Cidades

CORRUPÇÃO

Posto de combustível era "caixa" do propinoduto da Saúde e Educação de MS

Posto América II, gerenciado pelo primo dos irmãos Coutinho, destinou mais de R$ 1 milhão em propinas a ex-secretário Édio Castro e ao assessor de deputado, Thiago Mishima

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O posto de combustíveis América II (Parada 67), localizado na saída para Três Lagoas, na BR-262, serviu de "caixa" para o pagamento de propinas para os servidores públicos que se beneficiavam do esquema de corrupção trazido à tona pela Operação Turn Off, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Mais de R$ 1 milhão em propinas foram pagos por meio do estabelecimento, usado pelos irmãos Sérgio Duarte Coutinho Jr e Lucas Andrade Coutinho, para lavar dinheiro do esquema, e ainda levantar - em alguns casos - dinheiro vivo para ser usado no esquema. 

Conforme os promotores de Justiça do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), das duas promotorias do Patrimônio Público da Capital, Grupo Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), somente para o ex-secretário-adjunto de Educação (era secretário na última quarta-feira, 29, quando foi preso) foram pagos R$ 930 mil em propina por meio do posto de Combustível e Édio.

Os pagamentos eram todos feitos pelo gerente do posto e da conveniência localizada no mesmo estabelecimento: Victor Leite, que também está preso, assim como Édio e os irmãos Coutinho. 

Os pagamentos foram feitos em dinheiro vivo e também por meio de nota fiscal. "Por seu turno, Edio Castro, servidor da SED/MS, recebeu, ao menos, até o final do ano de 2022, a quantia de R$ 730.080,12 em propina, vezes por intermédio das empresas Posto Parada 67, gerenciada por Victor Leite, e LGS Garcia Legal, quando eram realizadas transferências da primeira para a segunda, com a emissão de notas frias, vezes mediante a entrega de dinheiro em espécie, conforme o encontro registrado em 18/10/2022, quando foi entregue a quantia de R$ 200.000,00 em espécie".

"Conforme se verifica nos áudios e conversas, Victor Leite de Andrade e Sérgio Duarte Coutinho Júnior, juntamente com Thiago Haruo Mishima e seu cunhado Freddy Antônio Martinez Ochoa, se utilizam da empresa D.R. Comunicação para ocultar ou dissimular o destino da propina, que era Thiago, inclusive com a emissão de Nota Fiscal e transferência bancária envolvendo a empresa de Sérgio (POSTO P 67) e a empresa de Freddy (D.R. COMUNICAÇÃO LTDA)", indicam os promotores de Justiça.  

Sobre o papel de Victor no esquema de distribuição de propina e lavagem de dinheiro, os promotores foram precisos:

"Importante registrar que Victor Leite de Andrade trabalha como gerente do posto de combustíveis POSTO AMÉRICA II, que tem como proprietários seus primos SÉRGIO DUARTE COUTINHO JÚNIOR e LUCAS ANDRADE COUTINHO. Victor gerencia, além das atividades atinentes ao posto de combustíveis, a CONVENIÊNCIA PARADA 67 LTDA, empresa registrada em seu nome, e sediada no mesmo prédio da administração do posto.

Nota fiscal por meio do posto América II / Parada 67 usada para pagar Édio / Reprodução

O esquema

Até o início da tarde desta sexta-feira, todos os oito envolvidos no esquema continuavam presos: os homens, no presídio de segurança máxima, no anexo que leva outro nome para separar os presos mais elitizados dos de facções: "Centro de Triagem". Já as mulheres se juntaram as demais criminosas no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi.

Estão presos os irmãos Lucas de Andrade Coutinho e Sérgio Duarte Coutinho, apontados como pagadores das propinas aos servidores para favorecer suas empresas e também outras que não são deles, como o caso da Health Brasil, e a pregoeira-chefe da SAD, Simone de Oliveira Ramires Castro.

O ex-secretário-adjunto de Educação, Édio Antônio Resende de Castro, que liderou a compra de aparelhos de ar-condicionado superfaturados (muitos deles com mais que o dobro do preço) e que recebeu a maior quantia de propina contabilizada até agora (quase R$ 800 mil), entre transferências para a gráfica de um amigo em Maracaju e dinheiro em espécie, também está na cadeia.

A servidora da Educação Andreia Cristina de Souza Lima, que também recebeu propina, também está presa.

Outro preso que tem comprovado o recebimento de mais de R$ 200 mil em propina é o assessor do deputado federal Geraldo Resende (PSDB) e ex-gestor de contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Thiago Mishima.

Ele atuou em favor dos irmãos Coutinho em contratos envolvendo a Isomed.
Paulo Henrique Muleta de Andrade, ex-coordenador da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), também está preso: ele pode ter recebido propina de 4% do valor do convênio entre o governo do Estado e a entidade para compra de materiais.

O oitavo preso é Victor Leite de Andrade, gerente do Posto América II ou Parada 67, que pertence aos irmãos Coutinho, segundo o MPMS.

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Casa Própria

Mil famílias podem receber até R$ 16 mil para comprar casa própria em Campo Grande

Feirão Habita começa nesta quarta-feira (12) e disponibiliza mil benefícios para ajudar famílias a custear a entrada e viabilizar a compra do imóvel próprio.

11/08/2026 18h29

Empreendimentos habitacionais estão entre as opções para famílias que buscam realizar o sonho da casa própria em Campo Grande.

Empreendimentos habitacionais estão entre as opções para famílias que buscam realizar o sonho da casa própria em Campo Grande. Foto: Divulgação

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Famílias que pretendem comprar a casa própria em Campo Grande terão uma nova oportunidade para conseguir auxílio financeiro na aquisição do imóvel. A partir desta quarta-feira (12), a 11ª edição do Feirão Habita Campo Grande reunirá empreendimentos habitacionais e disponibilizará mil cotas do programa Bônus Sonho de Morar, com benefícios que podem chegar a R$ 16 mil, conforme a faixa de renda familiar.

O auxílio funciona como um incentivo para reduzir uma das principais dificuldades enfrentadas por quem busca financiamento imobiliário: o valor necessário para concretizar a compra do imóvel. O benefício é direcionado às famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo programa habitacional do município.

A 11ª edição do Feirão Habita Campo Grande, ViraCG Habitação será realizada entre 12 e 22 de agosto, com atendimento das 10h às 20h, exceto aos domingos, no Pátio Central, localizado na Rua Marechal Rondon, nº 1.380, região central da Capital. As datas e o local constam em edital publicado pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). 

Como participar

Durante o evento, os interessados poderão solicitar a reserva de cota do Bônus Sonho de Morar. A concessão, no entanto, não é automática e depende do cumprimento dos requisitos previstos na regulamentação do programa.

Além do benefício financeiro, o feirão funcionará como ponto de atendimento para quem pretende entrar ou já está inserido nos programas habitacionais da Capital.

Será possível realizar ou atualizar o cadastro junto à Emha, conhecer os empreendimentos participantes e receber orientações sobre as possibilidades de financiamento habitacional. 

A iniciativa reunirá empresas da construção civil, incorporadoras e imobiliárias participantes do ViraCG Habitação. Os imóveis apresentados no evento estarão enquadrados em programas de habitação de interesse social, conforme estabelecido pela regulamentação municipal. 

Bônus pode chegar a R$ 16 mil

Nesta edição, serão disponibilizadas mil cotas do Bônus Sonho de Morar. Os valores variam de acordo com a renda familiar dos beneficiários e podem alcançar R$ 16 mil.

Na prática, o programa busca complementar os recursos necessários para viabilizar a aquisição do imóvel, especialmente para famílias que conseguem assumir um financiamento, mas encontram dificuldade para reunir o montante exigido na etapa inicial da compra.

A reserva da cota poderá ser solicitada diretamente durante o Feirão Habita. O edital da Emha confirma que o benefício estará disponível no evento e estabelece que a concessão deverá respeitar os requisitos e critérios previstos na regulamentação vigente. 

Feirão vai reunir imóveis de interesse social

A proposta é concentrar em um mesmo espaço diferentes etapas da busca pela casa própria. Além de verificar a possibilidade de acesso ao bônus, o interessado poderá conhecer os projetos apresentados pelas empresas participantes e buscar informações sobre as condições de financiamento.

Segundo o edital, construtoras, incorporadoras e imobiliárias estarão presentes com empreendimentos enquadrados nos programas de habitação de interesse social de Campo Grande. 

O atendimento será realizado durante dez dias, entre 12 e 22 de agosto, com exceção dos domingos. A programação ocorre das 10h às 20h, ampliando o período disponível para as famílias interessadas procurarem atendimento.

Serviço

O 11º Feirão Habita Campo Grande, ViraCG Habitação começa nesta quarta-feira (12), no Pátio Central, na Rua Marechal Rondon, nº 1.380. O evento segue até 22 de agosto, das 10h às 20h, exceto aos domingos.

suposto sequestro

Resgatada no Paraguai, Ayla retorna à Campo Grande e deverá ficar em abrigo

Bebê teria sido sequestrada dias após o nascimento na Capital e, por envolver investigação policial, só será devolvida à família caso haja decisão policial

11/08/2026 18h14

Ayla foi sequestrada na semana passada e levada ao Paraguai

Ayla foi sequestrada na semana passada e levada ao Paraguai Foto: Reprodução

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A bebê Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de 29 dias, que foi encontrada no Paraguai após supostamente ter sido sequestrada em Campo Grande, retornou para a Capital nesta terça-feira (12). Ela estava em uma unidade de acolhimento infantil de Ponta Porã e, conforme reportagem do Correio do Estado, só retornará à família caso haja decisão judicial.

Em nota, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) informou que Ayla "encontra-se em segurança, sob acolhimento e passa bem".

O local onde ela está acolhida é mantido em sigilo, como forma de proteção e preservação da integridade da bebê. 

O TJMS ressalta que não serão divulgadas outras informações sobre o paradeiro da menina.

Suposto sequestro

O caso foi registrado na quinta-feira (6), quando a mãe, uma adolescente de 17 anos, contou que foi atraída por uma mulher para uma casa com a promessa de um emprego, onde teria sido ameaçada e mantida como refém ao lado da irmã de 13 anos, enquanto a mulher e um homem sequestraram o bebê.

Ayla foi encontrada na madrugada de domingo em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, em ação conjunta dos agentes da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), membros da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro (Garras) e a polícia paraguaia.

Ela estava em uma casa no Bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan, com o casal Suzilaine da Graça Costa e Alex Melo de Abreu, que no momento de sua prisão apresentou identidade falsa com o nome de Weliton Aparecido Lopes.

O homem possuía mandado de prisão e uma pena de 19 anos a cumprir por homicídio cometido no estado do Amazonas. Já a mulher foi reconhecida pela família da mãe do bebê como a pessoa que teria oferecido um emprego para a adolescente.

Conforme noticiou o Correio do Estado, após a criança ser encontrada, ela foi entregue para o Conselho Tutelar de Ponta Porã, que a destinou a uma unidade de acolhimento infantil, onde ela seguia até ser encaminhada para Campo Grande, onde também deverá permanecer em uma unidade de acolhimento infantil, por se tratar de um caso policial.

“Quando acontecem casos como esse, a transferência é feita de acolhimento para acolhimento. Só podemos entregar para a família caso haja uma decisão judicial que determine isso”, explicou a conselheira Loisa Higa, que atua no Conselho Tutelar do Anhanduizinho, em Campo Grande.

Segundo a conselheira, a família da pequena Ayla já era acompanhada pelo Conselho Tutelar do Anhanduizinho muito antes da gravidez da criança. 

No local, que seria uma espécie de vila, com várias casas, todas da mesma família, moram cerca de cinco menores de idade e que eram acompanhados pelos conselheiros por “algumas fragilidades”, como citou Higa.

A família contou que somente ontem a pequena Ayla foi registrada em cartório, a dois dias de completar um mês de vida.

“Eles disseram que a demora ocorreu porque aguardavam disponibilidade do genitor, para ele comparecer junto com a mãe no cartório”, contou a conselheira ao Correio do Estado.

O caso é investigado pela DEPCA de Campo Grande. A titular da delegacia, Anne Karine Trevisan, esteve em Ponta Porã na segunda-feira (10) para ouvir o casal que estava com a criança, mas não foram repassados detalhes sobre a investigação.

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