Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura repassa verba federal e Consórcio Guaicurus deve pagar funcionários

Força-tarefa convocada pela Prefeita Adriane Lopes acelerou processo burocrático de transferência do valor do subsídio

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Boa parte da verba federal destinada ao Consórcio Guaicurus foi repassada pela Prefeitura de Campo Grande, nesta quinta-feira(8).

O valor acordado entre prefeitura e Consórcio, segundo o Diretor Robson Luis Strengari, da consessioária, é de R$ 11.700.000,00 iniciais, e será utilizado para o pagamento da folha salarial dos funcionários, que indicaram um possível inicio de paralização para sábado(10), se o atraso do salário não for corrigido.

Mesmo com a confirmação de pagamento feito pela Prefeitura, à reportagem do Correio do Estado, de acordo com Robson, o consórcio ainda não recebeu o valor.

"O valor prometido de R$ 11.700.000, segundo nos informaram, foi enviado para o banco, e está em processo de transferência, acreditamos que a verba da União entre na nossa conta amanhã (9/12)", declarou Robson Luis Strengari.

A data prevista para recebimento da verba federal, é a mesma na qual está marcada a assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande (STTCU-CG), para decisão do indicativo de greve dos motoristas.

Procurado, o Presidente do sindicato, Demétrio Freitas, não deu retorno a reportagem do Correio do Estado, se a assembleia de paralização seguirá marcada, mesmo depois deste possivel pagamento dos salários, próximo a acontecer após o acordo feito entre Prefeitura e Consórcio Guaicurus.

O governo federal destinou a empresas que administram o transporte coletivo, de 569 municípios do país, em outubro deste ano, subsídios como forma de manter o passe livre de idosos.

Esta verba foi transferida para os cofres públicos do município, para ser posteriormente repassada ao Consórcio Guaicurus. Porém o valor até então, ainda estava nas mãos da prefeitura.

Por meio de nota, a prefeitura de Campo Grande informou que “As tratativas avançaram, com intuito de liberar os recursos transferidos pela União ao Consórcio Guaicurus, conforme critérios e disposições estabelecidas pela Emenda Constitucional n° 123/22 e Portaria Interministerial MDR n° 09, visando custear o subsídio do transporte coletivo para os idosos”.

FORÇA TAREFA

Com objetivo de evitar greve no transporte coletivo, a Prefeitura de Campo Grande chamou uma reunião e criou uma força-tarefa com secretarias e agências para agilizar transferência de verba federal para o Consórcio Guaicurus.

A reunião da força-tarefa contou com representares da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Agereg), Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e Procuradoria-Geral do Município (PGM).

Em comunicado, a prefeitura informou que nessa reunião com as autoridades presentes, foi tratada para quinta-feira(8) a realização do pagamento da verba federal para o Consórcio Guaicurus, empresa administradora do transporte coletivo da Capital.

Campo Grande

Suspeito de matar casal no Taquarussu, tem prisão preventiva decretada

O caso aconteceu no início de junho, em um conjunto de kitnets no bairro Taquarussu em Campo Grande

24/07/2026 11h30

Divulgação: MPMS

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O caso de duplo homicídio que aconteceu no dia 5 de junho de 2026, obteve um novo desdobramento e restabeleceu a prisão preventiva do suspeito. Na ocasião, um casal foi assassinado dentro de sua própria residência após desentendimento com um vizinho. 

A medida foi acatada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, após recurso  apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

O juiz Aluízio Pereira dos Santos reavaliou o caso e acatou o pedido, ressaltando a insuficiência dos elementos reunidos até o momento não conferem suporte suficiente à tese de legítima defesa apresentada pela defesa. 

Outro ponto que chamou a atenção do magistrado para restabelecer a prisão preventiva, foi que após cometer o crime, o suspeito saiu da cena do crime e para a justiça a atitude indica um risco à aplicação da lei, que é quando as autoridades acreditam que o investigado pode fugir ou se esconder. 

RELEMBRE O CASO 

O crime aconteceu na manhã do dia 5 de junho de 2026, após um desentendimento entre vizinhos. O suspeito de cometer os assassinatos se chama Deivison Felipe Alves Brito, de 30 anos, as vítimas são Nathalia dos Anjos Molina, de 33 anos, e Ademar Spacino Júnior, 38.

De acordo com o relato da esposa de Deivison, autor dos disparos que mataram Natália e Ademar, as vítimas passaram a noite toda ingerindo bebidas alcoólicas e drogas, o que era prática habitual do casal.

Por volta das 05h30 desta sexta-feira, a mulher relata que ao sair de casa para ir trabalhar, foi abordada pelas vítimas de forma agressiva, onde uma delas tentou agredi-la com um pedaço de madeira e a outra disse que ia pegar uma faca para matá-la.

Deivison interveio, porém, Nathalia tentou agredi-lo com um pedaço de madeira. Nesse momento, a esposa do autor escutou disparos de arma de fogo e se escondeu dentro de sua residência.

Durante os questionamentos da Polícia, o autor do crime acrescentou que a outra vítima, identificada como Ademar, apareceu com uma faca nas mãos, e neste momento ele efetuou alguns disparos em direção a esta pessoa também.

Ainda de acordo com o relato da mulher, o rapaz saiu do local do crime somente para evitar que fosse agredido por populares e vizinhos, e que estaria na residência de sua mãe.

A perícia identificou três perfurações nas costas de Nathalia e duas na região do tórax de Ademar.

CRIME

Grupos virtuais são investigados após morte de adolescente de 13 anos em MS

Mensagens atribuídas a grupos virtuais indicam humilhações e possível incentivo

24/07/2026 11h10

Polícia Civil investiga se conversas em grupos virtuais tiveram relação com a morte da adolescente de 13 anos, em Naviraí

Polícia Civil investiga se conversas em grupos virtuais tiveram relação com a morte da adolescente de 13 anos, em Naviraí Divulgação

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A investigação sobre a morte de uma adolescente de 13 anos, encontrada sem vida na manhã de quarta-feira (22), em Naviraí, ganhou um novo capítulo com a divulgação de supostas conversas mantidas em grupos virtuais dos quais a vítima participava.

Os prints, que circulam nas redes sociais e ainda serão submetidos à perícia, mostram mensagens com ofensas, humilhações e pressão psicológica direcionadas à adolescente. O conteúdo é analisado pela Polícia Civil, que busca confirmar a autenticidade das imagens e identificar os responsáveis pelas publicações.

Em uma das conversas, um interlocutor ignora os pedidos de desculpas da adolescente e faz mensagens de incentivo à morte da vítima. Também há registros em que ela é pressionada a participar de uma chamada de voz em outro aplicativo.

Outro print, atribuído ao mesmo ambiente virtual, teria sido publicado após a morte da menina. Na mensagem, o autor trata o episódio como uma conquista do grupo e faz referência ao tempo gasto para convencer uma vítima a participar de uma suposta “trolagem”, além de mencionar a possibilidade de novos casos semelhantes. Parte do conteúdo foi ocultada, impossibilitando a identificação dos envolvidos.

Segundo informações divulgadas pelo portal Dourados Agora, a adolescente participava de servidores na plataforma Discord e vinha sendo submetida a desafios e situações de constrangimento impostas por integrantes dessas comunidades virtuais. Entre os relatos, há a informação de que um dos grupos teria exigido maus-tratos contra animais como forma de participação. Após as denúncias, o servidor teria sido removido da plataforma.

Polícia Civil investiga se conversas em grupos virtuais tiveram relação com a morte da adolescente de 13 anos, em Naviraí

Polícia Civil investiga se conversas em grupos virtuais tiveram relação com a morte da adolescente de 13 anos, em Naviraí

Relembre o caso

A adolescente foi encontrada pela mãe e pelo padrasto por volta das 6h, na varanda da casa onde morava. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas constatou que ela já estava sem sinais vitais.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que apura se houve indução, instigação ou qualquer tipo de participação de terceiros na morte da adolescente. Além da perícia nos prints, a Polícia Civil deve solicitar informações sobre os grupos virtuais e identificar os usuários envolvidos nas conversas.

A investigação também busca esclarecer se os episódios de humilhação e manipulação psicológica tiveram influência direta sobre a morte da adolescente. O caso reacende o debate sobre os riscos de comunidades virtuais que utilizam desafios, intimidação e violência psicológica para atingir crianças e adolescentes.

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