Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura coloca 15 equipes nas ruas para normalizar a cidade após temporal

Número de frentes de trabalho sobe para 20 com o apoio do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul

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Após o temporal de quinta-feira (10) deixar um verdadeiro rastro de destruição, a Prefeitura Municipal de Campo Grande mobilizou 15 equipes que trabalham para normalizar a Cidade Morena, número de frentes de trabalho que sobe para 20 com o apoio da Defesa Civil do Mato Grosso do Sul. 

"Nós temos em torno de 15 equipes nas ruas e estão desde ontem trabalhando. Nós temos um gabinete de situação que existe há mais de um ano e está posto para atender às demandas, esse novo El Niño vêm trazendo novas possibilidades... então a cidade está preparada", disse a prefeita Adriane Lopes na manhã de hoje (11). 

Como bem esclarece o coordenador da Defesa Civil de Campo Grande, Enéas Netto, há um reforço total por parte do Executivo da Capital, que deixou todas as equipes de prontidão, o que engloba, por exemplo, as secretarias de Saúde e Educação e demais repartições. 

"Nós tivemos um desastre que aconteceu na Esplanada Ferroviária, em que uma pessoa já está fazendo o registro no sistema de informações de desastre do Governo Federal. Todos os levantamentos primários a fim de averiguar quais são as medidas, às vezes até mesmo de pleitear recursos para poder socorrer Campo Grande", explica ele.  

Além dessas frentes de trabalho, o Governo de Mato Grosso do Sul indicou que está acompanhando a situação e colocou a Defesa Civil à disposição da Prefeitura de Campo Grande para atuar de forma conjunta no atendimento às ocorrências. 

Isso reflete em um incremento de mais cinco equipes, somando 20 no total, empenhadas para a solução dos problemas e normalização da Capital. 

"O governo do estado já se manifestou em socorrer a Campo Grande também, dando todo o suporte para nós. Então nós já estamos em trabalho também junto à Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil", complementa Enéas Netto. 

Estragos na Capital

Conforme os números repassados pela equipe da prefeitura, passado o temporal, até o início da manhã já haviam sido contabilizados mais de 100 registros de árvores caídas, além de 26 escolas destelhadas e outras três unidades de assistência social afetadas. 

Além disso, há ainda um alerta emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) que reforça ainda o risco de tempestade pelas próximas horas, até às 22h59 de hoje (11), motivo pelo qual as aulas da Rede Municipal de Ensino (Reme) foram suspensas no período vespertino nesta sexta-feira. 

Entre os estados soma-se o caso da unidade de saúde do bairro Jardim Universitário, porém, apenas seis chamadas em áreas mais vulneráveis de habitação foram registradas, sendo que a própria prefeita Adriane Lopes faz questão de indicar que "a região mais afetada foi a central da cidade". 

Com ventos de até 86 quilômetros por hora várias árvores foram derrubadas, inclusive sobre a rede elétrica, e os estragos ainda estão sendo contabilizados enquanto o município se prepara ainda para a possibilidade de um novo vendaval. 

"Não existe uma medida específica porque as árvores estavam sadias, em locais da cidade e não há o que fazer no momento onde nós tivemos ventos estimados em torno de 86 km por hora, como nunca aconteceu. Não tem como você prever que árvore vai cair, mas tem ações que as secretarias estão tomando para mitigar, atender a população e para trazer todo o atendimento de todas as secretarias para aqueles que precisarem", completa Adriane Lopes. 

Wagner dos Santos é empresário e estava na Borgari Automóveis no momento em que a tempestade começou a "apertar". Ele disse que estavam trabalhando e estranharam a mudança no clima. 

"Começamos a olhar os ventos aqui e percebemos que a árvore estava balançando bastante. A gente ficou meio afastado da frente da loja, longe um pouco da árvore, não deu cinco minutos a árvore caiu em frente à loja em cima de um carro". 

Ele esclarece que o carro tratava-se do veículo de um cliente externo que Wagner comenta que estava "na hora errada". 

"O carro dele infelizmente, pelo conhecimento que tenho de carro, provavelmente deu perda total. Estamos sem energia aqui e esperando o poder público trabalhar para reestabelecer", comenta o empresário. 

Importante reforçar que o telefone 156 é o canal usado para recepcionar as solicitações de serviço, como os de desobstrução de vias e remoção de árvores caídas. 

Ao Correio do Estado, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas "Papy"  Vicente Silva Neto, citou o trabalho de primeiro momento, destacando ainda a necessidade de ampliar o debate sobre meio ambiente e o que têm sido usado no enfrentamento às mudanças climáticas ao redor do globo. 

Para Papy, ainda que essas medidas não sejam aplicadas, é necessário "pavimentar" o tema pela própria questão cultural da cidade, orientando inclusive o campo-grandense a respeito de como se comportar diante dos efeitos climáticos presentes no cotidiano atualmente. 

"Campo Grande é a cidade com mais árvores do Brasil, é uma capital recheada de espécimes frondosas que todo mundo ama, mas junto dela tem a rede elétrica. Quando cai, traz prejuízo e perigo para as pessoas. Será que elas podem conviver juntas? Por que não a fiação subterrânea.

Você trabalhar o tipo que pode estar em canteiros estreitos, como esse aqui da Mato Grosso que estamos vendo. É desproporcional para o tanto de terra que você tem embaixo, porque do lado você tem asfalto que está impermeabilizado... então ela está inadequada aqui, ecologicamente falando", pontua.

Papy reforçou ainda que o número da Defesa Civil é o mais indicado para os registros e solicitações de serviços, porém a população também pode procurar os vereadores para encaminhamento das demandas ao poder público. 

"O 156 é o canal correto, mas os 29 gabinetes estão à disposição, inclusive a presidência e os vereadores estão nos bairros hoje olhando as situações, recebendo as chamadas e transferindo isso para o poder público", conclui. 

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vai à promulgação

PEC da Segurança Pública é aprovada por unanimidade no Senado

Texto prevê mudanças na estrutura da segurança pública e no combate ao crime organizado; Maioridade penal tramitará em projeto à parte

03/11/2026 18h41

PEC da Segurança foi aprovada por unanimidade no Senado

PEC da Segurança foi aprovada por unanimidade no Senado Foto: Jonas Pereira / Agência Senado

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O Senado aprovou nesta terça-feira, 3, em dois turnsos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das principais apostas do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 2026.

Em 1º turno, foram 73 votos a favor e nenhum contra e, em 2º turno, foram 75 favoráveis e nenhum contra. Com a aprovação, a PEC vai para promulgação.

A oposição queria usar a PEC da Segurança para aprovar uma redução da maioridade penal para 16 anos de forma geral e para 14 anos nos crimes hediondos, mas o plenário aprovou um requerimento para transformar em um projeto à parte as duas emendas que tratavam sobre o tema.

Apresentada pelo Executivo, a PEC 18/2025 reorganiza o sistema de segurança pública - com ampliação de atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), por exemplo - e visa a fortalecer a integração entre as forças de segurança, sobretudo no combate ao crime organizado.

O texto prevê a criação de polícias municipais, de ouvidorias autônomas e do Sistema de Políticas Penais, para melhorar a administração do sistema prisional brasileiro. Além da destinação de mais recursos para a área da segurança, com a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição.

O presidente Lula tem sinalizado que, após a aprovação da PEC, criará o Ministério da Segurança Pública. A ideia é que a pasta centralize a interlocução com os Estados na área e coordene medidas para um combate ainda mais efetivo em relação ao avanço de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

nesta quarta

Avanço do sarampo mobiliza ação de orientação e vacinação em MS

O Brasil registrou 61 casos importados de sarampo neste ano e o aumento da ocorrência acende alerta para medidas preventivas; Em MS, ação acontecerá no aeroporto

03/11/2026 17h53

Ação de prevenção também terá vacinação em Campo Grande

Ação de prevenção também terá vacinação em Campo Grande Divulgação/ Governo de MS

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O avanço do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas levou o Ministério da Saúde a  reforçar o alerta de monitoramento do risco da doença no Brasil. Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) realizará ação nesta quarta-feira (4) para reforçar a prevenção no Estado.

A ação de orientação e vacinação contra o sarampo será no Aeroporto Internacional de Campo Grande, a partir das 10h.

Conforme a SES, durante a mobilização, haverá oferta da vacina tríplice viral para pessoas de 1 a 59 anos sem registro de vacinação. A tríplice viral protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.

A vacinação é a principal forma de proteção. A tríplice viral está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), com a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos que não foram vacinados também devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e conferir a caderneta.

Casos importados

O aumento da ocorrência em outros países aumenta a pressão sobre o Brasil, que, conforme a última atualização do Ministério da Saúde, de 21 de outubro, registrou 61 casos de sarampo neste ano, a maioria com origem importada.

O País permanece como área livre do sarampo, pois não há transmissão sustentada da doença em território nacional desde 2024, mas a manutenção desse status é desafiadora, segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações do Brasil, Eder Gatti.

"O nosso certificado foi conquistado em 2016 e perdido em 2019, porque houve a reintrodução da doença na região Norte. Ela se espalhou pelo país e teve um grande surto em São Paulo, com 19 mil casos", lembra Eder Gatti. 

"Há uma diferença de postura e resposta muito evidente, que se observa pelos resultados", acrescenta. 

Em 2023, ano anterior à reconquista do certificado, os índices de vacinação da tríplice viral, dentro do calendário básico infantil, foram de 88% na primeira dose e de 66% na segunda. Já em 2024, a cobertura subiu para 96% e 78%, respectivamente. Neste ano, as taxas preliminares são de 95% na primeira dose e 80% na segunda. 

"Apesar do contexto internacional, o Brasil segura a sua certificação e espero que a gente consiga manter esse cenário, porque a gente está falando de uma doença que mata crianças, causa abortos e complicações obstétricas. É uma doença que tem um índice de letalidade muito maior para as populações mais vulneráveis, indígenas e pessoas em situação de pobreza", afirmou Garri à Agência Brasil.

Avanço no exterior

Os Estados Unidos registram o pior surto de sarampo em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), com quase 5 mil casos confirmados em 2026, contra 2.289 no ano passado.

Seis mortes foram confirmadas nos EUA neste ano. 

Mais de 90% dos casos confirmados são pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.  

Na região, EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram 99,5% dos casos confirmados em 2026, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Transmissão e prevenção

A transmissão do vírus do sarampo ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. 

A transmissão pode ocorrer entre 6 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. 

Todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. As gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto deverão receber a vacina no puerpério.

 

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