Polícia

OPERAÇÃO STATUS

PF deflagra operação contra lavagem de dinheiro em MS e mais cinco estados

Operação conta com colaboração de autoridades do Paraguai, foram sequestrados mais de R$230 milhões nos dois países

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Foi deflagrado na manhã desta sexta-feira (11) a “Operação Status”. A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em seis estados brasileiros. Em Mato Grosso do Sul, policiais agem em Campo Grande, Dourados e Ponta Porã.

A operação também conta com colaboração da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai.

O esquema criminoso investigado tinha como ponto principal a lavagem de dinheiro do tráfico de cocaína, por meio de empresas “laranjas” e de fachada. Haviam construtoras, administradoras de imóveis, lojas de veículos de luxo, entre outras.

A equipe, que era especializada na lavagem de grandes volumes de valores ilícitos, também contava com uma rede de doleiros sediados no Paraguai, com operadores em cidades brasileiras como Curitiba, Londrina, São Paulo e Rio de Janeiro.

Na Capital sul-mato-grossense são cumpridos, nesta manhã, três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão. Em Ponta Porã, são nove mandados de busca e apreensão, e em Dourados, dois.

Foram sequestrados mais de R$ 230 milhões em patrimônio, advindos do crime organizado nos dois países. Em território brasileiro foram apreendidos 42 imóveis, duas fazendas, 75 veículos, embarcações e aeronaves. Os valores somados dos bens chegam a R$ 80 milhões.

Além de Mato Grosso do Sul, policiais federais cumprem ordens judicais são cumpridas nos estados de Mato Grosso, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.

No Paraguai foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, em doze locais nas cidades de Assunção e Pedro Juan Caballero.

A operação foi batizada de “Status” em alusão à ostentação de alto padrão de vida mantida pelos líderes da organização criminosa, com participações em eventos de arrancadas com veículos esportivos de alto valor, contratação de artistas famosos para eventos pessoais e residências de luxo.

Distribuição dos mandados:

- Campo Grande/MS — 14 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva;

- Ponta Porã/MS — nove mandados de busca e apreensão;

- Dourados/MS — dois mandados de busca e apreensão;

- Cuiabá/MT — três mandados de busca e apreensão, e um mandado de prisão preventiva;

- Barra do Garças/MT — duas fazendas com mandado de busca e apreensão;

- Primavera do Leste/MT — dois mandados de busca e apreensão;

- Curitiba/PR — quatro mandados de busca e apreensão;

- Londrina/PR – um mandado de busca e apreensão;

- São Paulo/SP – cinco mandados de busca e apreensão;

- Rio de Janeiro/RJ – um mandado de busca e apreensão.

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Operação Dupla Face

PF prende PM aposentado envolvido no tráfico de armas

Sargento teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades

06/03/2026 08h08

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, em combate ao tráfico internacional de armas de fogo, nesta sexta-feira (6), durante a Operação Dupla Face, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação mira um sargento da Polícia Militar aposentado, que possivelmente atuava como fornecedor de armamentos clandestinos, realizava viagens frequentes a fronteira e apresentava movimentação financeira incompatível com seus rendimentos declarados.

Ele teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 214 armas foram apreendidas, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 214 armas apreendidas,

  • 154 foram apreendidas em janeiro
  • 60 foram apreendidas em fevereiro
  • 51 são revólveres
  • 39 são pistola
  • 1 é rifle
  • 1 é arma de pressão
  • 2 são carabinas
  • 6 são espingardas
  • 3 são fuzis
  • 110 correspondem a "outras armas" - que estão adulteradas ou com a numeração raspada

A apreensão de armas pela polícia é fundamental para a segurança pública pelos seguintes motivos:

  • Interrupção do ciclo de violência
  • Preservação de Vidas e Redução da Violência
  • Redução da letalidade
  • Desarticulação do Crime Organizado
  • Fortalecimento da inteligência e investigação

Geralmente, o destino de armas apreendidas é depósito judicial (permanência sob custódia do Estado) e destruição (armas são destruídas pelo Exército Brasileiro). 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

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