Policiais civis apreenderam o medicamento abortivo Misoprostol, popularmente conhecido como Cytotec, nesta quarta-feira (21), em Chapadão do Sul, município localizado a 331 quilômetros de Campo Grande.
O remédio estava sendo enviado pelo Correios.
Conforme apurado pela reportagem, os policiais receberam uma denúncia sobre o envio regular do produto.
A partir disso, o Setor de Investigações Gerais (SIG) monitorou a remessa, do despacho até a entrega.
Quando o produto chegou no endereço, os policiais abordaram o destinatário, apreenderam o remédio e impediram que o produto fosse ingerido. A pessoa envolvida foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos.
A Delegacia de Polícia Civil de Chapadão do Sul descartou qualquer procedimento abortivo, tratando-se de conduta em fase preparatória, o que afastou, naquele momento, a caracterização de flagrante delito.
Autoridades competentes irão investigar a origem do medicamento e de onde veio.
CYTOTEC (MISOPROSTOL)
Cytotec é o nome comercial do Misoprostol, medicamento usado para prevenir úlceras gástricas causadas por anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Deve ser consumido por pacientes com problemas estomacais.
Também possui uso em obstetrícia para induzir parto ou provocar aborto. Com isso, seu comércio é ilegal e está proibido no Brasil.
Apesar de sua eficácia, seu uso indevido representa riscos à saúde, especialmente quando não supervisionado por profissionais de saúde. A automedicação com o Misoprostol é considerada crime no Brasil, pois se caracteriza como aborto ilegal.
O medicamento é utilizado em casos de aborto legal, que pode ocorrer em seguintes situações:
- Gestação decorrer de violência sexual
- Gravidez representa risco à vida da mulher
- Quando há anencefalia (ausência parcial ou total do encéfalo e/ou má-formação craniana)
Os efeitos colaterais são:
- Diarreia
- Dor de cabeça
- Dor de estômago
- Gases
- Vômito
- Constipação
- Indigestão
O medicamento é contraindicado à pessoas com problemas cardíacos, doença inflamatória intestinal e em casos de desidratação.


Delegado do GARRAS, Pedro Henrique Pillar Cunha. Foto: Marcelo Victor
Carreta "recheada" de madeira, cigarro e agrotóxicos. Foto: DIVULGAÇÃO/DOF

