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Prefeitura recua e adia envio de documentos sobre holerite oculto

A administração do município terá prazo de mais 20 dias para apresentar resposta com as informações atualizadas sobre as despesas com a folha de pagamento

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A Prefeitura de Campo Grande não apresentou explicação sobre discordâncias na folha de pagamento dos servidores e solicitou mais tempo ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) para apresentar documentos sobre o holerite oculto.

Conforme informações divulgadas pelo Tribunal de Contas, o pedido da prefeitura foi de prorrogar por 20 dias úteis o encaminhamento e a apresentação dos documentos com as informações atualizadas sobre as despesas com pessoal. Segundo o TCE-MS, a prorrogação do prazo é uma faculdade prevista no regimento interno do TCE-MS, no inciso 5 do artigo 202.

De acordo com relatório divulgado pelo Tribunal de Contas no mês de abril, a documentação apresentada anteriormente pela prefeitura da Capital demonstrou que a despesa total com pessoal nos exercícios de 2021 e 2022 atingiu, respectivamente, 59,16% e 57,02% da Receita Corrente

Líquida ajustada, ficando acima do limite estabelecido pela Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), que é de 54%.

O furo contábil encontrado pelos auditores do TCE-MS, somente no período de análise do ano passado, é de R$ 386.186.294,18. O valor refere-se às divergências entre as despesas com pessoal, as despesas com folhas de pagamento extraídas in loco e a despesa que de fato foi executada no orçamento.

A fiscalização provou o escândalo do contracheque oculto, revelado pela primeira vez pelo Correio do Estado em 19 de dezembro do ano passado, que mostrou que somente no mês de novembro daquele ano uma secretária integrante do primeiro escalão recebeu R$ 57 mil do município – dos quais R$ 34 mil estavam em uma folha de pagamento por fora, não indicada no Portal da Transparência, de valores pagos por meio de jetons e em uma rubrica chamada de “encargos especiais”, de efeito genérico.

Ontem, durante agenda pública da prefeitura, Márcia Hokama, titular da Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento (Sefin), apontou que a administração entregaria a documentação.

“A resposta vai ser entregue hoje. Não existe folha secreta, isso foi uma história que alguma pessoa inventou lá para trás”, disse a chefe da Pasta.

Segundo a secretária, a forma que o Tribunal recebeu a documentação é diferente da forma que ela foi contabilizada. Ela ainda confirmou que houve diferença entre os arquivos enviados, de duplicidade de lançamentos entre ativos e inativos.

“Alguns lançamentos de folha não foram considerados como ‘obrigações patronais’, então há sim diferenças entre valores, e elas são grandes”, disse Márcia Hokama.

Conforme trecho da inspeção, assinada na época pelo conselheiro Osmar Jeronymo, a divergência surge “entre a despesa com pessoal, apurada conforme folhas de pagamento encaminhadas ao Tribunal de Contas, e a executada orçamentariamente no exercício de 2022”.

DETERMINAÇÃO

Por conta dos achados durante a inspeção de auditores fiscais do TCE-MS, a Corte determinou à prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), a correção e a retificação dos dados e das informações constantes nas folhas de pagamento encaminhadas ao órgão, a realização de estudo técnico para analisar se é necessário alterar a lei que regulamenta os cargos públicos e a abstenção de admissões de servidores comissionados cujos cargos não possuem atribuições claramente definidas em lei.

Determinou também a revisão de atos normativos e administrativos e a realização de estudo técnico para averiguar o quantitativo real de servidores, com objetivo de elaborar e apresentar ao Tribunal de Contas um plano de providências ou estratégico para o saneamento do elevado número de contratações temporárias, inclusive contemplando a viabilidade da realização de concurso público.

Além do grande volume de revisões fiscais que o TCE-MS determinou que a Prefeitura de Campo Grande apresente, também pediu que sejam cessados os pagamentos de todas as gratificações e jetons que, somados, ultrapassem o salário-base dos servidores públicos municipais, além da realização da correção e da republicação dos dados das remunerações dos servidores municipais em seu Portal da Transparência.

NOVA LEVA

Defensoria Pública do MS divulga relação de nomeados do XVIII Concurso

Certame havia sido homologado em março de 2024 e prorrogação da validade em fevereiro deste ano dá chance de novas convocações até 2028; salários iniciais beiram R$34 mil

24/08/2026 13h01

Certame teve sua validade prorrogada graças à resolução da Defensoria Pública-Geral publicada em fevereiro deste ano

Certame teve sua validade prorrogada graças à resolução da Defensoria Pública-Geral publicada em fevereiro deste ano Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Através da edição desta segunda-feira (24) do Diário Oficial Eletrônico (DOE) do Estado, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul trouxe mais uma leva de nomeados habilitados do XVIII Concurso Público de Provas e Títulos da instituição. 

Voltado Para provimento dos cargos de Defensora Pública Substituta e de Defensor Público Substituto, esse concurso foi originalmente aberto em 2021, com sete vagas e salário inicial de aproximadamente 29 mil reais (exatos R$28.884,20). 

Vale lembrar que esse certame havia sido homologado há pouco mais de dois anos, em 19 de março de 2024, porém, teve sua validade prorrogada graças à resolução da Defensoria Pública-Geral do Estado (DPGE) de número 383/2026, publicada em fevereiro deste ano

Conforme divulgado inicialmente, das sete vagas originais cinco seriam voltadas para ampla concorrência e duas reservadas para candidatos cotistas negros, além de formação de cadastro reserva, através do qual novos aprovados estão sendo nomeados ao cargo de defensor público substituto, classe DP-22. 

Aparecem na relação divulgada hoje os seguintes nomes: 

  1. | CAROLINA BORGES SOARES
     
  2. | CINTHIA DE OLIVEIRA FERNANDES  
     
  3. | EVELIN DE OLIVEIRA LEITE (Cotista Negra)
     
  4. | RENATA FERREIRA DA SILVA 
     
  5. | DANIELE CASTANHARO 
     
  6. | LIVIA MARIA NASCIMENTO SILVA (Cotista Negra)
     
  7. | REBECCA DA SILVA PELLEGRINO PAZ
     
  8. | FELIPE AUGUSTO DA CRUZ (Cotista PcD)
     
  9. | GABRIELA DE OLIVEIRA DAS NEVES (Cotista Negro)
     
  10. | JÉSSICA RENATA GOMES PEREZ

Entenda 

Como parte do trajeto que trouxe esses aprovados nacionalidade brasileira ou portuguesa, somente para participar do concurso os interessados precisam possuir diploma de conclusão de curso de graduação, devidamente registrado, em bacharelado de Direito. 

Para o cargo, é necessário ter exercido, no mínimo, três anos de atividade jurídica e não acumular cargos,empregos e/ou funções públicas. Também não deve ter condenações criminais ou antecedentes criminais incompatíveis com o exercício das funções e não possuir condenação administrativa ou condenação em ação judicial.

Se à época do lançamento do edital o salário para esse nível de cargo girava em torno de R$28,8 mil, atualmente o valor atualizado corresponde a um montante de cerca de R$34.083,40. 

Antes da nomeação desses 10 novos nomes, o órgão ainda registrava um total de 26 cargos vagos, o que representa que pelo menos 16 outros aprovados que aguardam em cadastro reserva podem ser chamados ainda nos próximos dois anos. 

 

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Aniversário

Bolo de 800 quilos será distribuído gratuitamente após desfile

Com 540 quilos de massa, 160 quilos de recheio e 1,4 mil ovos, produção promete marcar as comemorações do aniversário da Capital

24/08/2026 12h45

Foto: Divulgação

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O bolo para o aniversário de 127 anos de Campo Grande, está entrando em fase final de confecção. A iniciativa de fazer um bolo de mais de 30 metros de comprimento partiu do Sistema Comércio MS, que é formado por Fecomércio MS, Sesc MS, Senac MS, Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF) e sindicatos empresariais.

Ao todo o bolo terá cerca de 32 metros de comprimento, 10 centímetros de altura e o seu peso final pode chegar a uma tonelada. Ao todo serão mais 540 quilos de massa, 160 quilos de recheio de doce de leite e impressionantes 1,4 mil ovos. 

Para produzir um bolo dessa magnitude, está sendo utilizada a cozinha e equipe de Gastronomia do Senac MS, a equipe já está na produção e prevê cerca de 16 horas apenas para montagem e finalização do bolo. 

Por conta de seu tamanho e da quantidade de ingredientes utilizados, é necessário um cuidado extra com a segurança dos alimentos, além dos procedimentos padrões como boa prática na manipulação, também serão coletadas amostras de cada lote produzido. 

Dessa forma, se tem o controle de qualidade para armazenar de forma adequada as amostras coletadas.

O transporte também exige cuidado e será realizado em condições adequadas para manter a preservação do alimento. 

O bolo será distribuído no dia 26 de agosto, data em que Campo Grande completa 127 anos. O local da distribuição será na Avenida Afonso Pena, entre as ruas 14 de julho e Calógeras.
 

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