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Por que um furacão nunca cruza a Linha do Equador? O guardião invisível do planeta

As massas de ar simplesmente se movem em direção ao centro de baixa pressão sem o desvio lateral necessário para criar a espiral organizada

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A Linha do Equador, o cinturão imaginário que divide o planeta em Hemisfério Norte e Hemisfério Sul, é famosa por suas águas quentes e pelo clima tropical. Paradoxalmente, é também uma zona de imunidade natural para um dos fenômenos mais destrutivos da natureza: o furacão (ou ciclone tropical).

Embora os furacões precisem de águas com temperaturas acima de 26,5°C para se formar — condição amplamente satisfeita no Equador —, a história meteorológica é clara: nenhum furacão jamais cruzou a Linha do Equador. A razão para essa regra inquebrável da meteorologia reside em uma força invisível, um princípio fundamental da física planetária: a Força de Coriolis.

A Dança da Rotação e a Força Invisível

Para entender a ausência de furacões no Equador, é preciso primeiro compreender como eles adquirem sua característica mais marcante: a rotação.

Um furacão é essencialmente um gigantesco sistema de baixa pressão onde o ar quente e úmido sobe, e o ar circundante é sugado para o centro. Esse ar que se move precisa ser desviado para iniciar o movimento de giro, a espiral que define o ciclone.

É aí que entra a Força de Coriolis. Ela é uma força aparente, resultado direto da rotação da Terra. Ela não empurra o ar diretamente, mas o desvia:

  • • No Hemisfério Norte, ela desvia o movimento para a direita, fazendo os furacões girarem no sentido anti-horário.
  • • No Hemisfério Sul, ela desvia o movimento para a esquerda, fazendo os ciclones girarem no sentido horário.

Essa rotação é vital; sem ela, o sistema de baixa pressão não consegue se organizar e se intensificar, dissipando-se antes de se tornar uma tempestade tropical ou um furacão.

O ponto cego da física: o Equador

A Força de Coriolis não é uniforme em todo o planeta. Sua intensidade está diretamente ligada à latitude: ela é máxima nos polos e se torna progressivamente nula à medida que se aproxima da Linha do Equador.

Na faixa equatorial, a velocidade de rotação da Terra é máxima, mas o efeito de desvio lateral (Coriolis) é praticamente zero.

 

A Linha do Equador funciona como um "ponto cego" da física rotacional. Sem a Força de Coriolis para induzir o giro, qualquer tentativa de formação de um furacão nessa região falha. As massas de ar simplesmente se movem em direção ao centro de baixa pressão sem o desvio lateral necessário para criar a espiral organizada.


"A ausência de Força de Coriolis no Equador impede que a energia da tempestade se concentre. Em vez de girar e se fortalecer, o sistema se desorganiza e a energia se dispersa, protegendo de forma natural a região equatorial."

A Barreira Inquebrável

O mesmo princípio impede que um furacão já formado em um hemisfério cruze para o outro. Se uma tempestade tropical se movesse para a Linha do Equador, ela perderia a força de rotação que a mantém coesa, e o sistema se desintegraria. A Linha do Equador não é apenas um limite geográfico, mas uma barreira meteorológica imposta pela própria rotação do nosso planeta.

Essa característica é um fator crucial na distribuição dos riscos climáticos globais, criando um "cinturão de segurança" de aproximadamente 5 graus de latitude ao norte e ao sul do Equador, onde a formação de ciclones tropicais é extremamente rara. É a prova de que, mesmo em um planeta em constante movimento, a física garante que certas regras permaneçam absolutas.

2027/2028

Desembargador Luiz Tadeu é eleito presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Ele comandará o TJMS no biênio 2027/2028, ao lado de Marco André Nogueira Hanson na Vice-Presidência e Eduardo Machado Rocha na Corregedoria-Geral de Justiça

01/10/2026 16h32

Administração do Tribunal de Justiça de MS eleita para o biênio 2027/2028

Administração do Tribunal de Justiça de MS eleita para o biênio 2027/2028 Foto: Divulgação / TJMS

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O desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva foi eleito presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul para o biênio 2027/2028. A eleião por aclamação foi realizada nesta quinta-feira (1º), no Tribunal Pleno. O desembargador Marco André Nogueira Hanson assumirá a vice-presidência e Eduardo Machado Rocha responderá pela Corregedoria-Geral de Justiça.

Em seu pronunciamento, o desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva afirmou que a futura gestão terá como pilares a continuidade dos projetos em andamento, a valorização de magistrados e servidores e o fortalecimento da unidade institucional.

“Temos muita unidade de propósito entre Presidência, Vice-Presidência e Corregedoria. Então, é manter a máquina andando”, declarou.

O magistrado destacou ainda que dará continuidade às obras já iniciadas pela atual administração, bem como à implantação do sistema eproc, apontado por ele como uma das prioridades para os próximos anos, além de atuar pela valorização da magistratura e pelo aperfeiçoamento das condições de trabalho no Judiciário sul-mato-grossense.

Em nome da atual administração, o presidente Dorival Renato Pavan parabenizou a nova gestão eleita, ressaltando que o TJMS tem a oportunidade de ter novos gestores capacitados à frente.

Biografia

O desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva é natural de Piquerobi, São Paulo. Formou-se bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Unigran, é mestre em Direito pela Universidade Gama Filho (RJ) e professor com habilitação para o magistério do 3º Grau, obtida no Centro de Pós-Graduação da hoje Universidade de Marília (Unimar).

Ingressou na magistratura como desembargador na vaga correspondente ao Quinto Constitucional, reservada a advogados, em julho de 2008.

Foi membro do Conselho Estadual Judiciário de Adoção Internacional do TJMS e diretor da Escola Superior da Magistratura de MS (Esmagis), no biênio 2015/2016. Nos biênios 2023/2024 e 2025/2026 esteve à frente do Programa Lar Legal MS.

Exerceu a função de corregedor-geral de justiça no biênio 2021/2022.

Eleito como vice-presidente, o desembargador Marco André Nogueira Hanson é natural de Campo Grande e ingressou na magistratura como juiz substituto em setembro de 1986, iniciando a judicatura em Dourados.

Atuou nas comarcas de São Gabriel do Oeste, Naviraí e Coxim antes de chegar a Campo Grande, em 1996. Exerceu as funções de juiz auxiliar da Presidência do TJMS e da Corregedoria-Geral de Justiça, além de atuar como juiz eleitoral, primeiro diretor da Escola Judiciária Eleitoral de MS, presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul e diretor da Escola Superior da Magistratura.

Em 2010, após 24 anos de atuação na primeira instância, foi promovido por merecimento ao cargo de desembargador.

Presidiu o Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais nos biênios 2013/2014 e 2015/2016 e foi vice-diretor da Escola Judicial de Mato Grosso do Sul no biênio 2023/2024. Assumiu a Direção-Geral da Ejud-MS no biênio 2025/2026.

O desembargador Eduardo Machado Rocha, que ficará a frente da Corregedoria-Geral de Justiça, é natural de Dourados. Formou-se em Direito pela Unigran em 1980 e ingressou na magistratura em 1987, quando foi nomeado juiz substituto.

No decorrer da carreira, atuou em diversas comarcas do Estado, passando por Iguatemi, Coxim e Naviraí, exercendo funções tanto nas áreas cível quanto criminal. Em 1996, foi promovido a juiz de Direito da Entrância Especial na comarca de Dourados, onde assumiu a 1ª Vara Cível.

Sua promoção a desembargador ocorreu em setembro de 2013.

Designado para atuar como coordenador perante a Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJMS no período de março de 2015 a janeiro de 2017.

Com 38 anos dedicados à magistratura, o desembargador Eduardo Machado Rocha assume a Vice-Presidência do TJMS trazendo experiência e compromisso com o fortalecimento da Justiça de Mato Grosso do Sul.

Atualmente exerce o cargo de vice-presidente do TJMS no biênio 2025/2026 desde o dia 17 de setembro de 2025.

HOMICÍDIO

Jovem é morto a facadas um dia antes de completar 19 anos em MS

Ray Felipe Leite Feliciano foi atingido no peito e nas costas após uma briga em um bar; polícia apura possível relação do homicídio com disputa entre facções criminosas

01/10/2026 15h45

Foto: reprodução rede social Instagram.

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A um dia de completar 19 anos, Ray Felipe Leite Feliciano foi assassinado a facadas no final da manhã desta quinta-feira (1º), em Maracaju. O jovem foi atacado durante uma briga em um bar localizado na Vila Juquita e morreu antes de receber atendimento médico

As circunstâncias do homicídio ainda são apuradas. Entre as linhas consideradas está uma possível ligação do crime com disputas envolvendo facções criminosas que atuam em municípios de Mato Grosso do Sul.

De acordo com as informações iniciais, Ray estava no estabelecimento consumindo bebidas alcoólicas quando outro homem chegou ao local.

Em circunstâncias que ainda deverão ser esclarecidas pela investigação, os dois se desentenderam e iniciaram uma briga.

Durante o confronto, Ray foi atingido por golpes de faca no peito e nas costas. Após o ataque, o autor deixou o local e fugiu.

O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no estabelecimento.

Natural de Sonora, Ray acumulava 15 registros criminais, relacionados a ocorrências como tráfico de drogas, desacato, furto e ameaça.

Em março deste ano, ele havia sido preso sob acusação de integrar uma organização criminosa. Depois de permanecer detido por aproximadamente cinco meses, deixou a prisão em 21 de agosto.

A investigação deverá esclarecer o que provocou a discussão, identificar e localizar o responsável pelas facadas e verificar se o histórico criminal da vítima possui alguma relação com a motivação do assassinato.

Até o momento, não há informação sobre a prisão do autor.

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