Polícia

DECAT

Protetoras de ONG animal são presas após enxurrada de denúncias de vizinhos

Instituto Guarda Animal é alvo de denúncias por risco à saúde humana, poluição sonora (latido de cães), mau odor e perturbação do trabalho alheio

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Protetoras animais, donas e responsáveis pela Organização Não Governamental (ONG) Instituto Guarda Animal foram presas pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais (DECAT), na tarde desta quinta-feira (4), em uma propriedade que abriga mais de 236 animais de rua, localizada no bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

De acordo com a Polícia Civil, P.S.B e N.S.B., ambas de 29 anos, são acusadas de maus-tratos e poluição ambiental.

Conforme apurado pela reportagem, a ONG Guarda Animal é alvo de diversas denúncias, desde 2021, por poluição sonora (latido de cães), mau odor e perturbação do trabalho alheio.

Após queixas de vizinhos, uma equipe de investigadores da DECAT foi enviada a sede do abrigo, nesta quinta-feira (4), para averiguar os fatos. A delegada, acompanhada de investigadores, peritos criminais e Vigilância Sanitária, realizou uma inspeção na propriedade, onde foram constatadas diversas irregularidades, como:

  • Acúmulo de dejetos, causando mau cheiro e atraindo insetos
  • Presença de moscas, mosquitos e larvas em piscina sem tratamento e em latas espalhadas no quintal
  • Animais com parasitas, representando risco à saúde humana
  • Vestígios de queima de lixo no quintal
  • Descarte irregular de resíduos sólidos e medicamentos
  • Omissão de cautela na guarda de animais ferozes
  • Grande quantidade de animais com sarna, em ambiente inadequado
  • Animais sem carteiras de vacinação ou com carteiras incompletas
  • Gatos presos em um cômodo imundo, com larva de mosquito
  • Fossa extravasando

De acordo com a advogada da ONG, Vitória Junqueira, as denúncias dos vizinhos são falsas e infundadas.

Alguns dos animais da ONG. Divulgação: Instituto Guarda Animal

“Não é normal o que está acontecendo, é um absurdo desde 2021, as meninas estão sendo literalmente perseguidas simplesmente por fazerem o bem aos animais. Começou em 2021 e agora está se repetindo denúncias de vizinhos, denúncias infundadas de vizinhos que têm levado ao poder público falsas informações de que os protetores maltratam os seus animais dentro da ONG. Justamente elas têm propósito contrário, exatamente resgatam os animais, propiciam a vida, propiciam o carinho. E esse trabalho maravilhoso precisa continuar, independentemente dessas tentativas de derrubá-las”, afirmou a advogada em suas redes sociais.

Segundo integrante da ONG, que não teve o nome divulgado, mesmo sem recursos suficientes, os bichinhos de rua são cuidados da melhor maneira possível.

“A gente já chegou no limite, de verdade, a gente chegou no limite de tudo e a gente precisa de paz. Animais que já recebemos várias vezes da DECAT aqui, que a gente tenta cuidar da melhor forma possível. A gente está fazendo um milagre com as doações que a gente recebe de vocês. Graças a vocês nossos animais comem, graças a vocês eles tem um lugar para dormir e morar. E a gente mudou para cá também porque a gente queria uma chácara para a gente ter paz para cuidar desses bichinhos e as pessoas estão infernizando a gente toda hora, uma perseguição”, desabafou a tutora.

Instituto Guarda Animal é uma Organização Não Governamental (ONG) sem Fins Lucrativos, direcionada à causa animal, que visa acolher, abrigar e proteger cães e gatos abandonados, sem dono e em situação de rua. A ONG recebe animais desde 2016, sobrevive de doações e não recebe ajuda do poder público. 

alerta

Idoso sobe de escada em telhado, cai e morre em Campo Grande

Ele foi socorrido em estado gravíssimo, com politraumatismo, mas faleceu na Santa Casa

16/09/2026 11h50

Telhado - imagem de ilustração

Telhado - imagem de ilustração Foto: Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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Francisco Caetano dos Santos, de 73 anos, morreu após cair de um telhado, que possui quatro metros de altura, na tarde desta terça-feira (15), na Vila Cidade Morena, em Campo Grande.

De acordo com o boletim de ocorrência, o idoso subiu em uma escada para fazer um reparo no telhado de sua residência, quando se desequilibrou e caiu.

Ele ficou inconsciente e teve sangramento na cabeça. Em seguida, a família acionou o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS).

Ele foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado até o Hospital Santa Casa de Campo Grande, onde passou por exames e foi diagnosticado com politraumatismo.

Mas, ele não resistiu e faleceu instantes depois no hospital.

O caso foi registrado como “morte decorrente de fato atípico” na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

ALERTA

A situação traz um alerta: uma tarefa aparentemente comum pode se transformar, em poucos segundos, em uma tragédia.

Subir no telhado pode parecer uma tarefa simples, mas envolve riscos graves e que podem resultar em ferimentos sérios ou até mesmo em morte.

Além da altura, a pessoa pode perder o equilíbrio, escorregar, pisar em uma telha que não suporta seu peso ou cair.

A recomendação é não subir no telhado por conta própria. Acione um profissional capacitado, que tenha os equipamentos de segurança adequados para realizar o trabalho.

Parque do lageado

Menino de 17 anos assassinado a tiros é a 396ª vítima de homicídio em 2026

Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora

15/09/2026 09h00

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado Paulo Ribas

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Menino, de 17 anos, que não teve o nome divulgado, foi assassinado a tiros, na noite desta segunda-feira (14), em uma conveniência localizada na rua Anselmo Selingard, Parque do Lageado, em Campo Grande. Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora.

Conforme apurado pela reportagem, o menino estava no bar acompanhado de outras pessoas, quando um homem chegou de carro atirando e fugiu logo em seguida.

A princípio, horas antes, a vítima teria se envolvido em uma discussão com outras pessoas nas proximidades do local. Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, mas ele faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para realizar os procedimentos de praxe. O Batalhão de Choque (BPMChoque) também deu apoio a ocorrência. Em seguida, a funerária retirou o corpo.

Após o homicídio, houve intensa aglomeração de populares no local. Autoridades competentes vão apurar as causas do assassinato e as circunstâncias da ocorrência.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 396 pessoas foram mortas (homicídio doloso), entre 1º de janeiro e 15 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Desse número,

  • 354 são homens
  • 34 mulheres
  • 8 não tiveram o sexo divulgado
  • 135 são jovens
  • 203 são adultos
  • 28 são idosos
  • 18 são adolescentes
  • 6 são crianças
  • 6 não tiveram a idade divulgada
  • 108 ocorreram em Campo Grande
  • 288 ocorreram no interior do Estado

Os assassinatos ocorreram em janeiro (29), fevereiro (19), março (35), abril (23), maio (38), junho (37), julho (46), agosto (41) e setembro (20).

 

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