Cidades

Alcinópolis

Prefeito de Alcinópolis anuncia que retomará expediente hoje

Prefeito de Alcinópolis anuncia que retomará expediente hoje

karine cortez

03/11/2010 - 03h50
Continue lendo...

 O prefeito da cidade de Alcinópolis, Manoel Nunes da Silva (PR), garantiu ontem, em entrevista ao Correio do Estado, que a prefeitura funcionará normalmente a partir de hoje, inclusive, com ele despachando diretamente do gabinete. "Às 7h abriremos as portas e eu estarei trabalhando normalmente. A prefeitura permaneceu fechada até hoje (ontem) porque seguimos a decisão do Estado e emendamos o feriado", explicou. Manoel é suspeito por familiares do vereador Carlos Carneiro (PDT), 40 anos, morto em Campo Grande no último dia 26 (terça-feira), de ter sido o mandante do assassinato e por isso permaneceu afastado da cidade por três dias.

"Como as pessoas aqui na cidade estavam me ameaçando mandando recado pelos meus companheiros, fui orientado pela polícia local a me afastar até os ânimos se acalmarem. Voltei no domingo para votar e permaneço aqui", disse o prefeito. Questionado se teme sair às ruas e de ter uma vida normal na cidade com pouco mais de 4 mil habitantes, Manoel admitiu que tem medo e que por isso está se mantendo "reservado". "Medo a gente tem, porque nunca sabe o que se passa na cabeça das pessoas. Quando preciso fazer alguma coisa na rua eu saio e volto logo. Estou procurando me reservar, mas não vou sair daqui. Nasci aqui e se tiver que me acontecer alguma coisa, será aqui", garantiu.

O prefeito disse que acredita na Justiça e espera que as investigações sejam concluídas o quanto antes. "Espero que a Justiça apure logo isso para acabar logo com esse mal-estar que se instalou aqui na cidade", enfatizou Manoel.

 O crime
O vereador Carlos Antonio Costa Carneiro, 40 anos, foi assassinado no final da manhã do último dia 26 (terça-feira) com três tiros na Rua Guia Lopes, em Campo Grande, ao lado do Hotel Vale Verde. Na ocasião, Aparecido de Souza Fernandez, 28 anos, e Irineu Maciel, 38 anos, foram presos em flagrante acusados de serem os autores do crime. Os dois foram detido pelos investigadores da Delegacia Geral da Polícia Civil (DGPC), Adilson Costa e Eduardo Alen, que passavam pelo local na hora dos disparos. Os autores contaram aos policiais que o crime foi encomendado e que receberiam R$ 20 mil pelo serviço.

 Emboscada
O vice-prefeito de Alcinópolis, Alcino Fernandes Carneiro e pai do vereador assassinado, acredita que o filho foi vítima de uma emboscada. Ele contou que no dia do crime o rapaz recebeu um telefonema de alguém, que ele não sabe quem é, convidando-o para almoçar no Hotel Vale Verde, situado na Avenida Afonso Pena.

Por volta de meio-dia o rapaz foi até o local combinado e foi informado de que no estabelecimento não serviam almoço.

Mobilidade

Transporte público terá operação especial no aniversário de Campo Grande

Medida busca adequar a oferta de ônibus à movimentação do feriado

25/08/2026 18h15

Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) preparou um plano operacional especial para o transporte público nesta quarta-feira (26), feriado em comemoração aos 127 anos de Campo Grande.

De acordo com o planejamento, as linhas do transporte coletivo irão operar conforme o Plano Funcional de Domingos e Feriados, medida que busca adequar a oferta de ônibus à movimentação esperada na Capital durante a programação especial. 

As linhas 080, 081, 515 e 522, no entanto, funcionarão com o Plano Operacional de Sábado. Já a linha 234 seguirá a programação rotineira. 

A prefeitura disponibilizará dois veículos na reserva com tripulação nos terminais Guaicurus, Morenão, Bandeirantes, Aero Rancho, Júlio de Castilho, General Osório, Nova Bahia e Hércules Maymone. A estrutura estará disponível das 5h às 19h para atender eventuais necessidades durante a operação.

Serão mantidos cinco veículos reserva, com tripulação, na Praça do Rádio Clube, das 11h às 13h, período de maior movimentação previsto no local.

O Consórcio Guaicurus deverá acompanhar a operação das linhas e, quando necessário ou mediante determinação da fiscalização da Agetran, realizar ajustes após os horários de pico. Os períodos considerados são das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30. As adequações ficarão limitadas ao aumento da oferta de veículos para atender à demanda.

A Agetran também fará o acompanhamento da operação em tempo real, com possibilidade de ajustes ao longo do dia. A medida tem como objetivo garantir maior agilidade e eficiência no transporte coletivo durante o feriado e os eventos que integram a programação dos 127 anos de Campo Grande.

Erro Médico

Mulher trata HIV por oito anos sem ter o vírus em Campo Grande

TJMS manteve condenação da Prefeitura de Campo Grande ao pagamento de R$ 50 mil; documentos médicos indicaram que a paciente nunca foi portadora do vírus

25/08/2026 18h01

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV.

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV. Foto: Divulgação TJMS.

Continue Lendo...

Uma mulher submetida durante aproximadamente oito anos a tratamento contínuo contra o HIV descobriu que jamais esteve infectada pelo vírus. O caso, iniciado com um diagnóstico positivo realizado em 2016 na rede pública de saúde de Campo Grande, terminou com a manutenção de uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

A decisão foi proferida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pelo município. O colegiado confirmou a sentença da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Capital.

De acordo com o processo, a paciente recebeu o diagnóstico de HIV em 2016 e, desde então, passou a seguir o tratamento indicado pelos profissionais da rede municipal.

Durante os anos seguintes, fez uso contínuo de medicamentos antirretrovirais, acreditando ser portadora de uma infecção crônica e ainda cercada por forte estigma social.

A situação começou a ser esclarecida somente em 2024, quando um novo exame apresentou resultado não reagente.

A própria equipe de saúde passou a registrar a possibilidade de falso positivo no diagnóstico inicial. Posteriormente, um documento médico atestou que a mulher nunca havia sido infectada pelo HIV.

Oito anos convivendo com um diagnóstico equivocado

Ao analisar o caso, o Tribunal considerou que o dano não se limitou à informação incorreta recebida em 2016. Para os desembargadores, a falha também esteve na manutenção do diagnóstico e do tratamento durante cerca de oito anos, sem que a condição da paciente fosse devidamente confirmada.

Nesse período, a mulher permaneceu exposta a medicamentos considerados potencialmente tóxicos e às consequências emocionais de acreditar que possuía uma doença incurável.

O acórdão destacou ainda o impacto psicológico e social associado ao HIV, condição que, apesar dos avanços da medicina, continua sendo alvo de preconceito e desinformação.

No recurso, a Prefeitura de Campo Grande sustentou que não houve falha na prestação do serviço público.

O município argumentou que os exames poderiam apresentar limitações científicas e que a responsabilização dependeria da comprovação de culpa dos profissionais envolvidos. Também pediu, alternativamente, a redução do valor da indenização.

As alegações não foram acolhidas. Segundo o relator, desembargador Alexandre Raslan, o município não apresentou prova técnica capaz de demonstrar que o resultado não reagente, ou seja, negativo para a presença do HIV, obtido em 2024 seria compatível com uma infecção verdadeira diagnosticada oito anos antes.

Também não comprovou que o erro teria decorrido de uma limitação científica inevitável.

Ainda que o primeiro resultado positivo pudesse ser atribuído a uma eventual falha do método de testagem, o Tribunal entendeu que essa possibilidade não explicaria a continuidade do diagnóstico equivocado e da medicação por um período tão prolongado.

Responsabilidade do poder público

O julgamento reconheceu a responsabilidade objetiva do município porque o diagnóstico, a prescrição e o fornecimento dos medicamentos decorreram de ações praticadas por agentes públicos.

Nesses casos, conforme prevê a Constituição Federal, não é necessário demonstrar individualmente a culpa de cada profissional, desde que estejam comprovados o dano e a relação entre a atuação estatal e o prejuízo sofrido.

Para os magistrados, não houve culpa da paciente nem qualquer acontecimento externo capaz de afastar a responsabilidade da administração municipal. A mulher apenas seguiu as orientações médicas que recebeu e cumpriu durante anos o tratamento estabelecido pela própria rede pública.

O valor de R$ 50 mil foi mantido por ser considerado proporcional à gravidade do dano, ao sofrimento provocado e aos cerca de oito anos de tratamento desnecessário, além de cumprir a função pedagógica de evitar falhas semelhantes na rede pública de saúde.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (25). Embora a condenação tenha sido mantida pelo TJMS, ainda podem ser apresentados recursos às instâncias superiores, dentro dos prazos previstos em lei.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).