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Postos da Capital já contam com vacina contra meningite

Postos da Capital já contam com vacina contra meningite

anahi zurutuza

26/10/2010 - 03h45
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Já está disponível em todos os postos de saúde de Campo Grande a vacina contra a meningite do tipo meningocócica C, forma mais grave da doença. De acordo com a gerente técnica de doenças imunopreveníveis da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), Mariah Barros, para receber as doses basta procurar uma das 69 unidades de saúde da Capital, com a carteirinha de vacinação da criança em mãos.

Podem tomar a vacina crianças de 3 meses a 2 anos. "A primeira dose é aplicada quando a criança está com 3 meses, a segunda aos 5 meses e a terceira (dose reforço) ao completar 1 ano", explica Mariah. Embora o Ministério da Saúde tenha estabelecido as idades para aplicação da vacina, pais das crianças de até 2 anos (que não tenham 3 ou 5 meses e nem entre 1 e 2 anos) podem procurar as unidades de saúde e se informar como proceder em cada caso.

Desde março deste ano, a vacina contra meningite pneumocócica é oferecida pela rede pública de saúde. Até então, a imunização não fazia parte do Calendário Nacional de Vacinação e as doses só eram encontradas na rede particular, podendo custar até R$ 200. Em Mato Grosso do Sul, 41.228 crianças poderão tomar a vacina contra a meningocócica, segundo a SES.

Casos
Este ano, até o dia 22 de outubro, a Secretaria de Estado de Saúde registrou, em Mato Grosso do Sul, 161 casos e 11 óbitos por conta da meningite. Cento e quatorze notificações são de pacientes de Campo Grande e seis das mortes ocorreram na Capital.

Em 2009, foram 300 casos notificados no Estado e 202 em Campo Grande. Na Capital, o ano passado, foram 16 mortes e no Estado, 29.

 

Vacina
Atrasado, o carregamento do Ministério da Saúde com as doses da vacina contra a meningite meningocócica chegou a Mato Grosso do Sul na sexta-feira (22). A previsão era que as doses já estivessem disponíveis desde a segunda semana de outubro, no entanto, segundo a diretora de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Bernadete Lewandowski, houve um problema no fornecimento de insumos (gelo seco) para o transporte da vacina e as doses não puderam sair de Brasília (DF).

Campo Grande recebeu, também na sexta-feira, remessa de 2,1 mil doses. Já para o interior, segundo a diretora, os carregamentos serão entregues até o fim da semana.

Em MS

Traficante foge de abordagem da PRF, bate em árvore e morre

Carro furtado e com placas clonadas era usado para transportar mais de 445 quilos de maconha pela BR-158

26/08/2026 12h10

Foto: Divulgação/CBMMS

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abordagem da Polícia Rodoviária Federal. Durante a fuga o condutor acabou perdendo o controle e colidindo contra uma árvore. 

Na abordagem a PRF apreendeu cerca de 445,2 quilos de maconha. A ação aconteceu no quilômetro 332 da BR-158, em Brasilândia, à 364 km de Campo Grande. 

De acordo com a PRF, a equipe realizava a fiscalização da rodovia, quando deu ordem de parada a um veículo identificado como um Honda/Fit prata, o condutor ameaçou que encontraria, mas fugiu em alta velocidade por uma estrada de terra. 

A perseguição policial aconteceu por 5 quilômetros, até que o motorista perdeu o controle da direção, rompeu uma cerca de uma propriedade rural, tombou e colidiu fortemente contra uma árvore. Com o impacto, inúmeros tabletes de maconha se espalharam ao redor do automóvel.

A colisão contra a árvore foi tão forte que o condutor ficou preso entre as ferragens, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros ainda com vida e encaminhado ao Hospital Auxiliadora, em Três Lagoas (MS), onde passou a noite em observação e veio a falecer na manhã desta quarta-feira, dia 26. 

A Polícia Civil realizou uma inspeção e perícia no veículo e foi constatado que o carro estava com placas clonadas e possuía registro de furto na cidade de São Paulo (SP), ocorrido em 08/08/2026. 

O veículo, a droga e os materiais apreendidos foram entregues na Delegacia de Polícia Civil de Brasilândia (MS).

INdependência financeira

Uma sala, cinco passos e novos caminhos para empreender na Capital

Espaço criado para reunir orientação e formalização traz soluções simples que transformam vidas de mulheres, algumas delas vítimas de violência

26/08/2026 12h00

Sala da Mulher Empreendedora, em Campo Grande; local ajuda a tirar mulheres do ciclo de violência

Sala da Mulher Empreendedora, em Campo Grande; local ajuda a tirar mulheres do ciclo de violência Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Aos 127 anos, Campo Grande continua crescendo também a partir de soluções que não precisam ser grandiosas para provocar grandes mudanças. Dentro da Secretaria Executiva da Mulher (Semu), reunir orientação, capacitação e formalização no mesmo espaço tem ajudado a encurtar um caminho que, para muitas mulheres, antes parecia longo demais: transformar uma habilidade em renda e uma vontade em negócio.

A experiência da Sala da Mulher Empreendedora, primeira iniciativa do modelo no Centro-Oeste e terceira do País, já passou do campo das ideias. Somente neste ano, mais de 500 mulheres foram atendidas, segundo o Sebrae-MS. Em uma cidade marcada pelo crescimento do empreendedorismo, a estrutura mostra como concentrar serviços e informações em um mesmo endereço pode ser suficiente para destravar projetos.

O espaço oferece gratuitamente serviços como formalização de MEI, regularização, alterações e baixa de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), além de apoio para questões relacionadas ao gov.br e a atividades de capacitação.

A relevância da iniciativa aparece também no tamanho do público que pode alcançar. Dados da Receita Federal divulgados pelo Sebrae apontam que as mulheres representam 44,8% dos microempreendedores individuais de Campo Grande. Em maio de 2025, a Capital tinha 68.676 MEIs ativos, dos quais mais de 30 mil pertenciam a mulheres.

Para além dos números, a proposta busca resolver uma questão que pode separar uma ideia da sua realização: aproximar a informação de quem precisa dela.

A secretária-executiva da Mulher, Angélica Fontanari, explica que a Sala da Mulher Empreendedora faz parte de uma estrutura mais ampla de fortalecimento da autonomia econômica feminina. Antes de chegar à formalização, muitas mulheres passam por capacitações em temas como gestão financeira, técnicas de vendas, comunicação, inteligência emocional, inteligência artificial e comércio eletrônico.

Depois, a formalização pode estar a poucos passos de distância. Em um dos atendimentos relatados pela secretária-executiva, uma manicure e pedicure contou que havia voltado a trabalhar pouco tempo depois do nascimento da filha porque, sem trabalhar, não teria renda. Ao descobrir os direitos que poderia acessar caso estivesse formalizada como MEI, ela apresentou os documentos e saiu do atendimento com o negócio regularizado.

“Peguei na mão dela, andei cinco passos, porque a sala fica lá dentro da secretaria, e ela saiu de lá formalizada. Saiu de lá protegida”, relatou Angélica.

O caso ajuda a traduzir o propósito de uma estrutura que não se limita à abertura de empresas. Para a Semu, formalizar também significa ampliar a proteção profissional e criar condições para que uma mulher tenha mais segurança para construir autonomia financeira. Segundo Angélica, estudos da secretaria apontaram que 25% das mulheres que passaram pela Casa da Mulher Brasileira eram completamente dependentes financeiramente dos agressores, o que evidencia a relação entre geração de renda e a possibilidade de romper ciclos de violência.

Para Sandra Amarilha, diretora-técnica do Sebrae-MS, reunir diferentes etapas do empreendedorismo em um único lugar é justamente o que dá força à iniciativa. A Sala da Mulher Empreendedora foi criada a partir do entendimento de que empreender pode representar uma ferramenta de autonomia, especialmente para mulheres que enfrentam ou enfrentaram situações de violência.

“O empreendedorismo é uma importante ferramenta de autonomia para as mulheres”, afirmou Sandra.

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