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SESSÃO SOLENE

Portugueses são homenageados pela Câmara

Portugueses são homenageados pela Câmara

DA REDAÇÃO

09/06/2011 - 00h00
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Para celebrar o Dia da Comunidade Portuguesa, a Câmara Municipal de Campo Grande realizou na noite de ontem (8), a solenidade que homenageou, com entrega de troféus, diversas personalidades portuguesas que realizam trabalhos relevantes em favor do desenvolvimento da Capital de Mato Grosso do Sul.

Como parte da solenidade, houve a apresentação cultural do Grupo Folclórico Tradições Portuguesas, que há dez anos divulga a cultura de Portugal por meio de cantigas que remetem ao folclore local, com instrumentos e trajes típicos.

Em tom de despedida a presidente da Associação Luso Brasileira, Maria de Fátima Curado Gabriel fez um discurso emocionado agradecendo os quatro anos em que esteve à frente da entidade atuando de forma sistêmica para preservar a cultura e a tradição da Comunidade Portuguesa em Campo Grande.

Na oportunidade, o cônsul de Portugal em Campo Grande, Fernando Santos Gonçalvez ressaltou que a data que comemora o Dia da Comunidade Portuguesa não é instituída em todo o país e isso, segundo ele é motivo de muito orgulho para todos os descendentes portugueses que residem no município de Campo Grande. “nos sentimos muito honrados felizes, isso não tem tamanho, não tem preço”, frisou Fernando Santos Gonçalvez que aproveitou o momento para convidar os  vereadores a participar, do ato cívico que irá acontecer no dia 10 de junho na Associação Luso Brasileira.

Confira a lista dos homenageados:

Airton Saraiva - Nivaldo de Andrade Marques

Airton Saraiva - Cristiano Diogo

Athayde Nery - José Bento Gonçalves

Athayde Nery - Manuel da Silva Figueredo

Alex - José Orlando Marques Pedrosa

Alex - Fernando Manoel Garcia Cruz

Carlão - José Baptista

Carlão - Ary Manoel Monteiro Damião

Cristóvão Silveira - Luiz Humberto Fernandes

Cristóvão Silveira - Celeste de Jesus Pereira

Flávio César - Osvaldo Cação

Flávio César - Joaquim da Mota Longo

Herculano Borges - Suzel de Souza Leal

Herculano Borges - Felipe Augusto Dias

Lídio Lopes - Alfredo Arcanjo da Silva Figueiredo

Lídio Lopes - Hortêncio Luis Dias de Miranda

Dr. Loester - Lude Simioli Cação

Dr. Loester - Julio César de Oliveira Camargo

Magali Picarelli - Luiz Bruno Caetano Fonseca

Magali Picarelli - Salvador Rosa Sandim

Marcelo Bluma - Ledir Marques Pedrosa

Marcelo Bluma - Armindo Manoel Costa Cardoso

Mário César - Vitorino Fonseca Neto

Mário César - Eduardo Souza Leal

Paulo Pedra - Noêmia da Silva Marques

Paulo Pedra - Nelson Martins Borges

Paulo Siufi - Manuel Quitério Gomes

Paulo Siufi - Manuel Cordeiro Damião

Paulo Siufi - Nereyde Ferreira Scaff

Professora Rose - Camila Corado Gabriel Lima

Professora Rose - Mário Fernando Tralhão de Almeida Sanches

Thaís Helena - Robson Simões de Almeida

Thaís Helena - Adelia Maria Dias Muller Gomes

Vanderlei Cabeludo - Roberto Pinheiro Lima

Vanderlei Cabeludo - Carlos Jacinto Fonseca da Paz

Paulo Siufi e Herculano - Maria Isabel Borges Daniel Budib

Paulo Siufi e Herculano - Maria Inêz Tavares Lobo

Folha de pagamento

Secretário garante que queda na arrecadação não afeta pagamento dos servidores da prefeitura

Com relação ao reajuste dos valores, a pasta afirma que será estudado durante o ano

11/02/2026 14h00

Secretários em coletiva nesta quarta-feira (11)

Secretários em coletiva nesta quarta-feira (11) FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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A redução de quase 50% na arrecadação nos valores do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) de Campo Grande não deve impactar a folha de pagamento dos servidores da prefeitura da Capital. 

Durante coletiva nesta quarta-feira, o secretário municipal de Finanças, Isaac José de Araújo, assegurou que os funcionários receberão os salários em dia, mesmo com uma quantia de arrecadação menor que a prevista para o mês de janeiro. 

“Tivemos uma queda na arrecadação. A princípio, os salários não vão ser prejudicados nesses primeiros meses. Até em cima da decisão da Câmara de ontem, que trouxe mais claridade à situação, nós temos evidências de que vamos pagar os salários nas datas previstas”, afirmou o secretário. 

Sobre a expectativa dos servidores de várias categorias, como educação e saúde, sobre o reajuste salarial, Isaac alegou que será estudado.

“Sobre o aumento, a gente vai estudar durante o ano, ainda temos que discutir quando chegar o momento”. 

Este é o quinto ano consecutivo em que os funcionários não têm os pagamentos ajustados. 

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), já havia dito no ano passado que o “arrocho” fiscal no bolso dos servidores poderia durar por tempo indeterminado. 

“Para o ano que vem [2026] eu não tenho como dizer, porque esse plano de equilíbrio fiscal é até a gente recuperar a capacidade de investimento do município. Pode durar um ano, como pode durar dois anos. Então, vai depender muito dos avanços que nós vamos implementar nesse tempo”, declarou na época. 

Queda da arrecadação

O Correio do Estado já mostrou que a polêmica sobre aumento do IPTU na Capital derrubou pela metade a arrecadação do imposto em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2025. 

No ano passado, conforme dados oficiais, entraram R$ 286 milhões nos cofres municipais em janeiro. O imposto é a principal fonte de receita do município no começo do ano.

Segundo o secretário de Governo e Relações Institucionais, Ulisses da Silva Rocha, este montante chegou apenas à metade disso, R$ 177 milhões.

A explicação principal é que o prazo de vencimento para pagamento do imposto com direito a desconto de 10% e também da primeira parcela foi adiado de 12 de janeiro para 12 de dezembro, final do ano. Além disso, a segunda parcela também foi prorrogada, de 10 de fevereiro para 12 de fevereiro.

Recalculando

Após decisão judicial, a Prefeitura foi obrigada a recalcular o valor do imposto para os imóveis que sofreram aumento acima do valor da inflação no período, que foi de 5,32% devendo emitir novos boletos até a semana que vem, de forma on-line. 

Esse novo cálculo deve afetar, no entanto, apenas 3% de todos os contribuintes, abrangendo apenas o chamado “Tarifaço dos Terrenos”. 

Em outras palavras, até o ano passado, os proprietários de boa parcela destes terrenos pagavam 1% de imposto, até essa mudança para 3,5% que sozinha já representa um aumento de 250% no valor do carnê e, se estes terrenos estão na lista dos 45% dos imóveis que sofreram majoração desta taxa por conta da reclassificação feita este ano, acabaram sofrendo tarifaço duplamente.

Em nota técnica, a prefeitura frisou que só foram suspensos através da decisão aqueles terrenos, os ditos "imóveis territoriais", que tiveram alíquota aumentada em 2026, sendo o único ponto abordado em decisão judicial. 

"Atinge 15 mil imóveis aproximadamente, de um total de 485 mil... que vão estão suspensos dentro do site de cobrança pois estamos refazendo os cálculos", cita o secretário Isaac, afirmando que ainda não é possível estipular uma data de até quando deve durar essa suspensão. 

Com exceção desses 15 mil terrenos baldios agora, qualquer um dos chamados imóveis prediais, as habitações, precisam atender o prazo que termina amanhã (12/02) para o pagamento à vista, já que esses não sofreram qualquer aumento acima do índice da inflação e não foram citados, ainda com o desconto de 10%, que por sua vez foi mantido em decisão judicial.


 

correia de longa distância

Irmãos Batista projetam inédita "estrada rolante" de 12 km em MS

Instalação de uma correia para o transporte de minérios na morraria de Corumbá deve tirar 300 caminhões por dia das estradas secundárias da região da mineração

11/02/2026 12h45

Atualmente, o transporte de minérios entre as minas na morraria de Corfumbá e o local do depósito é feito por caminhões

Atualmente, o transporte de minérios entre as minas na morraria de Corfumbá e o local do depósito é feito por caminhões

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Para reduzir a circulação de caminhões com minérios na região de morraria de Corumbá e Ladário, a LHG Mining, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, pretende fazer uma espécie de "estrada rolante" de pelo menos 12 quilômetros para transportar boa parte dos minérios que extrai na região. A distância equivale ao trajeto entre o centro de Campo Grande e as Moreninhas.

Um dos primeiros passos para instalação daquilo que chamam de Transportador de Correia de Longa Distância (TCLD) foi dado nesta terça-feira, quando um decreto do Governo do Estado desapropriou 846 hectares de nove proprietários ao longo dos quais será instalada esta "estrada rolante". 

Conforme a publicação do diário oficial, das áreas desapropriadas, 338,5 hectares já pertencem à mineradora e os 507 restantes estão em nome de outros proprietários. O valor das indenizações ainda não foi definido. 

A instalação da esteira para o transporte de minérios faz parte do pacote de investimentos de R$ 4,03 bilhões qua a LHG, empresa do grupo J&F, está fazendo desde o ano passado na extração de minérios. Conforme o Estudo de Impacto Ambiental, a meta é elevar a extração de 12 milhões para 25 milhões de toneladas anuais. 

No estudo de impacto ambiental a empresa informa que "o minério produzido na Planta de Beneficiamento será enviado por correia transportadora, com extensão de 12 km, até o pátio de estocagem de produtos, onde serão formadas pilhas. As correias serão cobertas, evitando o arraste de poeira pelo vento". 

Para conseguir a licença de operação, a empresa informou que esta "estrada rolante" levaria os minérios até as proximidades da ferrovia. Deste ponto, o transporte seria feito de trem até o porto Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança, de onde os minérios são escoados pelo Rio Paraguai rumo ao mercado internacional

Porém, desde o começo de dezembro do ano passado a empresa suspendeu o transporte ferroviário e desde então todo o material é levado de caminhão entre o distrito de Maria Coelho e Porto Esperança. Por trem, esse trajeto era de 46 quilômetros. 

Depois da suspensão do transporte ferroviários, centenas de caminhões passaram a utilizar a BR-262 para levar o minério até o porto. Somente nos primeiros nove meses do ano passado  a LHG despachou 4,2 milhões de toneladas de minérios pelo Rio Paraguai a partir do terminal Gregório Curvo, que funciona na margem esquerda do Rio Paraguai.

De acordo com o Coordenador de Mineração da Secretria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semadesc), Eduardo Pereira, a implantação do TCLD representa um avanço relevante do ponto de vista ambiental e de segurança. 

De acorco com ele, “a implantação do Transportador de Correia de Longa Distância até o Terminal Ferroviário do Menkc vai retirar das estradas sinuosas que ligam as jazidas cerca de 300 caminhões diariamente". 

Atualmente, cada caminhão, explica ele, leva em torno de 40 toneladas de minério partindo de áreas com altitude de 900 metros. Por conta da morraria, as estradas são tomadas por uma série de curvas e por isso o percurso que os caminhões fazem é bem superior aos 12 quilômetros que essa correia terá, já que ela será praticamente em linha reta.

Por dia, então, a "estrada rolante" vai fazer o transporte de cerca de 12 mil toneladas de minério. "Isso significa redução expressiva das emissões de CO, mais segurança viária, preservação de vidas e menor impacto ambiental", segundo Eduardo Pereira.

No estudo de impacto ambiental a LHG também destaca a relevância desta correia dizendo que "a implantação da correia transportadora de minério ajudará a reduzir os impactos sonoros ao substituir parte do transporte rodoviário, minimizando os efeitos no ambiente". 

Embora atualmente esteja suspenso o transporte ferroviário, o projeto da LHG prevê a construção de um novo terminal de embarque (Pera Ferroviária) às margens da ferrovia, evidenciando que no futuro a empresa pretende retomar a modalidade. A ferrovia deve passar por nova licitação em novembro deste ano.

Embora já exista em outros estados, como Minas Gerais e Pará, esta será a primeira correia de longa distância a ser utilizada no setor de mineração em Mato Grosso do Sul. 

COMPENSAÇÃO

Nesta quarta-feira (11), publicação do diário oficial do Governo do Estado revela que a mineradora LHG Mining fará um repasse superior a R$ 53,2 milhões à administração estadual a título de compensação ambiental por conta da ampliação das atividades de mineração em Corumbá e Ladário.  

Como a atividade de mineração é considerada como sendo de alto potencial poluente, a compensação ambiental equivale a 1,32% de todo o investimento previsto pela mineradora. 

Depois da conclusão dos investimentos, conforme o estudo de impacto ambiental, haverá significati va contratação de pessoal para a execução de atividades administrativas e atividades operacionais de lavra, beneficiamento, transporte e operação do pátio de produtos e pera ferroviária.

A previsão é de que haja necessidade de contratação de 551 pessoas, elvando o volume de empregos de 969 para 1.520 pessoas. 

Mas, durante a fase implantação das atividades de ampliação, a geração de vagas será b em maior. Durante o pico da fase  de implantação serão necessários cerca de 4.300 trabalhadores, com alojamento para 2.600 operários na área do projeto, informe o estudo de impacto ambiental. 

 

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