Polícia

RECURSO NEGADO

TJMS mantém julgamento de Jamilzinho por execução de Playboy da Mansão

Réu, que foi sentenciado a 23,6 anos por outra execução, semana passada, é acusado de mandar matar vítima em 2018 por levar soco no nariz

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Mantida a pauta de julgamento dos quatro réus, entre eles Jamil Name Filho, o Jamilzinho, chefe de milícia armada, segundo denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), pelo assassinato de Marcel Hernandes Colombo, conhecido como Playboy da Mansão, ocorrido em outubro de 2018, num bar, em Campo Grande. 

Na tarde desta terça-feira (25), a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de MS, por unanimidade, manteve o "julgamento já pautado".

Na prática, embora os réus ainda possam recorrer, o processo segue agora para o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que já pode determinar a data do julgamento.

Em recentes declarações, o juiz disse ser intenção sua em julgar o questão ainda neste ano.

Semana passada, Jamilzinho, que cumpre pena no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, foi condenado a 23,6 anos de prisão por ter sido apontado como o mandante da execução do estudante de Direito, Matheus Xavier, então com 20 anos de idade, em abril de 2019, também em Campo Grande. 

O réu já acumula 46 de prisão a ser cumprido, inicialmente em regime fechado.

Além de Jamilzinho, figuram como réus pela execução de Colombo, o Playboy, Everaldo Monteiro de Assis, policial federal, o ex-guarda civil Marcelo Rios e Rafael Antunes Vieira, também ex-guarda municipal de Campo Grande. 

Os réus, conforme investigação do MPMS, integram a suposta milícia armada chefiada por Jamilzinho, organização desmantelada em setembro de 2019, no âmbito da Omertà, operação conduzida pelo MP e Polícia Civil de MS.

Os réus pela morte de Playboy quiseram retardar o julgamento por discordar de provas contra eles, um dos quais o policial federal.

Conforme trecho da decisão do relator da apelação, o desembargador Luiz Gonzaga Mendes Marques:

"Após a oitiva da Procuradoria-Geral de Justiça, os autos voltaram-me conclusos para deliberação. Quanto às matérias suscitadas pela defesa do recorrente Everaldo Monteiro de Assis [o policial federal], primeiramente, mantenho o julgamento já pautado. Segundo, as questões postas serão deliberadas por ocasião do julgamento. Aguarde-se, pois, o julgamento marcado".

Playboy, conforme o processo, morreu por ter se desentendido com Jamilzinho numa boate, em Campo Grande.

"A vítima Marcel Costa Hernandes Colombo e o denunciado Jamil Name Filho, tempos antes do crime em tela, se desentenderam em uma casa noturna da cidade, oportunidade em que Marcel Colombo desferiu um soco no nariz de Jamil Name Filho. Em razão de tal agressão, Jamil Name Filho nutriu sentimento desmedido de vingança, apenas saciado mediante o ajuste com o acusado Jamil Name (pai de Jamilzinho) de ceifar a vida da vítima”.

Playboy foi morto num bar situado na Avenida Fernando Corrêa. Ele conversava com amigos e foi surpreendido pelo pistoleiro que atirou cinco vezes. A vítima morreu no local. Duas pessoas conversam Playboy, mas não foram atingidos. 

Jamil Name pai morreu em 2021 vítima da Covid-19. Ele também estava preso no Rio Grande do Norte pela mesma acusação enfrentada pelo filho, o de chefiar milícia armada.


 

Crime

Homem é detido após lavar mandiocas em pia batismal de igreja em MS

Segundo a PM, suspeito teria xingado padre, se recusado a deixar o templo e resistido à abordagem policial

14/08/2026 14h30

Situação aconteceu em Antônio João

Situação aconteceu em Antônio João Reprodução/

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Um homem foi detido após entrar em uma igreja católica e usar a água da pia batismal para lavar raízes de mandioca, em Antônio João, a cerca de 320 quilômetros de Campo Grande. O caso foi registrado pela Polícia Militar e envolveu acusações de resistência, perturbação do sossego e discriminação religiosa.

Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada para atender à situação dentro da igreja. O padre José Eduardo relatou aos policiais que o homem entrou na igreja carregando um balde e começou a enchê-lo com água para lavar as mandiocas.

O religioso teria pedido que ele pegasse a água e deixasse o local. Conforme o relato, porém, o homem se recusou a sair e, em seguida, levou as raízes até o tanque batismal, onde passou a lavá-las.

Ainda segundo a ocorrência, durante o episódio, o homem teria proferido xingamentos contra o padre. O religioso também afirmou que, em determinado momento, o suspeito tentou atingi-lo com o balde.

A PM realizou buscas nas proximidades e localizou o homem, identificado como Ronaldo Machado da Silva. Ele estava com um balde contendo aproximadamente 13 pedaços de raízes de mandioca.

Abordagem

De acordo com a Polícia Militar, durante a abordagem, o homem apresentou comportamento agitado e agressivo e resistiu à ação policial. Os agentes utilizaram instrumentos de menor potencial ofensivo e algemas.

O homem foi encaminhado à autoridade competente para os procedimentos cabíveis. O caso foi registrado como resistência, perturbação do trabalho ou do sossego alheio.

Tráfico

PF apreende quase 5 kg de drogas sintéticas em ações contra tráfico internacional em Corumbá

Quatro bolivianos foram presos em flagrantes distintos; entorpecentes teriam como destino Santa Cruz de la Sierra

13/08/2026 14h00

Reprodução PF

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A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Receita Federal, apreendeu quase 5 quilos de drogas sintéticas em duas operações realizadas em Corumbá, na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia. Quatro bolivianos foram presos durante os flagrantes.

As apreensões ocorreram em ações integradas de inteligência, investigação e fiscalização. Ao todo, foram encontrados aproximadamente 3,9 quilos e 1 quilo de substâncias com características compatíveis com ecstasy, incluindo MDA, MDMA e MDEA, em formas como pó, cristais e outros materiais sólidos.

Segundo as investigações, os entorpecentes teriam como destino o mercado boliviano, principalmente a cidade de Santa Cruz de la Sierra. A origem das drogas é investigada, mas os primeiros elementos levantados indicam que os carregamentos podem ter saído da região Sudeste do Brasil.

A PF também apura o uso de uma estratégia conhecida como logística reversa do tráfico, utilizada por organizações criminosas para dificultar a identificação da origem, do destino e dos responsáveis pelas remessas de drogas.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer toda a cadeia logística utilizada no transporte dos entorpecentes até a região de fronteira.

As substâncias apreendidas serão submetidas aos procedimentos periciais para confirmação da composição e das quantidades.

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