Cidades

CASO ELIZA

Português encontra passaporte de Eliza Samudio e reacende mistérios sobre o crime

Documento encontrado em uma casa em Portugal foi entregue ao consulado brasileiro e aguarda análise

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Mais de 15 anos após o assassinato de Eliza Samudio, um novo e inesperado elemento voltou a movimentar um dos casos criminais mais emblemáticos da história recente do país. Um passaporte em nome da modelo foi encontrado em uma residência em Portugal e reacendeu dúvidas sobre os últimos passos de Eliza antes de desaparecer, em 2010.

A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles. O documento foi localizado no fim de 2025 por um homem que atualmente reside em um apartamento alugado em território português. O passaporte estava guardado entre livros em uma estante da sala compartilhada do imóvel.

Segundo o morador, que preferiu não se identificar, ele encontrou o documento ao retornar de uma temporada fora de casa. Ao folhear alguns livros, percebeu um passaporte entre os objetos e, ao conferir os dados, reconheceu imediatamente o nome e a fotografia. “Quando encontrei o documento e vi de quem era, fiquei em choque. Pela foto, eu já sabia de quem se tratava”, relatou.

O documento apresenta apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 5 de maio de 2007, três anos antes do assassinato de Eliza e não possui registro de saída do país. As páginas estão intactas e em bom estado de conservação, o que levanta questionamentos sobre como o passaporte foi parar no local, por que não foi recuperado e se ele chegou, de fato, a ser utilizado posteriormente.

Consulado acompanha o caso

Procurado, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou que recebeu o documento e informou que comunicou oficialmente o Itamaraty, em Brasília. Em nota, o órgão explicou que aguarda orientações sobre os próximos procedimentos a serem adotados em relação ao passaporte.

Ainda segundo o consulado, como não se trata de uma matéria de competência direta do posto diplomático, a unidade em Portugal apenas seguirá as instruções que forem determinadas pelo governo brasileiro.

Repercussão entre familiares

A repercussão do achado também atingiu a família da modelo. Em entrevista ao jornal O Tempo, o irmão de Eliza, Arlie Moura, de 27 anos, afirmou que a situação trouxe à tona lembranças dolorosas e voltou a mexer com o emocional da família.

“Deu uma balançada de novo. O passaporte é da Eliza, mas agora é preciso investigar se ele foi perdido, se houve roubo, o que aconteceu em relação a isso”, disse.

Arlie afirmou ainda que o motivo de o documento estar guardado em uma residência alugada na Europa e só agora vir a público precisa ser esclarecido pelas autoridades.

Teorias

Com a divulgação da notícia, teorias sobre a possibilidade de Eliza estar viva e vivendo fora do Brasil voltaram a circular nas redes sociais. Para o irmão, no entanto, as hipóteses não passam de especulações.

“Seria bom se realmente ela estivesse viva, mas, pelos fatos apurados na época, acho difícil que isso seja verdade. Antes de qualquer coisa, precisamos aguardar as autoridades e uma investigação detalhada”, afirmou.

Agora, as autoridades brasileiras avaliam quais medidas serão adotadas para apurar a origem do documento e se ele pode trazer novos esclarecimentos sobre os passos de Eliza antes de seu desaparecimento.

O caso Eliza Samudio

Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010, aos 25 anos, e teve sua morte confirmada após investigações que apontaram que ela foi assassinada por pessoas ligadas ao então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, pai de seu filho.

O crime teve ampla repercussão nacional e se tornou um dos casos mais emblemáticos da crônica policial brasileira, impulsionando debates sobre violência contra a mulher, feminicídio, abandono parental e a responsabilização de figuras públicas.

Vale lembrar que Eliza Samudio também teve passagem por Mato Grosso do Sul. Ainda na adolescência, a modelo morou por um período em Campo Grande, onde viveu com familiares antes de se mudar para outras cidades do país.

Bruno foi condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. Outros envolvidos também foram condenados.

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Digital

Grande operadora de celular brasileira pode ter sido alvo de megavazamento de dados

Mais de 500 mil usuários teriam tido os dados expostos por hackers

06/03/2026 18h15

VIVO pode ter tido dados vazados

VIVO pode ter tido dados vazados Reprodução/Twitter

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A VIVO, uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil, teria sido alvo de um megavazamento de dados nesta sexta-feira (6). 

De acordo com a companhia Vecert Analyser, uma empresa de cyber segurança internacional, afirmou em suas redes sociais que, pelo menos, 557.892 usuários teriam tido seus dados expostos, como endereço de e-mail, número de telefone e senhas. 

O grupo responsável pelo vazamento dos dados seria o "VFVCT", codinome para "V for Vandetta Cyber Team". 

"O incidente não é um fato isolado, mas parte de uma cadeia de vulnerabilidades críticas", afirmou a Vecert. 

Segundo a empresa, já foram detectadas mais de 26 incidentes distintos ligadas à VIVO desde 2023. As fragilidades na infraestrutura da companhia nacional de telefonia tem sido alvo de grupos hackers e dos chamados 'bots' que tentam explorar e burlar os sistemas de autenticação e dos portais da empresa. 

"A infraestrutura da Vivo Brasil apresenta falhas sistêmicas que são exploradas repetidamente por cibercriminosos. A segurança do usuário permanece em risco até que os múltiplos subdomínios e APIs expostos sejam protegidos", alegou a Vecert Analyser. 

A VIVO não se pronunciou sobre o assunto. 

Antigo 

Em 2021, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça notificou as quatro grandes operadoras de telefonia no Brasil, a Oi, Vivo, Claro e Tim para que explicassem o vazamento de dados de quase 103 milhões de contas de celular.

O vazamento foi constatado por uma empresa de cibersegurança no dia 10 de fevereiro daquele ano. Informações sensíveis dos consumidores ficaram expostas, como número do RG, CPF, data de nascimento, e-mail, endereço, número do celular e detalhes sobre o valor e o pagamento da fatura. 

Precauções

Para se proteger, é recomendável não responder a e-mails que declarem que seus dados foram expostos ou utilizar sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente pedem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Além disso, é importante trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetados por vazamento de dados. Outra dica é utilizar a autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados.

Se verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem –, o usuário deve buscar informações junto aos provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e se proteger.

Justiça federal

Tribunal lança Inteligência Artificial para auxiliar juízes e desembargadores em processos

Plataforma LIA 3R será usada em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas da Justiça Federal

06/03/2026 18h00

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial Foto: Divulgação

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) lançou a plataforma de Inteligência Artificial (IA) LIA 3R, desenvolvida por magistrados e servidores para auxiliar em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas.

De acordo com o desembargador federal Nino Toldo, membro efetivo da Comissão Permanente de Informática do TRF3, a ferramenta integra tecnologia e prática judicial para tornar o trabalho dos magistrados mais ágil e eficiente, preservando a segurança e a qualidade das informações processuais. 

Ele explica que a ideia de inteligência artificial começou com um projeto que se chamava Sigma, pois há, na Justiça Federal, muitos processos semelhantes.

"A partir de decisões, vamos dizer assim, padronizadas, se constitui um banco de dados e aí foi sendo feito um trabalho de sugestão, o sistema analisava o processo e sugeria para o usuário essa ou aquela minuta de decisão, de despacho para utilizá-la. E depois, com o avanço dos sistemas, dos programas de inteligência artificial, isso foi sendo aprofundado e agora desenvolveu o sistema LIA", explica.

A presidente da Comissão Permanente de Informática do TRF3, desembargadora federal Daldice Santana, ressaltou que a plataforma foi criada para atuar como instrumento de apoio às atividades diárias e não irá substituir os magistrados.

“A palavra ‘apoio’ tem muito sentido, porque a decisão continuará sendo humana. A IA não tem consciência, não tem vontade. A responsabilidade continua sendo institucional, do órgão julgador ou mesmo do magistrado e servidor", ressaltou.

Daldice Santana lembrou que o projeto foi concebido com base em três pilares, sendo ética e governança, autonomia institucional e responsabilidade orçamentária.

“A solução foi estruturada dentro dos limites financeiros estabelecidos. Inovar não significa gastar mais, mas usar melhor os recursos de que dispomos”, enfatizou a magistrada. 

Como funciona 

A LIA 3R estará disponível no Processo Judicial Eletrônico (PJe) apenas para quem realizar o curso de capacitação oferecido pela Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI).  

Ela funciona como um chat, guiado por prompts (comandos) padronizados, que orientam o modelo sobre o que fazer e detalham como deve ser a resposta. 

Quando necessário, a plataforma também usará bases de conhecimento RAG, técnica utilizada para ampliar a capacidade de resposta, e integrações que enriquecem a resposta. 

O recurso foi desenvolvido como uma evolução do sistema de centralização dos modelos e ranqueamento com utilização de inteligência artificial e passa por melhorias contínuas de usabilidade, segurança, governança e conteúdos, segundo o TRF3.

A ferramenta usa principalmente banco de dados do PJe, bases de conhecimento com documentos curados e documentos fornecidos pelo usuário na conversa, como textos e anexos.

O nome LIA 3R foi baseado na ideia apresentada pelo servidor Urias Langhi Pellin. Segundo o Tribunal, trata-se de um nome feminino, que personifica a tecnologia como uma aliada no dia a dia, e resgata o antigo laboratório de IA do Poder Judiciário (LIIA-3R), o primeiro do Brasil. 

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência ArtificialPlataforma LIA 3R

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