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Prefeita veta projeto que obrigava ar-condicionado em ônibus de Campo Grande

Município afirma que a obrigatoriedade poderia acarretar em pedido de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão, além de haver vício de iniciativa

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), vetou integralmente o projeto de lei, aprovado na Câmara Municipal, que obrigava a instalação de ar-condicionado nos ônibus do transporte público. O veto foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Município na última sexta-feira (18).

A proposta havia sido aprovada na Câmara no dia 26 de junho. Conforme o texto, de autoria do vereador Landmark (PT), o Consórcio Guaicurus ficaria obrigado a instalar ar-condicionado nos novos ônibus, garantindo condições adequadas de conforto térmico aos passageiros e motoristas.

Ainda segundo a justificativa o projeto, o Município tem autorização de intervir nos contratos de concessão em andamento e na licitação de novas concessões, devendo incluir como requisito essencial a exigência de instalação dos equipamentos nos veículos.

No entanto, no veto, a prefeitura afirma que o "Legislativo Municipal não pode interferir no contrato de concessão pactuado com o Município, através do Executivo, impondo novas obrigações às concessionárias de transporte, alterando os respectivos contratos de concessão e afetando, sobremaneira, seu equilíbrio econômico-financeiro, ocasionando despesas ao Município".

Além disso, em consulta à Procuradoria-Geral do Município (PGM), também houve manifestação pelo veto total, sob argumento de que há invasão de competência praticada pelo Poder Legislativo, a qual atenta contra a divisão de Poder adotada pelo ordenamento constitucional brasileiro. 

A PGM sustentou que o projeto também fere artigos da Lei Orgânica do Município, "que guarda expressiva simetria com a Constituição Federal e Estadual, padecendo, portanto, de insanável inconstitucionalidade, por vício de iniciativa".

"Justifica, ainda, que o Poder Legislativo municipal, quando pretende impor obrigações a contratos de concessão já firmados, atua como terceiro estranho à relação contratual estabelecida entre o Executivo e a concessionária. Tal interferência configura violação ao princípio da relatividade dos efeitos contratuais e usurpação de competência administrativa", finaliza o parecer.

A Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agereg) também se posicionou pelo veto total, argumentando que os contratos administrativos são regidos pelos princípios da legalidade, da continuidade do serviço público, da segurança jurídica e do equilíbrio econômico-financeiro.

"Eventual imposição legislativa implicará em aumento de custos operacionais e poderá acarretar em um pedido de reequilíbrio econômico-financeiro do Contrato por parte do Consórcio", diz a manifestação.

Dessa forma, a prefeitura salientou que a relevância da proposição, mas o projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal foi vetado integralmente.

 

Nova Regulamentação

Agetran autoriza teste de bicicleta elétrica e patinetes compartilhados

O período experimental terá duração de 90 dias, podendo ser revogado à qualquer momento

22/06/2026 12h00

Campo Grande abre caminho para patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em fase de testes

Campo Grande abre caminho para patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em fase de testes FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Através de uma publicação feita no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta segunda-feira (22), ficou estabelecido que Campo Grande passará por um período experimental para a operação de sistemas de patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas. 

Os testes terão a duração de 90 dias e serão fiscalizados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). 

Inicialmente a implementação não será imediata e ainda não foi sinalizado qual ou quais empresas estariam interessadas em investir no projeto. 

Caso a empresa tenha interesse em assumir este projeto, será necessário submeter um Plano Operacional, cumprindo alguns requisitos básicos solicitados no Diogrande. 

De acordo com o Diário Oficial, as empresas terão que ter algumas garantias, como disponibilizar um canal gratuito para que os usuários e fiscalização, facilitando a comunicação entre empresa e cidadão. 

Devem garantir também a manutenção dos equipamentos e a preservação do bom estado para o uso. O recolhimento dos patinetes e bicicletas, também será de responsabilidade da empresa.

A Agetran ainda solicita que os dispositivos tenham tecnologias como GPS e um sistema chamado “geofencing”, que pode bloquear o uso ou limitar a velocidade em certas áreas, como calçadões e praças específicas. 

Ainda no plano operacional, terão que ser apresentados pontos como, as áreas exatas onde os equipamentos vão circular, a quantidade de patinetes e bicicletas que serão colocados nas ruas, como será feita a manutenção e o atendimento ao usuário e como a empresa vai monitorar a frota em tempo real.

A Agetran além de realizar a fiscalização durante o período experimental, fica sob incumbência da agência a delimitação de áreas onde poderá acontecer os patinetes e bikes poderão circular.
 

TERMO ADITIVO

Clínica de SC recebe 5 milhões para esterilizar cães e gatos em MS

A empresa catarinense também foi contratada para prestar serviço de aplicação e registro de microchips nos animais

22/06/2026 11h45

O serviço faz parte da do MS Vida Animal, programa estadual que visa a proteção do bicho através do desenvolvimento de políticas públicas.

O serviço faz parte da do MS Vida Animal, programa estadual que visa a proteção do bicho através do desenvolvimento de políticas públicas. Foto: Freepik

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O Governo de Mato Grosso do Sul, através da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, destinou R$ R$ 5.587.500 à empresa Dengoso e Manhosos Clínica Veterinária, que tem sede em Joinville, Santa Catarina. 

A empresa catarinense foi contratada para prestar o serviço de esterilização cirúrgica, aplicação e registro de microchips em cães e gatos.

O termo aditivo garantiu acréscimo de 25% ao valor do Contrato nº003/2025. Com isso, a empresa ganhará mais R$ 1.117.500,00, além dos R$ 4.427.982,00 que já recebeu do Governo de Mato Grosso do Sul. Só em 2026, o Estado já empenhou R$ 1.825.324,50 à clínica.

O serviço faz parte da do MS Vida Animal, programa estadual que visa a proteção do bicho através do desenvolvimento de políticas públicas. Além da proteção, também age no controle populacional de cães e gatos, combate a maus-tratos e abandono.


 

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