Cidades

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Poloneses homenageiam seus heróis com a morte

Poloneses homenageiam seus heróis com a morte

Redação

26/05/2010 - 07h40
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 A revista Veja, de 21.04.10, pág. 49, sucintamente relata o seguinte: Num acidente de avião em Smolensk, na Rússia, morreram o presidente da Polônia, Lech Kaczynski e sua esposa Maria, 18 (dezoito) parlamentares entre deputados e senadores, toda a cúpula do Estado Maior das Forças Armadas, padres, bispos, cardeais da hierarquia religiosa, juízes, desembargadores e ministros da Suprema Corte e o ordenador da moeda e crédito do país, o presidente do Banco Central. Enfim, 96 pessoas a bordo morreram, deixando, praticamente desgovernada a Polônia. Entretanto, como afirma a jornalista Lizia Bydlowsli, “enquanto caixões se enfileiravam no Aeroporto de Varsóvia, recebidos por parentes desolados, e a população enchia de flores e velas a praça em frente ao Parlamento, Executivo e Judiciário, os demais setores cumpriam a Constituição, vices foram assumindo as vagas dos titulares”. Quais eram os objetivos da comitiva polonesa? Simplesmente, participar de uma cerimônia em homenagem aos poloneses que foram cruelmente chacinados pelos russos, no BOSQUE DE KATYN, nas proximidades de Smolensk, na Rússia. Vamos, agora, destrinchar, esse resumo, relatado pela citada revista?
   Em 23.08.1939, os ministros, de um lado, o alemão Ribbemtrop, e de outro, o russo Molotov, assinaram o pacto de não agressão, acordo esse que resultou na divisão da Polônia. Assim em 01.09.39, Hitler invadiu a Polônia e, ao mesmo tempo, Stalin, também, agredia a Polônia com a sua máquina de guerra. Veja leitor(a), que no PONTO PACTUADO, já no dia 23.09.39, na cidade polonesa de Brets-Litovsk, colidiram, à evidência, amistosamente, as forças alemães e russas, e em continência, apertaram as mãos, o comandante alemão HEINZ GUDERIAN e o russo SEMYON KRIVOSHEIN, para, em seguida, ordenarem um desfile comum dos homens e veículos de ambos os exércitos. Nesse instante, materializa-se o pacto Ribbemtrop-Molotv: Stalin, metade da Polônia é sua e a outra metade é de Hitler.
   A ocupação da Polônia, causaram conseqüências dramáticas para o povo polonês, porém, os historiadores destacam, realmente, como exemplo de dor e sofrimento, a criação do GUETO DE VARSÓVIA e a tentativa pura e simples dos russos em exterminar a cultura de uma nação, como no MASSACRE DE KATYN.
   O Gueto de Varsóvia foi criado por decreto, assinado em 02.11.1940, pelo governador de Varsóvia, o alemão HANS FRANK. Para esse fim, estabeleceu-se uma área de cerca de 4km de comprimento, por 2,5km de largura, toda cercada de arame farpado. Inicialmente, aglomeraram-se 400 mil pessoas. Já em 15 de novembro, a cerca de arame seria substituída por um muro de 3m de altura, oportunidade em que foram retirados os NÃO JUDEUS e para lá transferidos todos os judeus poloneses identificados. Começava aí a degradação: a fome, tuberculose, febre tifóide e, desse modo, uma elevada taxa de mortalidade.
   Vamos agora, ao massacre no Bosque de Katyn, nas proximidades de Smolensk, na Rússia, onde os russos soterraram numa vala comum, 10.000 oficiais do Exército polonês, entre fevereiro e março de 1940. Esse número da atrocidade soviética, correspondia à quantidade de oficiais feitos prisioneiros em setembro de 1939, após a invasão da Polônia e outros 12.000, pertenciam à elite intelectual, cultural e religiosa polonesa. Para o governo soviético, os militares e os ativistas foram considerados “contrarrevolucionários” que assim, sucumbiram sob as balas encomendadas por Stalin, Molotov, Kalinin e Beria. Foram os alemães que descobriram as valas no Bosque de Katyn e no dia 13.04.1934, levaram ao conhecimento do mundo.
   Pois bem, justamente a comitiva presidencial polonesa iria participar de uma cerimônia em homenagem aos poloneses massacrados pelos russos, no Bosque de Katyn, quando ocorreu o acidente de avião em Smolensk e, assim, as 96 pessoas a bordo, integrantes da comitiva pereceram.

J. Bandeira,  Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil Aposentado, e ex-Vereador em Campo Grande, MS.

Projeto Comprova

Entenda os fatos, as alegações e a situação judicial sobre o caso da menina Ana Clara

Morte de criança de cinco anos por tiro de fuzil em Niterói (RJ) aguarda júri popular

24/10/2026 20h30

Menina de apenas cinco anos foi morta por tiros de fuzil

Menina de apenas cinco anos foi morta por tiros de fuzil Arte: Projeto Comprova

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Morte de criança de cinco anos por tiro de fuzil em Niterói (RJ) aguarda júri popular; recursos da defesa foram negados pelos tribunais superiores; Flávio Bolsonaro advogou para o policial acusado de ser o autor do disparo.

Conteúdo analisado: No debate com presidenciáveis desta sexta-feira (23), o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) citou o caso de Ana Clara, menina de 5 anos morta por disparos de fuzil, cujo acusado é o policial militar Bruno Dias Delaroli.

Ele tem entre seus advogados o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que chamou a  mãe no debate pelo nome da filha morta. Flávio alegou que, no dia do assassinato de Ana Clara, o que ocorreu foi uma troca de tiros em uma comunidade conflagrada. Em vídeos publicados nas redes sociais, a mãe também nega que tenha havido uma troca de tiros.

Contextualizando Em 2 de fevereiro de 2021, às 10h50, a menina Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, foi atingida por um tiro de fuzil enquanto brincava com o irmão de 2 anos em frente à sua casa, na travessa Alvorada, bairro do Badu, em Niterói (RJ). 

A criança foi socorrida por sua mãe, Cristiane Gomes da Silva, e levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu aos ferimentos.

O acusado pelo disparo é o cabo da Polícia Militar Bruno Dias Delaroli, preso em flagrante na ocasião. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), após as investigações, denunciou o policial por homicídio qualificado com dolo eventual, sustentando que ele efetuou disparos com fuzil calibre 7,62 mm em direção a uma área residencial e de lazer, assumindo o risco de matar.

A defesa do policial alegou no processo que o disparo ocorreu durante um confronto com traficantes. No entanto, a denúncia do Ministério Público aponta que não há indícios de agressão prévia contra os agentes. Além disso, a Polícia Militar informou que não houve confronto na comunidade naquele momento. A perícia recolheu no local apenas munições de calibre 7,62 mm e a mãe da vítima declarou que o militar foi o único a atirar.

Em 2024, o senador Flávio Bolsonaro passou a integrar a equipe de defesa do policial acusado sem cobrar honorários dele, por meio do Instituto Família Policial, conforme apurado pelo UOL. A atuação do parlamentar consistiu em assinar recursos e acompanhar reuniões com magistrados em tribunais superiores para tentar anular a decisão que determinou o julgamento por júri popular.

No debate da Globo, na sexta-feira (23), Flávio disse confiar que “não foi esse policial” o autor do disparo que matou a criança, porém, sem mencionar qualquer evidência para embasar sua afirmação.

Apesar dos pedidos interpostos pela defesa, os recursos foram rejeitados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmaram a realização do júri popular.

O réu responde ao processo em liberdade desde novembro de 2021. A data do julgamento passou por alterações por causa de recursos da defesa interpostos ao TJRJ, ao STJ e STF, estando agendada para 5 de maio de 2027.

Segundo relatos da mãe da vítima, o reagendamento mais recente ocorreu devido a compromissos de agenda da juíza do caso, não havendo documentos nos autos que atribuam os adiamentos à atuação da defesa do policial.

À Agência Pública, Cristiane conta que nunca foi procurada por nenhum representante do Estado. “Acordo todos os dias sem minha filha e nunca ouvi um pedido de desculpas do Estado. Nunca quis tratamento psicológico, mas hoje sei como faz falta. Tem dias que eu não durmo.

Fim de ano piora, perto do Natal. Aí no começo do ano tem o aniversário dela. Eu evitava ver fotos e vídeos porque me faz mal, mas aí vem a saudade. Hoje ela teria 11 anos, fico pensando ‘como ela seria, qual seria o tamanho dela?’ Meu filho pergunta sobre ela, mas me pede para eu não ficar triste, diz que não quer mais perder ninguém”, contou a mãe de Ana Clara.

Fontes consultadas: O Comprova consultou checagens feitas por outras agências, como Aos Fatos, Lupa e AFP, reportagens publicadas pelo UOL, pela  Agência Pública e pela Rádio Tupi, além de decisões judiciais do processo junto ao STJ e ao STF. 

Por que o Comprova contextualizou este assunto: O Comprova monitora conteúdos suspeitos publicados em redes sociais e aplicativos de mensagem sobre políticas públicas, saúde, mudanças climáticas e eleições. Quando detecta nesse monitoramento um tema que está sendo descontextualizado, o Comprova coloca o assunto em contexto. Você também pode sugerir verificações pelo WhatsApp +55 11 97045-4984.

Para se aprofundar mais: Há reportagens publicadas sobre o caso Ana Clara em vários veículos de imprensa, como em O Globo; no ICL, primeiro veículo a noticiar o fato; no Metrópoles, e no canal Revelando, no YouTube.

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

24/10/2026 14h45

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

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