Cidades

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Porto no sul da BA causa polêmica no setor turístico da região

Porto no sul da BA causa polêmica no setor turístico da região

Redação

02/05/2010 - 14h30
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        Da reda~ção

        Ele pesquisou por dois anos onde instalaria seu resort. Passou pela Costa do Sauípe, por Maceió e pelo litoral paulista. Acabou escolhendo um ponto entre Ilhéus e Itacaré. Agora que investiu R$ 15 milhões e seu hotel em estilo moderno e voltado para a contemplação da natureza está pronto para funcionar, encara a possibilidade de ser vizinho de um porto, na Ponta da Tulha.
        Thilo Scheuermann comprou uma área de 50 hectares. Ocupou 7 para criar o resort Makenna e deixou os 43 restantes preservados com Mata Atlântica. "Olhei todos os documentos municipais e estaduais. Quando já tinha investido 80% dos meus recursos, ouvi pela primeira vez a história do porto e não tinha como voltar atrás", conta. O porto a que se refere é um empreendimento da empresa Bahia Mineração (Bamin), por onde será escoado o minério de ferro de uma mina em Caitité.
        Não é a única mudança anunciada para a região. Segundo o governo estadual, a obra privada integra o projeto Porto Sul, que inclui ainda um porto público, um aeroporto internacional e uma ferrovia.
        Scheuermann se sente traído, assim como outros empresários que creem que a vocação do lugar seja o turismo. "Não tenho plano B", afirma, de frente para a praia paradisíaca, com muitos coqueiros e nenhum quiosque.
        Luigi Massa, dono do hotel La Dolce Vita e presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), diz que o grupo está se sentindo ameaçado. Ele faz questão de mencionar que, nos 20 anos que está em Ilhéus, nunca viu um dia inteiro de chuva. "É o local ideal para turismo, com sol o ano todo e muita natureza."
        Robert Godoy, proprietário da Pousada Casa de Praia, afirma que chegou a receber isenção fiscal por dois anos como incentivo ao negócio ligado ao turismo. "Ficamos surpresos. A traição não foi somente verbal. Fomos convencidos pelo governo com ações que davam a entender que a prioridade para a região era o turismo e o meio ambiente."
        Claudio Maretti, da ONG WWF Brasil, lembra que o País se comprometeu na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) a zerar o desmatamento de Mata Atlântica - a meta deveria ser cumprida neste ano. Porém, só para a construção do porto privado será destruída uma área equivalente à metade do Parque do Ibirapuera.
        A região é tão importante do ponto de vista ambiental que faz parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. "O próprio País pede esse reconhecimento à Unesco e se compromete com o desenvolvimento sustentável", diz Clayton Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
        Aratu - ONGs ambientalistas, como a Floresta Viva, defendem que o minério de ferro da Bamin seja escoado pelo porto de Aratu, na região metropolitana de Salvador. Argumentam que ali já existe uma ferrovia (que precisaria de melhorias) e que, em razão de a área ser mais degradada, não haveria tantos impactos.
        Clovis Torres, presidente da Bamin, responde que a empresa estudou Aratu por quatro meses e o descartou. "O calado tem 12 metros e precisamos de 21. Teríamos de tirar um volume enorme de areia e as ONGs também impediriam", afirma.
        Segundo ele, a atividade portuária e o turismo podem conviver. "Acredito plenamente na convivência pacífica. E se abre uma possibilidade para o turismo de negócios", diz.
        As ONGs criticam também o fato de que a mina poderá ser explorada por apenas 25 anos. Torres, porém, diz que a empresa comprou todas as 105 minas da Vale na Bahia e vai aproveitar a estrutura ao máximo.
        O secretário estadual do Meio Ambiente do governo baiano, Eugênio Spengler, admite que "nenhum empreendimento desse porte deixa de ter impacto". Mas afirma que o Estado criará, como compensação, uma Unidade de Conservação de proteção integral (como um parque) na região da bacia do Rio Almada, um viveiro para ajudar na recomposição de áreas degradadas e fará a recuperação da mata ciliar na região. Ele diz que, de um total de sete áreas analisadas, a Ponta da Tulha é a que sofreria menos impacto. (Do Estadão)

Saída

Desembargador federal abandona ações da Lava Jato após punição do CNJ

Loraci Flores de Lima pegou uma suspensão de 60 dias

09/08/2026 20h00

Desembargador Loraci de Lima

Desembargador Loraci de Lima Foto: Divulgação

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O desembargador Loraci Flores de Lima renunciou às ações da antiga Operação Lava Jato sob sua relatoria no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Ele comunicou a decisão à Corte por meio de um despacho de cinco linhas após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostamente ter ignorado uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de paralisar processos criminais da Lava Jato. Loraci alega ‘incompatibilidade’ para continuar exercendo sua função jurisdicional nas ações.

O desembargador pegou uma suspensão de 60 dias - sanção, na prática, já cumprida porque havia ficado afastado durante 72 dias liminarmente, no curso do Processo Administrativo Disciplinar. Ele negou o descumprimento de ordem de Toffoli.

Loraci abdicou do acervo da Lava Jato a partir da ‘compreensão firmada pelo CNJ’. Sua decisão atende, segundo ele, o disposto no artigo 122 do Código de Processo Penal - norma que impõe ao magistrado afastamento espontâneo da causa em que haja impedimento ou incompatibilidade, sob pena de as partes contestarem sua permanência nos autos.

As ações que estavam sob a tutela do desembargador tiveram origem na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base da Lava Jato.

Recursos e apelações contra sentenças e decisões da 13.ª Vara chegaram ao TRF-4, que fica sediado em Porto Alegre e mantém jurisdição também no Paraná. O TRF-4 ficou, assim, conhecido como o Tribunal da Lava Jato.

A decisão do CNJ atingiu também um colega de Loraci, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, do TRF-4, igualmente acusado de ignorar determinação de Toffol. Nos autos do Processo Administrativo Disciplinar, seus advogados negaram ‘descumprimento deliberado de decisões’. Segundo os advogados, a decisão foi tomada de forma colegiada e fundamentada.

Por decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça aplicou a pena de disponibilidade por 60 dias aos desembargadores federais Os conselheiros concluíram que Loraci e Thompson descumpriram ordem expressa de Toffoli para suspender ações penais relacionadas à Lava Jato. Nos últimos anos, o magistrado do STF tem proferido uma série de liminares para anular ou suspender os efeitos de provas, delações e atos judiciais da investigação, com base no entendimento de que houve parcialidade e conluio entre o então juiz Sérgio Moro, hoje senador, e procuradores do Ministério Público Federal.

O caso analisado pelo CNJ teve origem em uma decisão da 8.ª Turma do TRF4 sobre a atuação do então juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba Eduardo Appio, sucessor de Moro. Em setembro de 2023, os desembargadores declararam a suspeição de Appio em um processo. Eles ampliaram esse entendimento a todas as ações da operação conduzidas por Appio e anularam os atos praticados por ele.

Ao definir a punição dos desembargadores, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que ‘não há prova conclusiva de incompatibilidade permanente com a magistratura’ e aplicou a sanção de disponibilidade por 60 dias. Como ambos já haviam ficado fora da Corte por 72 dias, a punição foi dada como integralmente cumprida.

 

Bem-estar animal

Atendimento veterinário gratuito será oferecido em bairro da Capital

Consultório Móvel da SUBEA disponibilizará consultas, vacinação e avaliação para castração

09/08/2026 17h31

Divulgação/Subea

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Moradores de Campo Grande poderão contar com atendimento veterinário gratuito para cães e gatos entre os dias 10 e 14 de agosto. Durante o período, o Consultório Móvel da Superintendência de Bem-Estar Animal (SUBEA) estará instalado na Praça do Jardim Carioca, na Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548.

A ação tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços de saúde animal e oferecer atendimento mais próximo às famílias que possuem cães e gatos. Entre os serviços disponibilizados estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação clínica necessária para o agendamento de castração.

Atendimento por ordem de chegada

Para organizar o atendimento, serão distribuídas diariamente 15 senhas para consultas clínicas e outras 15 senhas destinadas exclusivamente à avaliação para castração. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

Para ser atendido, o responsável pelo animal deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência em Campo Grande e CadÚnico atualizado.

Serviço

Período: 10 a 14 de agosto, de segunda a sexta-feira
Local: Praça do Jardim Carioca – Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548
Serviços: consultas clínicas, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação para castração.
 

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