Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura abre licitação de R$ 24 milhões para manutenção de semáforos

Será contratada empresa para manutenção da sinalização semafórica, horizontal e vertical na Capital

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A Prefeitura de Campo Grande abriu licitação para contratação de empresa para a prestação dos serviços técnicos de manutenção de toda a sinalização semafórica, horizontal, vertical e dispositivos auxiliares. O valor previsto é de R$ 24.459.466,47.

O edital de abertura foi publicado no Diário Oficial do Município desta segunda-feira (29).

Conforme o edital, a empresa será responsável também pelo fornecimento de materiais, equipamentos, software de controle de tráfego com suporte técnico e fornecimento de equipamentos para a ampliação do Centro de Controle Integrado de Mobilidade Urbana (CCIMU).

O pregão eletrônico será na modalidade menor preço.

O contrato terá vigência de um ano, contado da sua assinatura, podendo ser prorrogado sucessivamente, por até 10 anos.    

Atualmente, o serviço é realizado por intermédio da Agência Municipal de Transporte e Trânsito, em contrato assinado em abril de 2018, no valor de R$ 31.781.691,72 em 24 meses. Este contrato já foi renovado e aditivado algumas vezes desde então.

Para demonstrar a necessidade de uma atualização na sinalização, estudo técnico anexado no edital cita estatísticas do IBGE, que aponta que, ao final do ano de 2021, a Capital sul-mato-grossense registrou frota de 644.631 veículos, sendo 321.902 automóveis, 152.826 motocicletas, entre outros. 

O documento também faz referência a reportagem publicada pelo Correio do Estado, com balanço que em 2020 cerca de 77 campo-grandenses morreram em acidentes, e já no ano de 2021, foram cerca de 75 pessoas vítimas de acidente no trânsito.

"O Município de Campo Grande conta com uma alta taxa de motorização, sendo cerca de 70,37 veículos por 100 habitantes, além de colossal quantidade de acidentes automobilísticos, resultando em lastimáveis mortes e ferimentos em incontáveis vítimas e famílias, situação que culminou, no âmbito interno desta Agência, na reflexão sobre alterativas viáveis para que fossem aperfeiçoadas as condições viárias, através de melhoria da sinalização nos pontos críticos do Município, monitoramento e controle de tráfego", diz o estudo.

Com relação a manutenção, é citado os recorrentes roubos e furtos de fios de cobre, que ocasionam prejuízos e o não funcionamento dos equipamentos, sendo necessários reparos constantes e, se realizados pela própria prefeitura, por falta de equipes e materiais, não são feitos de forma rápida e satisfatória.

Não apenas pós-furtos, é comum reclamações de motoristas e pedestres quanto ao não funcionamento de semafóros em vários pontos da cidade, especialmente durante período de chuvas.

"Dado o caráter urgente e a necessidade contínua de realização dos serviços, vez que a malha da sinalização viária necessita de contínua manutenção, opta-se pela execução indireta do serviço para propiciar um trânsito seguro e com fluidez, evitando-se a ocorrência de sinistros", diz anexo do projeto.

Além do fornecimento de materiais e manutenção das sinalizações existentes, a empresa contratada será responsável pela troca de controladores de tráfego presentes nos corredores de transporte das Ruas Guia Lopes, Brilhante, Bahia e Av. Bandeirantes.

Atualmente, os cruzamentos dos corredores de ônibus funcionam em tempo fixo e o projeto aponta que passarão a ser controlados em tempo real.

"Essa tecnologia sendo operada em conjunto com a Central de Controle Operacional dos Ônibus, possibilitará menos interferências de parada e espera dos ônibus, garantindo assim um menor tempo de espera, melhorando o tempo de deslocamento para todo o sistema, além de fisicamente os operadores das centrais poderem interferir na operação do sistema, sendo através de ajustes de tempo semafórico, como no envio de informações para os condutores do ônibus".

A abertura das propostas será no dia 15 de maio de 2024.

INTERIOR

Corumbá destina R$20,8 milhões para terceirização de médicos plantonistas

Segundo "pacotão" divulgado neste ano atualiza montante para quase R$91,5 milhões em contratações de pessoas jurídicas para prestação de serviços plantões médicos

18/09/2026 13h00

Segundo a Prefeitura de Corumbá, intuito é ampliar e garantir a cobertura médica e reduzir filas de espera

Segundo a Prefeitura de Corumbá, intuito é ampliar e garantir a cobertura médica e reduzir filas de espera Reprodução/PMC/Divulgação

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Através da seção separada para atos da Prefeitura Municipal de Corumbá, o Executivo da popular Cidade Branca publicou hoje mais um "pacotão de privatização" dos profissionais da saúde, destinando quase 21 milhões para essa finalidade. 

Este não é o primeiro "pacotão" para privatização dos profissionais da saúde publicado por Corumbá, como bem acompanha o Correio do Estado, já que em meados de junho deste ano Corumbá já havia publicado uma primeira relação que, na ponta do lápis, somavam R$70.627.500,00. 

Sendo que há cerca de três meses houve a publicação de 15 extratos, a relação de hoje soma a destinação de exatos R$20.805.000,00, com os seguintes nomes: 

  • R$5.475.000,00 - GALOTI SERVIÇOS MÉDICOS LTDA.;
     
  • R$5.475.000,00 - FORTES SERVIÇOS MÉDICOS LTDA.;
     
  • R$5.475.000,00 - P.H. ASSISTÊNCIA MÉDICA E SAÚDE LTDA.;
     
  • R$4.380.000,00 - M.F.D. DE RIBEIRO DANTAS LTDA.

Conforme consta nos extratos do termo de adesão de prestação de serviços, o objeto em questão trata-se do credenciamento para a contratação de pessoa jurídica para prestação de serviços plantões médicos. 

Esses profissionais, como mostra o documento, são voltados para a chamada Rede de Urgência e Emergência (RUE) corumbaense, com contratação que deve durar o período de 12 meses.

Somados, no intervalo de três meses, os montantes divulgados em 18 de junho e nesta sexta-feira (18 de setembro) acumulam a quantia de R$91.432.500,00 para a "terceirização de médicos plantonistas" em Corumbá. 

Entenda

Esse credenciamento foi aberto ainda em fevereiro deste ano, pelo Executivo da Cidade Branca através da respectiva Secretaria Municipal de Saúde, para pessoas jurídicas interessadas na prestação de serviços médicos na Rede de Urgência e Emergência (RUE) corumbaense.

Este edital prevê a contratação de plantonistas para atuação em: 

  • Pronto-Socorro Municipal de Corumbá,
  • Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e
  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Segundo repassado pela Prefeitura de Corumbá, o intuito por trás do chamamento público é justamente ampliar e garantir a cobertura médica. A ideia é alcançar maior agilidade no atendimento à população, principalmente nos períodos de maior demanda. 

Com esta iniciativa o Executivo pretende, por exemplo, reduzir filas de espera e assegurar assistência em um tempo oportuno nos plantões de qualquer um dos três turnos (matutino, vespertino e noturno), desde segunda até domingo. 

Esses profissionais, uma vez inscritos, ficam credenciados por um prazo de cinco anos, sendo remunerados com o valor estimado de R$125,00 pela hora médica, como consta na tabela presente no termo de referência lançado junto do edital. 

Conforme o edital, os credenciamentos foram abertos para as qualidade de:

  1. microempresa;
  2. empresa de pequeno porte e 
  3. microempreendedor individual. 

Divididos entre os montantes de 2.190 e 4.380 horas, os valores unitários de 125 reais podem render um total estimado entre R$273.750,00 e R$547.500,00. 

"Durante todo o período de vigência, o credenciamento permanecerá aberto, com o edital disponível em sítio eletrônico oficial, de modo a permitir o cadastramento permanente de novos interessados", complementa o texto de divulgação oficial.

 

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ARQUIVAMENTO

Câmara arquiva projeto de construção de CAPS em praça de Campo Grande

Ministério Público Estadual já havia pedido a suspensão imediata das obras no local

18/09/2026 12h30

Praça no Guanandi cercada por tapumes apresentava estruturas de obras

Praça no Guanandi cercada por tapumes apresentava estruturas de obras Marcelo Victor / Correio do Estado

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A Câmara Municipal de Campo Grande arquivou o Projeto de Lei 12.490/26, enviada pelo Poder Executivo, que visava retirar a denominação da Praça Artemizia da Silva Lima e viabilizar a construção de um Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPS IJ) no local. 

A Praça Artemizia da Silva Lima está situada entre as ruas Amiuté, Dona Neta e a Avenida Manoel da Costa Lima, no bairro Guanandi. O espaço foi oficialmente denominado como praça por meio da Lei Municipal nº 6.463/2020.

Durante a sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (17), o representante da comunidade, Wagner Franco Abrão, utilizou a Tribuna para expor a insatisfação dos moradores da região. Em sua fala, ele ressaltou o impacto negativo da perda de uma área verde essencial para a qualidade de vida e lazer das famílias. O pleito foi formalizado por meio de um abaixo-assinado entregue com cerca de 400 assinaturas.

O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), apoiou os moradores e destacou que a Administração Pública e o Legislativo precisam ter a sensibilidade de ouvir a população.

"Não é feio recuar. O feio é você insistir no erro. [...] Aquilo ali é um patrimônio da comunidade. Acho que tem que conversar com a comunidade. O CAPS é importante, mas tem outras áreas naquela região. A administração tem que recuar quando está errado. Conta com o nosso apoio."

Diante do posicionamento contrário dos parlamentares e da comunidade, o líder do Executivo na Casa, vereador Beto Avelar (PP), solicitou a retirada de tramitação da matéria, resultando no seu arquivamento definitivo.

Os vereadores sugeriram que a prefeitura busque imóveis ou prédios públicos abandonados na região para a instalação do serviço de saúde mental, preservando o espaço comunitário da praça.

MP exigiu suspensão

Em maio deste ano, o Correio do Estado publicou uma matéria informando que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou a suspensão imediata das obras do CAPS no bairro Guanandi. A medida apurava o possível uso irregular de um bem destinado originalmente ao lazer da população.

Como o espaço foi oficialmente denominado como praça por meio da Lei Municipal nº 6.463/2020, o MPMS caracterizou sua destinação como bem de uso comum do povo.

De acordo com a 34ª Promotoria de Justiça, a construção de um equipamento público de saúde no local pode representar mudança indevida da finalidade do espaço, de uso comum para uso especial, sem que tenha havido a necessária “desafetação” por lei específica.

O promotor de Justiça Luiz Antônio Freitas de Almeida destacou que, pela legislação vigente, uma área classificada como praça não pode ter sua destinação alterada por ato administrativo. “A desafetação só poderá ser feita por outra lei, devidamente fundamentada no interesse público”, aponta o documento.

A recomendação na época era para que o município suspendesse imediatamente qualquer intervenção que descaracterizasse a área como praça, incluindo a paralisação de licenças, alvarás e contratos relacionados à obra.

Além disso, estabeleceu prazo de dois meses para que a Prefeitura desfizesse as intervenções realizadas e promovesse a restauração do espaço.

A área já estava cercada por tapumes, com a construção de um muro em uma das extremidades. Não havia máquinas em funcionamento no momento, mas foram observados equipamentos e materiais de obra, como betoneira, tijolos, areia e pedras.

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