A prefeitura de Campo Grande inicia hoje (30), às 13h30min, o início das obras de controle de enchentes e erosão no Bairro Cidade Morena. Serão investidos aproximadamente R$ 3,5 milhões nas duas frentes de serviço que contarão com recursos de emendas parlamentares e um saldo de contrato do PAC Lagoa no valor de R$ 2,2 milhões.
Segundo o secretário de Infraestrutura, Transporte e Habitação, Semy Ferraz, as obras de controle de enchente no Cidade Morena estão emperradas há mais de dois anos porque a Caixa Econômica Federal exigia o controle da erosão na nascente do Córrego Gameleira que recebe toda a enxurrada que desce das Moreninhas e do Bairro Santa Felicidade. O temor dos técnicosd a Caixa é de que a drenagem no Cidade Morena (onde há pontos de alagamentos) agravasse a erosão no Gameleira. A Prefeitura foi, então, em busca da autorização da Caixa para usar o saldo de recursos do PAC Lagoa na implantação de uma represa de contenção que vai estabilizar o processo erosivo.
No local onde hoje há uma voçoroca, surgirá um lago e em volta dele haverá replantio de vegetação. “Será mais uma área de contemplação para a população desfrutar”, observa o prefeito Gilmar Olarte . Segundo os engenheiros da Seintrha, se nada for feito, colocará em risco o residencial Novo Século e a sede do Grêmio Enersul, ambos localizados nas proximidades,
Além do controle da erosão, serão iniciadas nesta sexta-feira as obras de reforço da drenagem que interliga os bairros que ficam na margem direita (sentido centro-bairro) da avenida Gury Marques. Será adotado um sistema de construção não destrutivo e com isto não haverá necessidade de interdição da via.
Está prevista a implantação de aproximadamente um quilômetro de drenagem que descerá na altura da área onde uma das concessionárias do transporte coletivo vai construir a garagem. Conforme Semy Ferraz, a drenagem da avenida foi dimensionada numa época que a região tinha uma menor ocupação populacional. "Nos últimos 15 anos, foram construídos novos conjuntos, abertos loteamentos e executada a pavimentação de várias ruas, aumentando o volume de enxurrada que atingiu uma intensidade acima da capacidade de absorção das galerias pluviais. Surgem pontos de alagamentos na avenida que aumentam os risco de acidentes com a aquaplanagem dos veículos e, de quebra, abriu um processo erosivo na nascente do Gameleira, que é uma área de solo arenoso, muito frágil, propícia ao surgimento deste problema”, explica o secretário.


