Polícia

QUEIMADAS

PF investiga incêndios criminosos e grilagem de terra no Pantanal

Policiais federais cumpre sete mandados de busca e apreensão em Corumbá e Ladário

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Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (20), a "Operação Prometeu", em Corumbá, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande.

A operação visa combater os crimes de incêndio, desmatamento e exploração ilegal no Pantanal.

Policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de Corumbá, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO-MS).

De acordo com investigações realizadas em 2024, a área queimada é alvo de crimes ambientais e grilagem de terra há meses.

Criminosos incendiam campos com o intuito de abrir pastagens para criação de gado. A ocupação da área, de 6.419,72 hectares, é utilizada para exploração econômica ilegal de pecuária. Estima-se que existem, pelo menos, 2.100 cabeças de gado na área da União atualmente.

A exploração resultou em prejuízo de R$ 220 milhões ao meio ambiente, de acordo com perícia realizada pela PF.

Os investigados vão responder pelos crimes de provocar incêndio em mata ou floresta, desmatar e explorar economicamente área de domínio público, falsidade ideológica, grilagem de terras e associação criminosa.

A operação policial foi batizada com o nome Prometeu, pela histórica má utilização do fogo nas pastagens do Pantanal.

Prometeu faz a alusão ao personagem da mitologia grega que é visto como uma divindade que roubou o fogo dos deuses gregos e entregou à humanidade fazendo mau uso deste, e por isso foi castigado por Zeus.

Do alto, é possível ver gado pastando em terra grilada. Foto: divulgação/PF-MS

PANTANAL EM CHAMAS

Incêndios de grandes proporções atingem o Pantanal sul-mato-grossense desde 1º de junho de 2024. 

As queimadas transformaram cenários verdes e cheios de vida em paisagens cinzentas e mortes. O fogo destrói matas, áreas verdes, vegetações, florestas, biodiversidade e espécies nativas (fauna e flora) do Pantanal.

Dados do Laboratório de Aplicação de Satélites Ambientais (Lasa), do departamento de meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apontam que, de 1º de janeiro a 20 de setembro de 2024, 1.450.975 hectares foram devastados pelo fogo, equivalente a área de 14,89% do bioma.

Portanto, isto significa que o incêndio no primeiro semestre de 2024 é pior do que o do mesmo período de 2020.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), Polícia Militar Ambiental (PMA), Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Força Nacional, Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Homem Pantaneiro (IHP), SOS Pantanal e brigadas voluntárias tentam controlar o fogo no Pantanal Sul-mato-grossense.

Vez ou outra, chuvas e frio trazem alívio temporário para as queimadas.

feminicídio

Homem mata namorada em SP e é preso em MS

César Ferreira matou Simone Trigueiro estrangulada na casa dela em Andradina (SP) e depois fugiu para Água Clara (MS)

27/02/2026 10h40

César Ferreira da Silva, acusado de feminicídio

César Ferreira da Silva, acusado de feminicídio DIVULGAÇÃO

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César Ferreira da Silva assassinou a namorada, Simone Trigueiro, na tarde desta quarta-feira (26), no cruzamento das ruas Joaquim Antônio Proença e Presidente Vargas, Vila Mineira, em Andradina (SP), cidade que faz divisa com Três Lagoas (MS).

Ele matou ela estrangulada e asfixiada na casa dela. Ambos namoraram por oito meses.

Após o crime, fugiu em direção a Mato Grosso do Sul, mas foi capturado e preso, por policiais militares da 13ª Companhia Independente (13ªCIPM), em Água Clara (MS).

Conforme apurado pela mídia local, familiares estavam sem notícias há dois dias de Simone e estranharam seu sumiço. Com isso, foram até a casa dela e a encontraram sem vida, com sinais de estrangulamento e luta corporal.

Em seguida, acionaram a polícia. Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Civil e funerária estiveram no local para isolar a área, realizar a perícia, recolher indícios do feminicídio e retirar o corpo, respectivamente.

O autor do crime fugiu para Água Clara (MS), onde foi preso pela Polícia Militar.

"A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio da 13ª CIPM, recebeu informações sobre um indivíduo suspeito de feminicídio que estaria em deslocamento sentido Água Clara/MS. Uma equipe realizou diligências pela BR-262 e localizou o suspeito e realizou a abordagem, confirmando sua identidade durante a abordagem. Na ocasião, o autor declarou espontaneamente ter cometido o crime. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão e, posteriormente, ele foi apresentado na delegacia para as providências legais", informou a PMMS por meio de nota.

As circunstâncias do caso serão investigadas pelas autoridades competentes. O corpo da vítima será submetido a exame necroscópico, que deverá confirmar a causa da morte.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 3 mulheres foram mortas ente 1º de janeiro e 27 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul. Em 2025, 39 mulheres foram assassinadas, 35 em 2024 e 30 em 2023.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

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SEGURANÇA PÚBLICA

Forças federais suspendem mobilização após possível reunião

Ação foi adiada para 9 de março, podendo ser suspensa novamente caso as tratativas avancem

24/02/2026 08h25

Penitenciária Federal em Campo Grande (MS) - Paulo Ribas - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

Penitenciária Federal em Campo Grande (MS) - Paulo Ribas - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Mobilização das forças de segurança federais, pela criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), foi suspensa.

A ação estava prevista para a manhã desta terça-feira (24), às 10h30min, em frente à Penitenciária Federal, localizada na avenida Henrique Bertin, Jardim Los Angeles, em Campo Grande.

A mobilização seria realizada simultaneamente em vários estados do Brasil e envolve Policiais Penais Federais (PPF), Policiais Federais (PF) e Policiais Rodoviários Federais (PRF).

De acordo com a categoria, uma reunião foi realizada, nesta segunda-feira (23), com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), para tratar de pautas institucionais sobre o assunto.

Por ora, nada está resolvido. Mas, possivelmente uma nova reunião poderá ser agendada ainda nesta semana, dando continuidade ao processo de negociação em curso.

Por enquanto, a mobilização foi adiada para 9 de março, em uma segunda-feira, podendo ser suspensa novamente caso as tratativas avancem.

FUNDO

Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC) é destinado ao financiamento permanente das ações de enfrentamento às organizações criminosas, com investimentos em inteligência, tecnologia, estrutura operacional e fortalecimento das atividades de segurança pública federal.

Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FENAPRF) e Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FENAPPF) pressionam o Governo Federal para enviar ao Congresso Nacional o Projeto de Lei que cria o FUNCOC.

O Governo Federal anunciou a criação do fundo em novembro de 2025, mas, até o momento, não saiu do papel.

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