Polícia

VIOLÊNCIA POLICIAL

Policiais de Bonito flagrados agredindo turista são afastados pelo governador

Azambuja afirmou que conduta de policiais militares, que espancaram turista, é inadmissível

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O governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), determinou o afastamento imediato do segundo tentente da Polícia Militar, André Luiz Leonel, que agrediu uma turista, mãe de uma criança autista, no fim de setembro em Bonito, cidade distante 326 quilômetros de Campo Grande.  

A agressão só foi revelada na noite de sábado, e a decisão do governador ocorre um dia depois de a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul ter informado que abriria um inquérito policial militar, e que relativiza as agressões, informando que a vítima era suspeita de ameaça, desacato, danos ao patrimônio, resistência à prisão e embriaguez. 

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Além de Leonel, toda a equipe que atuou na ocorrência foi afastada de suas funções, informa o governo de Mato Grosso do Sul.  

As imagens mostram o policial agredindo a vítima - tratada como suspeita pela PM -  com chutes e socos. A mulher estava sentada em uma das cadeiras do quartel da PM. 

O policial que estava ao lado de André Luiz Leonel nada fez, e ele só foi contido por uma mulher policial.  

Em nota oficial, Azambuja informou que ainda que tenha havido ocorrência de desacato e agressão aos policiais são inadmissíveis a violência extrema e a conduta empregada na ação policial. “Já estão sob rigorosa investigação”, concluiu o governador, em nota.  

O vídeo do policial militar agredindo a mulher ganhou o Brasil na noite deste domingo, tornando um dos assuntos mais comentados nas redes sociais.  

A detenção da mulher ocorreu após um desentendimento em um restaurante de Bonito. Mãe de uma criança autista, a vítima teria cobrado um pouco mais de celeridade na entrega do pedido, o que desencadeou a crise, que só terminou com a Polícia Militar retirando a vítima da pousada em que ela estava hospedada.  

Veja a nota na íntegra:

O governador do Estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, determinou o afastamento imediato dos policiais militares envolvidos em casos de violência registrados no atendimento de ocorrências em Bonito e Bodoquena.

Para o governador, ainda que tenha havido ocorrência de desacato e agressões aos policiais, são inadmissíveis a violência extrema e a conduta empregada na ação policial nestes casos, que já estão sob rigorosa investigação, em Inquérito Policial Militar – IPM.

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Operação Dupla Face

PF prende PM aposentado envolvido no tráfico de armas

Sargento teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades

06/03/2026 08h08

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM

Operação Dupla Face foi desencadeada pela PF e PM DIVULGAÇÃO/PF

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Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, em combate ao tráfico internacional de armas de fogo, nesta sexta-feira (6), durante a Operação Dupla Face, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

A ação mira um sargento da Polícia Militar aposentado, que possivelmente atuava como fornecedor de armamentos clandestinos, realizava viagens frequentes a fronteira e apresentava movimentação financeira incompatível com seus rendimentos declarados.

Ele teve o porte de arma suspenso e bens e valores sequestrados pelas autoridades. A ação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 214 armas foram apreendidas, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Das 214 armas apreendidas,

  • 154 foram apreendidas em janeiro
  • 60 foram apreendidas em fevereiro
  • 51 são revólveres
  • 39 são pistola
  • 1 é rifle
  • 1 é arma de pressão
  • 2 são carabinas
  • 6 são espingardas
  • 3 são fuzis
  • 110 correspondem a "outras armas" - que estão adulteradas ou com a numeração raspada

A apreensão de armas pela polícia é fundamental para a segurança pública pelos seguintes motivos:

  • Interrupção do ciclo de violência
  • Preservação de Vidas e Redução da Violência
  • Redução da letalidade
  • Desarticulação do Crime Organizado
  • Fortalecimento da inteligência e investigação

Geralmente, o destino de armas apreendidas é depósito judicial (permanência sob custódia do Estado) e destruição (armas são destruídas pelo Exército Brasileiro). 

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

27/02/2026 11h35

Fachada do MPMS, em Campo Grande

Fachada do MPMS, em Campo Grande DIVULGAÇÃO

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

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