Polícia

FEMINICÍDIO

Mulher é mantida em cárcere privado e morta a facadas pelo marido no interior do Estado

O suspeito jogou a faca no quintal de uma vizinha após o crime e tentou fugir da cidade, mas foi preso na rodoviária

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Na noite de quarta-feira (27), uma mulher identificada como Érica Regina Mota, de 46 anos, foi morta a facadas pelo marido, Vagner Aurélio, de 59 anos, que foi preso em flagrante poucas horas depois, na rodoviária de Bataguassu, a 335 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com informações da polícia, a vítima foi atacada com pelo menos seis golpes na região do rosto e do pescoço, e a polícia foi acionada após o autor do crime jogar a faca ensanguentada no quintal de uma vizinha e fugir. A vizinha acionou a PM , que localizou o homem na rodoviária da cidade ao tentar fugir.

Ao chegarem, os policiais encontraram o portão trancado com dois cadeados e precisaram arrombá-los. Dentro da casa, Érica foi localizada sem vida, caída sobre o sofá da sala, com pelo menos seis perfurações no rosto e no pescoço. A residência apresentava sinais de luta e estava revirada.

Na delegacia, Vagner confessou o feminicídio e disse já ter tentado matar outras garotas de programa anteriormente. Ele foi autuado em flagrante por feminicídio e cárcere privado, com prisão preventiva decretada.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o suspeito costumava levar garotas de programa para casa e consumir drogas. Na tarde do crime, duas mulheres estiveram no local após pedido de ajuda feito pela própria vítima. Mais tarde, ambas foram localizadas em um bar e levadas para prestar depoimento.

O corpo de Érica foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia. 

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Bataguassu (MS)

PF apreende 50 kg de cocaína avaliados em R$ 3,7 milhões

Entorpecente é composto por pasta base e por cloridrato de cocaína e estava acondicionado em saquinhos transparentes

30/01/2026 11h50

Entorpecente estava acondicionado em saquinhos

Entorpecente estava acondicionado em saquinhos DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal apreendeu 50 kg de cocaína, nessa quinta-feira (29), em Bataguassu, município localizado a 310 quilômetros de Campo Grande.

O entorpecente é composto por pasta base e por cloridrato de cocaína e estava acondicionado em saquinhos transparentes.

Conforme apurado pela reportagem, a droga foi avaliada em aproximadamente R$ 3.750.000,00.

Durante fiscalização rotineira, os policiais deram voz de parada a um condutor e vistoriaram o veículo. Em seguida, localizaram o entorpecente na cabine.

O motorista foi preso e o veículo e entorpecentes foram apreendidos e encaminhados à unidade da Polícia Federal. O autor responderá pelo crime de tráfico de drogas.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 20 kg de cocaína e 7.168 kg de maconha foram apreendidos entre 1º e 30 de janeiro de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

As forças de segurança responsáveis em apreender entorpecentes são Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF), Polícia Militar (PMMS), Polícia Civil (PCMS) e Guarda Civil Metropolitana (GCM).

FURTO EM ESTACIONAMENTOS

Ladrão que furtava veículos com 'chapolin' é um dos mortos pelo Choque

Autor furtou uma caminhonete Hilux no estacionamento do Shopping Campo Grande e pertences em um JeepCompass no estacionamento de um supermercado

29/01/2026 11h15

Comandante do Batalhão de Choque, major Cleyton da Silva Santos

Comandante do Batalhão de Choque, major Cleyton da Silva Santos MARCELO VICTOR

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S.S.C, de 30 anos, um dos mortos em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque) na noite desta quarta-feira (28), é integrante de uma quadrilha que usa o equipamento ‘chapolin’ para furtar veículos em estacionamentos.

O bloqueador de alarme 'chapolin' é um dispositivo ilegal que emite ondas eletromagnéticas para interferir no sistema de travamento das portas de veículos, funcionando como um bloqueador de alarme.

Ele funciona de forma semelhante a um controle remoto, mas com intenção maliciosa, permitindo o não trancamento de veículos e acesso não autorizado a carros.

O criminoso que morreu no confronto é um dos autores do furto de uma caminhonete Hilux, em 30 de dezembro de 2025, no estacionamento do Shopping Campo Grande. O veículo foi recuperado pela polícia um dia depois, em 31 de dezembro, na saída para Terenos.

Também é autor do furto de Macbook/Ipad em um JeepCompass, em 19 de janeiro de 2026, no estacionamento do supermercado Comper do Jardim dos Estados.

“Ontem fui vítima de furto no estacionamento do Comper Jardim dos Estados. Levaram meu material de trabalho, prejuízo de mais de R$ 20 mil, iPad e MacBook novos. Entrei apenas para comprar pão, questão de cinco minutos. Conversando e ouvindo outros relatos, isso tem se tornado uma prática recorrente no local. Ao que parece usam bloqueadores de sinal de alarme”, afirmou a jornalista Catarine Sturza, vítima de furto.

"Ele utilizava aquele modus operandi de não deixar travar a caminhonete, um bloqueador de sinal para não travar. Ele pegou e entrou na caminhonete juntamente com o bando que atuava com ele ali. A caminhonete foi recuperada pela PRF lá em Terenos", explicou o Comandante do Batalhão de Choque, major Cleyton da Silva Santos.

S.S.C é evadido do sistema prisional e tem várias passagens pela polícia pelos crimes de furto qualificado, roubo majorado com concurso de pessoas, associação criminosa e posse ou porte ilegal de arma de fogo.

Ele e seu comparsa, G.G.L. de 27 anos, morreram em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na noite desta quarta-feira (28), no cruzamento das ruas Nelson Abraão Lemos e Amilcar Airton, Jardim Cerejeiras, em Campo Grande.

‘CHAPOLIN’

O bloqueador de alarme 'chapolin' é um dispositivo ilegal que emite ondas eletromagnéticas para interferir no sistema de travamento das portas de veículos, funcionando como um bloqueador de alarme.

Ele funciona de forma semelhante a um controle remoto, mas com intenção maliciosa, permitindo o não trancamento de veículos e acesso não autorizado a carros.

Comandante do Batalhão de Choque, major Cleyton da Silva SantosEquipamento 'chapolin' é parecido com um controle. Foto: Divulgação

Os bandidos usam um pequeno aparelho, muitas vezes parecido com um controle remoto comum, que funciona como um bloqueador ou "embaralhador" de sinais, que bloqueia o travamento automático de veículos sem deixar sinais de arrombamento.

Quando o motorista aciona o controle remoto do carro para trancar o veículo, o dispositivo "Chapolin" emite um sinal eletromagnético na mesma frequência, interferindo na comunicação e impedindo que as portas se travem.

Em casos assim, o motorista se afasta acreditando que o carro está trancado, mas o veículo permanece destrancado, permitindo que os criminosos entrem e furtem objetos de valor ou o próprio carro sem deixar sinais de arrombamento.

Para evitar esse tipo de golpe, é essencial sempre verificar fisicamente se o carro foi trancado após apertar o botão do controle, como o de portões de garagem, que tem uma pequena antena.

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