Mantida a pauta de julgamento dos quatro réus, entre eles Jamil Name Filho, o Jamilzinho, chefe de milícia armada, segundo denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), pelo assassinato de Marcel Hernandes Colombo, conhecido como Playboy da Mansão, ocorrido em outubro de 2018, num bar, em Campo Grande.
Na tarde desta terça-feira (25), a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de MS, por unanimidade, manteve o "julgamento já pautado".
Na prática, embora os réus ainda possam recorrer, o processo segue agora para o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que já pode determinar a data do julgamento.
Em recentes declarações, o juiz disse ser intenção sua em julgar o questão ainda neste ano.
Semana passada, Jamilzinho, que cumpre pena no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, foi condenado a 23,6 anos de prisão por ter sido apontado como o mandante da execução do estudante de Direito, Matheus Xavier, então com 20 anos de idade, em abril de 2019, também em Campo Grande.
O réu já acumula 46 de prisão a ser cumprido, inicialmente em regime fechado.
Além de Jamilzinho, figuram como réus pela execução de Colombo, o Playboy, Everaldo Monteiro de Assis, policial federal, o ex-guarda civil Marcelo Rios e Rafael Antunes Vieira, também ex-guarda municipal de Campo Grande.
Os réus, conforme investigação do MPMS, integram a suposta milícia armada chefiada por Jamilzinho, organização desmantelada em setembro de 2019, no âmbito da Omertà, operação conduzida pelo MP e Polícia Civil de MS.
Os réus pela morte de Playboy quiseram retardar o julgamento por discordar de provas contra eles, um dos quais o policial federal.
Conforme trecho da decisão do relator da apelação, o desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques:
"Após a oitiva da Procuradoria-Geral de Justiça, os autos voltaram-me conclusos para deliberação. Quanto às matérias suscitadas pela defesa do recorrente Everaldo Monteiro de Assis [o policial federal], primeiramente, mantenho o julgamento já pautado. Segundo, as questões postas serão deliberadas por ocasião do julgamento. Aguarde-se, pois, o julgamento marcado".
Playboy, conforme o processo, morreu por ter se desentendido com Jamilzinho numa boate, em Campo Grande.
"A vítima Marcel Costa Hernandes Colombo e o denunciado Jamil Name Filho, tempos antes do crime em tela, se desentenderam em uma casa noturna da cidade, oportunidade em que Marcel Colombo desferiu um soco no nariz de Jamil Name Filho. Em razão de tal agressão, Jamil Name Filho nutriu sentimento desmedido de vingança, apenas saciado mediante o ajuste com o acusado Jamil Name (pai de Jamilzinho) de ceifar a vida da vítima”.
Playboy foi morto num bar situado na Avenida Fernando Corrêa. Ele conversava com amigos e foi surpreendido pelo pistoleiro que atirou cinco vezes. A vítima morreu no local. Duas pessoas conversam Playboy, mas não foram atingidos.
Jamil Name pai morreu em 2021 vítima da Covid-19. Ele também estava preso no Rio Grande do Norte pela mesma acusação enfrentada pelo filho, o de chefiar milícia armada.
Reprodução/PCMS
Reprodução/PCMS
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