Policiais rodoviários estaduais apreenderam, ontem (30) à noite, na BR-497, em Paranaíba, 2,2 toneladas de maconha. A droga estava num caminhão Mercedes-Benz escondida em meio a uma carga de carvão vegetal. Duas pessoas foram presas.
Cidades
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PRE apreende 2,2 toneladas de maconha em Paranaíba
Policiais rodoviários estaduais apreenderam, ontem (30) à noite, na BR-497, em Paranaíba, 2,2 toneladas de maconha. A droga estava num caminhão Mercedes-Benz escondida em meio a uma carga de carvão vegetal. Duas pessoas foram presas.
Infraestrutura
Em menos de uma década, estruturas desabaram ou apresentaram problemas graves; queda desta quinta reacende questionamentos sobre prevenção
13/08/2026 16h30
Ponte entre Coxim e Corumbá foi concluída em setembro de 2009 Reprodução
A queda de parte da ponte João Wenceslau Leite de Barros, sobre o Rio Taquari, na região de Coxim, nesta quinta-feira (13), volta a colocar em discussão a segurança das pontes de Mato Grosso do Sul. O episódio mais recente, porém, faz parte de um histórico que inclui estruturas que desabaram poucos anos depois de serem construídas, problemas de execução apontados em perícias e até investigações envolvendo órgãos de controle.
No caso de Coxim, a ponte foi construída entre 2008 e 2009 e concluída em setembro de 2009. Segundo o Governo do Estado, parte da estrutura cedeu enquanto um caminhão passava pelo local, fazendo com que o veículo caísse no Rio Taquari. As causas ainda serão apuradas.
A ponte João Wenceslau Leite de Barros fica no trecho entre as rodovias MS-214 e MS-423 e tem 168 metros de extensão.
Registros publicados em 2008 apontam a Geoserv Serviços de Geotecnia e Construção Ltda. como vencedora da licitação para a construção da ponte sobre o Rio Taquari. Na época, a empresa apresentou proposta de R$ 1,84 milhão para executar a obra.
A Seilog informou que equipes trabalham para identificar o que provocou o colapso. A apuração, portanto, precisa responder também se a estrutura apresentava sinais anteriores de comprometimento, quando ocorreu a última inspeção e quais serviços de manutenção foram realizados ao longo dos anos.
Poucos meses antes da queda em Coxim, outra ponte desabou no Estado. Em 22 de fevereiro de 2026, uma ponte sobre o Rio do Peixe, na MS-080, em Rio Negro, caiu durante a passagem de uma carreta.
O episódio ocorreu depois de fortes chuvas e, segundo informações divulgadas na época, a estrutura já apresentava rachaduras e danos nas cabeceiras. Havia ainda restrição para veículos pesados.
O caso chama a atenção justamente porque a estrutura já apresentava sinais de problemas antes do colapso.
Depois da queda, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul acompanhou a situação e cobrou providências emergenciais para garantir a segurança viária e o transporte de moradores e estudantes afetados pela interdição.
A reconstrução foi posteriormente contratada em caráter emergencial.
O episódio deixa uma pergunta que também se aplica ao caso de Coxim: quando uma ponte apresenta sinais de comprometimento, quais são os critérios utilizados pelo poder público para determinar a manutenção, o reforço ou a interdição da estrutura?
O histórico fica ainda mais significativo quando se olha para Jardim. Em 2018, uma ponte sobre o Rio dos Velhos apresentou um colapso parcial. A estrutura havia sido inaugurada em 2014 e tinha apenas quatro anos.
Uma perícia contratada pela Agesul identificou falhas no projeto e na execução, além de problemas relacionados ao dimensionamento e às fundações. O próprio órgão informou, na época, que a estrutura não apresentava condições adequadas de segurança e estabilidade.
A construtora responsável foi acionada e assumiu a reconstrução da ponte.
Mais um caso que chama atenção por abrir um precedente ao demonstrar que a idade da estrutura, sozinha, não é suficiente para determinar sua segurança e solidez. Uma ponte relativamente nova também pode apresentar problemas graves quando há falhas de projeto ou execução.
Em janeiro de 2016, uma ponte sobre o Rio Santo Antônio, na MS-382, em Guia Lopes da Laguna, desabou após fortes chuvas.
A estrutura havia sido inaugurada em 2012. Ou seja, menos de quatro anos de uso.
O contrato publicado no Diário Oficial identifica a Wala Engenharia Ltda. como responsável pela construção da ponte de 72 metros, pelo valor de aproximadamente R$ 1,25 milhão.
O caso foi alvo de investigação e chegou ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal. Anos depois, o Tribunal de Contas da União também analisou irregularidades relacionadas a obras de infraestrutura executadas no Estado.
Segundo decisão relatada em 2026, a área técnica do TCU havia proposto a condenação da Wala Engenharia em mais de R$ 1,3 milhão. O tribunal, entretanto, reconheceu a prescrição e não houve condenação ao ressarcimento. A decisão também registra que a análise técnica apontou um colapso progressivo relacionado ao solapamento do aterro e ao deslocamento da cortina da estrutura.
O levantamento também mostra que a Geoserv aparece em diferentes contratos de construção de pontes no Estado.
Além da ponte sobre o Rio Taquari, registros oficiais mostram a empresa como contratada para outras obras de pontes em Mato Grosso do Sul.
No caso da ponte de Guia Lopes, por exemplo, a empresa identificada no contrato é a Wala Engenharia.
Quem cuida da ponte depois que a obra é entregue? A construtora entrega a obra, mas a responsabilidade pela estrutura não termina necessariamente ali.
Ao longo dos anos, pontes ficam expostas a chuvas, enchentes, erosão, movimentação do solo, impactos de veículos e aumento do fluxo de tráfego. Desgastes naturais que reforçam a necessidade e a importância das manutenções e das inspeções periódicas.
A reportagem entrou em contato com a Agesul para esclarecer como funciona a fiscalização e a manutenção das pontes estaduais, quem é responsável pelas inspeções, qual a periodicidade das avaliações e quais empresas atuam na conservação dessas estruturas.
Até a publicação desta reportagem, a Agesul ainda não havia retornado aos questionamentos.
Segurança Pública
Grade de 760 horas prevê uso de pistola em baixa luminosidade, técnicas de abordagem, defesa pessoal, inteligência e atendimento a feridos por arma de fogo.
13/08/2026 16h12
Agentes da Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande durante atuação operacional; nova formação da corporação terá 760 horas-aula e treinamento de tiro defensivo. Foto: Divulgação.
A formação dos agentes da Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande passará a incluir treinamento de tiro em movimento, atuação em ambientes de baixa luminosidade, controle de distúrbios e atendimento pré-hospitalar a vítimas de disparos. As atividades fazem parte da nova grade curricular de formação e aperfeiçoamento técnico-profissional da corporação, publicada no Diário Oficial do município desta quinta-feira (13).
Ao todo, o programa reúne 760 horas-aula, distribuídas entre disciplinas teóricas e práticas. A nova matriz substitui expressamente a grade adotada desde maio de 2022 e amplia a preparação para ocorrências que exigem emprego de arma de fogo, técnicas de abordagem, condução de veículos de emergência e uso seletivo da força.
Um dos principais pontos é a carga destinada ao treinamento com pistola semiautomática. São 100 horas-aula, das quais 35 serão teóricas e 65 práticas.
O conteúdo contempla funcionamento e manutenção do armamento, tipos de munição, fundamentos do tiro, panes, técnicas de carregamento e formas de proteção durante confrontos.
Na parte prática, os guardas serão treinados para efetuar disparos em situações consideradas mais complexas, como em baixa luminosidade, dentro de veículos, durante deslocamentos e em ambientes confinados.
A grade também prevê tiro duplo, acompanhamento de alvos e identificação de coberturas e abrigos.
O treinamento não ficará restrito ao uso da arma. Os agentes terão 64 horas de técnicas de abordagem, 30 horas de defesa pessoal, 30 horas de condicionamento físico e outras 30 horas de emprego de equipamentos menos letais.
Também estão previstas 20 horas de controle básico de distúrbios civis e seis horas sobre o uso legal e seletivo da força.
Outro eixo da formação será a resposta a situações de emergência. A matriz estabelece 60 horas para condução de veículos de emergência, 32 horas de prevenção e combate a incêndios e 30 horas de primeiros socorros.
Dentro das disciplinas relacionadas ao armamento, o programa inclui atendimento pré-hospitalar tático a pessoas feridas por arma de fogo.
Apesar do peso das disciplinas operacionais, a nova formação reserva espaço para temas sociais, jurídicos e comunitários. Os servidores estudarão direitos humanos, igualdade racial, Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto da Pessoa Idosa, Lei Maria da Penha, legislação antidrogas e abuso de autoridade.
O atendimento a situações de violência contra a mulher receberá 20 horas-aula específicas. A grade também prevê outras 20 horas para o estudo da violência e da insegurança pública, além de atividades sobre movimentos sociais, convivência em comunidades escolares e apropriação dos espaços públicos.
A preparação ainda aborda ética, cidadania, relações interpessoais, comunicação verbal e não verbal e guarda comunitária. O objetivo indicado pela administração municipal é manter a atualização técnica dos agentes diante das diferentes funções exercidas pela corporação.
Na área de informação, os guardas terão aulas sobre inteligência e contrainteligência de segurança pública, tecnologia da informação, gestão de dados, radiocomunicação, geoprocessamento e estatística aplicada.
Também está previsto treinamento para utilização do sistema de informação e integração da Guarda Civil Metropolitana.
A nova grade reflete a ampliação das atribuições assumidas pelas guardas municipais nos últimos anos. Além da proteção de prédios, equipamentos e serviços públicos, a corporação participa de patrulhamento preventivo, operações de trânsito, atendimento a ocorrências e ações integradas com outras forças de segurança.
Em Campo Grande, os agentes atuam em escolas, unidades de saúde, terminais de transporte, parques, praças e demais espaços públicos. A presença da corporação também se estende a fiscalizações, operações especiais e ações preventivas em diferentes regiões da cidade.
A resolução que instituiu a nova matriz entrou em vigor com a publicação. O documento, porém, não informa quando a formação começará, quantas turmas serão abertas nem se todos os integrantes da Guarda terão de cumprir integralmente as 760 horas.
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