Cidades

ADITIVO

Prefeitura gasta R$ 3,4 milhões para medir consumo da iluminação pública

Arrecadando R$ 143,9 milhões por ano com taxa embutida na conta de luz, serviço contratado em 2021 para cadastramento de todas as luminárias existentes na Capital é mais uma vez renovado sem licitação até outubro

Continue lendo...

Através da edição desta quinta-feira (22) do Diário Oficial de Campo Grande, o Executivo apresentou aditivo ao contrato com o Consórcio Pantanal, no valor de R$ 3.485.713,14. Prorrogado, o acordo firmado em 2021 estende-se agora até 30 de outubro deste ano, buscando inicialmente um cadastramento de todas as luminárias existentes na Capital. 

O portal da Transparência de Campo Grande indica que esse serviço é custeado com recursos da chamada Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip). 

Servindo com uma espécie de "conferência", a Pasta justifica que com esse cadastramento, o município consegue acompanhar se a conta de energia lançada pela concessionária responsável (Energisa), de fato é compatível com o consumo estimado pelo sistema de iluminação pública, já que relaciona a potência de cada uma dessas referidas luminárias. 

Como esclarece a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), essa prorrogação sem licitação se dá devido à necessidade de readequação no programa de trabalho. 

Segundo a pasta, num primeiro momento a previsão estimava o cadastramento de 80 mil luminárias, se deparando com mais serviço pelo caminho. 

"Percebeu-se a necessidade de fazer o cadastramento de outras 30 mil, aproximadamente. Mesmo com a prorrogação, não houve alteração no valor do contrato", respondeu a Sisep ao Correio do Estado. 

"E isso otimiza também o trabalho de manutenção realizado... a Sisep recebe a informação de que as luminárias de determinada rua ou avenida estão queimadas, a equipe de manutenção se desloca já sabendo a potência das lâmpadas que precisam ser substituídas e isso agiliza o serviço prestado à população", comentam. 

Desempenho exemplar

Como já abordado pelo Correio do Estado em março de 2023, ano passado o município indicava "lucro" de R$ 59,6 milhões com a chamada Contribuição para o Custeio dos Serviços de Iluminação Pública. 

Alvo constante de reclamações, a Cosip foi a forma encontrada pelo então prefeito André Puccinelli de "legalizar" a antiga taxa de iluminação pública. Essa contribuição varia conforme o consumo, e possui também isenção para residências com consumo mensal abaixo de 100 quilowatts/hora. 

Diante disso, a Cosip tem gerado arrecadações elevadas para Campo Grande, que engaria com a contribuição mais do que consegue Curitiba, por exemplo, que tem praticamente o dobro da população campo-grandense. 

Enquanto Campo Grande aparece com a 10ª maior arrecadação bruta da Cosip (R$ 143.941.441,09 auferidos no último ano pela Frente Nacional de Prefeitos), a capital paranaense arrecadou com a contribuição pouco mais de R$ 132.2 milhões. 

Importante destacar que esses recursos arrecadados devem suprir total ou parcialmente o custeio da iluminação pública. Isso envolve desde essa reposição e manutenção dos equipamentos, referidos pela Sisep, como também as despensas com consumo energético. 

Esse montante é repassado então ao tesouro do município pela distribuidora, sendo que essa quantia não pode ser usado para outros propósitos. 

 

Assine o Correio do Estado

Reforma

Disputa entre empreiteiras reduz em 21% custo da reforma do Camelódromo

Empresa vencedora apresentou proposta de R$ 1,8 milhão, com economia de cerca de R$ 500 mil em relação ao valor previsto

26/03/2026 15h00

Crédito: Valdenir Rezende / Correio do Estado / Arquivo

Continue Lendo...

A Prefeitura Municipal de Campo Grande publicou, no Diogrande desta quinta-feira (26), o resultado da empresa vencedora da licitação para a reforma das instalações elétricas, com redução de 21% em comparação com o valor inicial.

Como noticiou o Correio do Estado, a Secretaria Especializada de Licitações e Contratos (Selc) abriu o pregão no dia 28 de novembro de 2025. O total de investimento previsto à época era de R$ 2,3 milhões, sendo R$ 700 mil provenientes de emenda parlamentar.

Com a disputa, a vencedora foi a Kelltch-On Elétrica e Construção Civil Ltda., que apresentou valor de R$ 1.817.160,52 para a reforma do sistema elétrico. Com isso, a proposta representa uma economia de R$ 500 mil, cerca de 21,7% em relação ao valor previsto.

A obra inclui a modernização das instalações elétricas dos boxes, iluminação interna e externa, áreas comuns e sistemas auxiliares, garantindo condições operacionais adequadas e prevenindo riscos como curtos-circuitos e incêndios.

Cabe ressaltar que a reestruturação completa da rede elétrica do centro comercial atende às normas NBR 5410 (instalações elétricas de baixa tensão) e NBR 5419 (proteção contra descargas atmosféricas), além das exigências do Corpo de Bombeiros e dos padrões da concessionária Energisa.

Incêndio

Em fevereiro de 2024, um incêndio destruiu seis boxes no Camelódromo, que estava fechado, e não houve vítimas.

Na ocasião, o presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes, Narciso Soares, informou que, por segurança, quando o local é fechado, os disjuntores são desligados. Entretanto, existia a possibilidade de algum aparelho eletrônico ter ficado na tomada, o que pode ter ocasionado a ignição.

A perícia também verificou hipóteses como o armazenamento de baterias e a necessidade de orientação dos comerciantes para evitar incidentes futuros.

Outro ponto levantado por Narciso é que o centro comercial não conta com alvará de funcionamento, devido à necessidade de ter a instalação elétrica totalmente refeita.

O local conta com cerca de 473 boxes. A revisão da rede elétrica proporcionará mais segurança aos comerciantes e consumidores.
 

Assine o Correio do Estado

Gameleira

Governo homologa licitações com deságio de 0,73% para construção de três presídios

Obras integram estratégia de ampliação do sistema penitenciário estadual

26/03/2026 13h45

Foto: Arquivo / Correio do Estado

Continue Lendo...

O Governo de Mato Grosso do Sul homologou, nesta quinta-feira (26), o resultado de três licitações para a construção de unidades prisionais de baixa complexidade no Complexo da Gameleira, em Campo Grande. Somadas, as propostas vencedoras totalizam R$ 65,6 milhões, deságio de 0,73% em relação ao valor inicialmente estimado, que era de R$ 66,08 milhões.

As obras serão executadas com prazo de até 1.200 dias, cerca de quatro anos, e integram a estratégia de ampliação do sistema penitenciário estadual.

A primeira licitação, que previa investimento de R$ 22.318.979,79 para a Gameleira I, foi homologada por R$ 22.185.230,81, economia de R$ 133.748,98 (0,60%). A vencedora foi a empresa JAC Engenharia Soluções Inteligentes Ltda.

Já a construção da Gameleira II teve redução de 1% sobre o valor inicial de R$ 21.442.461,34, sendo homologada por R$ 21.228.036,72, diferença de R$ 214.424,62. A obra será executada pela empresa Poligonal Engenharia e Construções Ltda.

A terceira unidade, Gameleira III, teve valor ajustado de R$ 22.318.979,79 para R$ 22.187.208,50, economia de R$ 131.771,29 (0,59%). A responsável será a Engetal Engenharia e Construções Ltda. Ao todo, o deságio alcançado nas três licitações foi de R$ 479.944,89.

Obras

Os certames haviam sido lançados em dezembro de 2025 pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), com avisos publicados no Diário Oficial do Estado. À época, os editais previam a contratação pelo critério de menor preço, com abertura das propostas em 19 de dezembro.

A construção dos novos presídios já estava prevista dentro do planejamento estadual. Em agosto de 2023, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou investimentos superiores a R$ 121 milhões para o fortalecimento da segurança pública em Mato Grosso do Sul, incluindo a construção de quatro unidades prisionais de baixa complexidade, com previsão de R$ 60 milhões.

Na ocasião, Dino participou, em Campo Grande, do lançamento do Programa de Ação na Segurança (PAS) e do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2), em parceria com o governador Eduardo Riedel.

O pacote de ações também incluiu a entrega de oito viaturas voltadas ao combate à violência contra a mulher e outras 69 destinadas à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), investimento de R$ 10.772.250,00.

Assine o Correio do Estado 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).