver, em estado avançado de decomposição, foi encontrado na manhã desta sexta-feira (4), em uma área de mata localizada na avenida Zilá Corrêa Machado, número 10.300, no Jardim do Pênfigo, região do Presídio Federal, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o corpo é de um homem que aparentava ter entre 30 e 40 anos. Ainda não se a identidade dele.

Ele está enforcado e pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore, com a cabeça quase decepada. O corpo está baixo e ajoelhado no chão.

Ainda não se sabe se o caso se trata de suicídio ou assassinato. As circunstâncias serão apuradas pelas autoridades competentes. 

Polícia Militar (PMMS), Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estão no local para isolar a área, apurar os fatos da ocorrência, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

O cadáver foi achado há poucas horas e ainda não há boletim de ocorrência sobre o caso.

ARAL MOREIRA (MS)

Mãe de bebê assassinado com foice é transferida para hospital de Dourados

Mãe e filho foram atacados por uma foice no domingo (30); filho faleceu e mãe segue internada

31/08/2026 10h25

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados Foto: Governo de MS

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Regina Ramires, mãe do bebê de cinco meses morto com golpes de foice, foi transferida do Hospital Municipal de Coronel Sapucaia para o Hospital da Vida em Dourados. 

Ambos ficam a cerca de 175 quilômetros de distância um do outro. O hospital de Dourados tem mais estrutura, suporte e profissionais especializados para lidar com o caso. Regina segue internada em estado grave com ferimentos pelo corpo.

Mãe e filho foram atacados por golpes de foice, na madrugada de domingo (30), em Aral Moreira. O bebê faleceu no local do crime e a mãe foi socorrida com vida e encaminhada ao hospital de Coronel Sapucaia, a 70 quilômetros de distância. 

O assassino é Rafael Romero Escobar, que pertence a mesma vizinhança das vítimas. De acordo com populares, ele confessou o crime e alegou que teria agido por vingança, pelo fato do esposo de Regina e pai do bebê ter queimado sua motocicleta no sábado (29).

HOMICÍDIO

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada pela Polícia Nacional do Paraguai para auxiliar em uma ocorrência de homicídio e tentativa de homicídio. Então, a equipe policial seguiu até o local, o qual estava preservado pelas autoridades paraguaias.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor, Rafael Romero, invadiu a casa onde estava Regina Ramires (mãe) e seus dois filhos, de 5 meses e de 5 anos e os atacou.

O filho de 5 anos conseguiu fugir da residência e pediu socorro a populares. Em seguida, a Polícia Paraguaia e o Corpo de Bombeiros Militar foram acionados.

Regina foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao hospital. A foice, com resquícios de sangue, foi apreendida no local dos fatos.

Polícia Científica e Polícia Militar estiveram no local para realizar a perícia e isolar a área. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Ponta Porã.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira como “homicídio qualificado por motivo fútil” e “homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada”.

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