Polícia

Operação Chargeback

Polícia Civil cumpre 15 mandados e prende 5 contra fraude bancária

Quadrilha, residente em Campo Grande (MS), causou prejuízo financeiro de R$ 4.000.000,00 à instituições financeiras

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Policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS) cumpriram 15 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão temporária, nesta terça-feira (20), durante a “Operação Chargeback”, nos bairros Aero Rancho, Nova Campo Grande, Jardim Paradiso, Jardim Aeroporto, em Campo Grade.

A ação visa combater os crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais.

Ao todo, a quadrilha causou prejuízo financeiro de R$ 4.000.000,00 à instituições financeiras – bancos online, em três anos. Vale ressaltar que o prejuízo ficou para o banco, não para o proprietário do cartão do crédito. A instituição financeira estornou o dinheiro aos clientes.

Delegado do GARRAS, Pedro Henrique Pillar Cunha. Foto: Marcelo Victor

J.P.L. (30), J.P.F.B. (32), B.M.C.B. (21), N.M.M. (32) e M.F.C.S. (28) foram detidos, em prisão cautelar, onde estão à disposição das autoridades. Alguns deles não tem passagens pela polícia, mas outros possuem passagens por roubo, tráfico de drogas, porte legal de arma de fogo e agiotagem.

Conforme apurado pela reportagem, desde 2023, grupo de criminosos fraudavam máquinas de cartão e cartões de crédito de terceiros, simulando vendas e antecipando valores.

De acordo com a Polícia Civil, a fraude consistia na realização de vendas simuladas pelo suspeito, cujo pagamento era realizado por cartões de crédito de terceiros, obtidos ilicitamente.

Assim, os suspeitos utilizavam a opção de “antecipação de valores” junto à instituição financeira, sendo que, posteriormente, o proprietário do cartão de crédito utilizado para a suposta venda realizava a contestação do pagamento, realizado de forma fraudulenta.

Após investigações, R$ 2.000.000,00 foram bloqueados judicialmente das contas bancárias dos integrantes do grupo criminoso.

Durante as diligências, foram apreendidos:

  • 1 arma de fogo (pistola Glock) com adulteração de numeração
  • 1 carregador de pistola comum
  • 1 carregador de pistola prolongado
  • Aproximadamente 100 munições de arma de fogo calibre 9mm
  • 8 máquinas de cartão de crédito
  • Aproximadamente 40 cartões de créditos em nome de indivíduos diversos
  • Um veículo importado (Volvo)
  • Aparelhos celulares
  • Computadores
  • Entre outros objetos

O delegado do GARRAS, Pedro Henrique Pillar Cunha, afirmou que o proprietário do cartão de crédito não saiu prejudicado e conseguiu ressarcimento do dinheiro.

"O proprietário dos dados do cartão de crédito, ele contesta, alega que não realizou aquela compra, e como não tem nenhuma comprovação de que houve essa compra, que ela de fato não existiu, era uma fraude, ele consegue ter êxito na contestação e consegue abater aquele valor do cartão dele. Só que aí esse prejuízo é repassado para a instituição financeira, que foi a plataforma da venda, Só que essa plataforma da venda já realizou adiantamento para o vendedor, que é integrante do grupo criminoso. Então o prejuízo não fica com o proprietário do cartão, os dados dele que são utilizados", afirmou o delegado, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (20).

“A bandeira do cartão dele comunicava à instituição financeira vítima, que quando iria cobrar ao suposto vendedor, ele já tinha retirado o dinheiro de conta, pulverizado esse valor em vários outros laranjas, vamos dizer assim, auferindo um lucro com prejuízo da empresa. A empresa cobrava desses indivíduos, a instituição financeira cobrava desses indivíduos comprovantes de venda e tudo mais, e eles simplesmente desapareciam”, detalhou o delegado, a respeito da dinâmica do crime.

A ação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE) e contou com apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV) e Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Parque do lageado

Menino de 17 anos assassinado a tiros é a 396ª vítima de homicídio em 2026

Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora

15/09/2026 09h00

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado Paulo Ribas

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Menino, de 17 anos, que não teve o nome divulgado, foi assassinado a tiros, na noite desta segunda-feira (14), em uma conveniência localizada na rua Anselmo Selingard, Parque do Lageado, em Campo Grande. Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora.

Conforme apurado pela reportagem, o menino estava no bar acompanhado de outras pessoas, quando um homem chegou de carro atirando e fugiu logo em seguida.

A princípio, horas antes, a vítima teria se envolvido em uma discussão com outras pessoas nas proximidades do local. Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, mas ele faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para realizar os procedimentos de praxe. O Batalhão de Choque (BPMChoque) também deu apoio a ocorrência. Em seguida, a funerária retirou o corpo.

Após o homicídio, houve intensa aglomeração de populares no local. Autoridades competentes vão apurar as causas do assassinato e as circunstâncias da ocorrência.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 396 pessoas foram mortas (homicídio doloso), entre 1º de janeiro e 15 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Desse número,

  • 354 são homens
  • 34 mulheres
  • 8 não tiveram o sexo divulgado
  • 135 são jovens
  • 203 são adultos
  • 28 são idosos
  • 18 são adolescentes
  • 6 são crianças
  • 6 não tiveram a idade divulgada
  • 108 ocorreram em Campo Grande
  • 288 ocorreram no interior do Estado

Os assassinatos ocorreram em janeiro (29), fevereiro (19), março (35), abril (23), maio (38), junho (37), julho (46), agosto (41) e setembro (20).

 

tragédia

Mulher que matou marido perdeu a irmã para o feminicídio há um mês

Nathaly afirma que agiu em legítima defesa pois "não queria ter o mesmo destino da irmã"

09/09/2026 10h15

Movimentação de viaturas para socorrer Nathalia Rodrigues, em 6 de agosto

Movimentação de viaturas para socorrer Nathalia Rodrigues, em 6 de agosto Foto: Rio Verde News

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Nathaly Nogueira Rodrigues, de 24 anos - que matou o marido Erismar Plácido Ferreira, de 34 anos - é irmã de Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, morta em 6 de agosto de 2026 pelo namorado Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos.

A mulher matou o esposo com uma facada no peito em um bar localizado em Rio Verde (MS), horas após ser agredida e registrar boletim de violência doméstica contra ele.

Ela afirmou que agiu em legítima defesa pois “não queria ter o mesmo destino da irmã”.

FEMINICÍDIO DA IRMÃ

Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, foi morta pelo namorado Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos, em 6 de agosto de 2026, na frente da casa em que moravam, localizada na rua Joaquim Voltinha, bairro Santa Inês, em Rio Verde (MS).

Ela deixa dois filhos. Nathália foi esfaqueada com quatro golpes na região das costas, próximo a nuca.

Conforme apurado pela reportagem, na noite do crime, ambos saíram e, quando retornaram para casa, começaram a discutir.

Em seguida, ele desferiu golpes de faca contra ela na calçada de casa e fugiu do local em uma motocicleta. Os dois filhos estavam dentro da residência, que fica nos fundos do terreno.

Jucimar ligou para um familiar dizendo que havia feito “uma cagada”, mas desligou o telefone logo em seguida. Minutos depois, familiares da vítima foram avisados sobre a morte.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados, mas, ela faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, recolher vestígios do feminicídio, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

FEMINICÍDIO

De acordo com o Código Penal Brasileiro, o feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 26 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 9 de setembro de 2026 em Mato Grosso do Sul. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

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