Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura vai intensificar trabalhos para liberar Ernesto Geisel

Liberação de R$ 3 milhões garantirá quase que totalidade da obra

RAFAEL RIBEIRO

11/09/2019 - 10h44
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Com a liberação de R$ 3 milhões por parte do Ministério do Desenvolvimento Regional, a Prefeitura de Campo Grande vai conseguir pagar quase 78% das medições pendentes de quitação (R$ 3,8 milhões) na revitalização do Rio Anhandui. Com isso, a partir da próxima semana, as obras voltarão a ser tocadas em um ritmo mais intenso, tempo necessário para as empreiteiras reforçarem as equipes. Segundo o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, a prioridade é reabrir ao tráfego a pista bairro/centro da Avenida Ernesto Geisel, no trecho entre as ruas Santa Adélia e Aquário, na região sul da Capital.

Semana que vem, equipes da secretaria vão iniciar a recomposição  da base do pavimento, fechar os buracos onde o asfalto foi mantido, serviços que precederão ao recapeamento. Funcionários das empreiteiras já estão trabalhando na reconstrução do meio-fio.

Aprovada a reprogramação, em fase final de análise, começam os serviços de acabamento do primeiro lote  (entre as ruas Santa Adélia e da Abolição): implantação da ciclovia (já está pronto o guarda corpo de concreto com 1,8 metro de altura que separa o canal do traçado da ciclovia),  recomposição do pavimento e urbanização.

O andamento das obras de controle de drenagem, controle de enchentes e revitalização do Rio Anhandui, numa extensão de quase 2 quilômetros, ficou prejudicado por conta do atraso no repasse de recursos, totalizando R$ 4,9 milhões, que foram  liberados em duas parcelas, R$ 3 milhões em junho e mais R$ 1,9 milhão, no mês seguinte.

“O prefeito esteve mais de uma vez em Brasília, onde se reuniu com o ministro Gustavo Canuto. Ele também contou com o apoio da bancada federal para garantir a continuidade da obra”, disse Fiorese.

Mesmo com os entraves  financeiros, a obra já está 60% concluída, com o lote  1 em estágio mais avançado, onde as duas margens já receberam paredões com até 9 metros de altura. Na  margem direita (sentido bairro centro), a estabilização do barranco foi concluída, com gabião e  placas de concreto em toda extensão da área abrangida pelo projeto( da Santa Adélia até a Rua do Aquário).

Nos lotes 2 e 3 , será preciso remanejar por alguns metros, em direção à pista, o emissário de esgoto (existente a partir da Rua da Abolição) para que seja possível fazer a mesma intervenção para estabilizar o barranco na margem esquerda.  A erosão  que avançava sobre  as pistas da Avenida Ernesto Geisel foi estancada e com as intervenções dentro do leito do rio, o Anhandui não transbordou mais .

BALANÇO

Nos lotes 2 e 3 (da Abolição até a Rua do Aquário) de  12.0151 m³ programados de gabião,  estão prontos 5.363 metros m³, na margem direita. No lote 2, foram concluídos os 2.723 m³ previstos para a margem direita e falta fazer 6.193m ³ da outra margem. No lote 3, o lado direito já recebeu gabião em toda sua extensão (2.640 m³) e falta concluir a outra margem (5.822m³).

Dos 4.492,50 de manta  geotêxtil  que revestirão os barrancos, mais de 4.000 metros já foram instalados. Este material, feito com poliéster, é colocado atrás das paredes de gabião, reforçando ainda mais a proteção das margens do aparecimento de novos processos erosivos. Dos 20.929 metros de muro de contenção em concreto armado programados, mais de 8 mil metros já foram construídos.

 

PEDÁGIO

Subprefeito de Anhanduí critica "tarifaço" de R$ 14 na BR-163

Em vídeo postado na rede social, Elenilton afirmou que o novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito

08/06/2026 18h15

Novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito

Novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito Gerson Oliveira

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O subprefeito de Anhanduí, Elenilton Dutra, utilizou as redes sociais para criticar o reajuste das tarifas de pedágio da BR-163/MS, previsto para entrar em vigor em agosto. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (8), ele classificou o aumento como um “absurdo” e pediu apoio da população para pressionar autoridades federais em busca de alternativas que minimizem os impactos para os moradores do distrito.

A manifestação ocorre após a divulgação de que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recomendou reajuste médio de 41,63% nas tarifas cobradas pela concessionária Motiva Pantanal, responsável pela administração da rodovia. Em algumas praças, como a de Campo Grande, a tarifa para veículos de passeio poderá se aproximar dos R$ 15.

No vídeo, Elenilton destacou a situação dos trabalhadores que precisam se deslocar diariamente entre Anhanduí e Campo Grande.

“Como que um trabalhador que reside no Anhanduí consegue pagar um valor desse para ir e vir de Campo Grande, mais o combustível do seu carro ou da sua moto? Isso é piada. Nós não podemos nos calar”, afirmou.

Segundo ele, o aumento pode provocar impactos econômicos e sociais para o distrito, que fica localizado a cerca de 60 quilômetros da Capital.

“Estão isolando o Anhanduí de Campo Grande. Como vamos trazer empresas ou qualquer outra coisa para o distrito com um pedágio caríssimo desse jeito?”, questionou.

Durante a gravação, Elenilton também defendeu a criação de mecanismos que reduzam o custo para os moradores da região, como descontos ou benefícios específicos para usuários frequentes.

“Não importa se vocês gostam do Elenilton ou não. Vocês têm que gostar do Anhanduí. É pelo Anhanduí que estou lutando. Quero contar com o apoio de cada um para procurarmos nossa bancada federal e não deixar esse absurdo acontecer”, declarou.

Veja o vídeo completo: 

 

 

Reajuste supera pedido da concessionária

Conforme nota técnica da ANTT, a primeira revisão ordinária do contrato da BR-163 prevê reajustes que variam entre 40,54% e 44% nas nove praças de pedágio existentes ao longo dos 845 quilômetros da rodovia em Mato Grosso do Sul.

O percentual é superior ao solicitado pela própria Motiva Pantanal, que havia pedido aumento médio de 39,3%. Segundo a agência, o cálculo considera a recomposição monetária da tarifa pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a aplicação do chamado degrau tarifário previsto no contrato de concessão.

Entre os maiores reajustes previstos está o da praça localizada em Campo Grande, onde a alta deverá chegar a 43%. Em São Gabriel do Oeste, o aumento poderá alcançar 44%.

A previsão é de que os novos valores passem a ser cobrados a partir de 5 de agosto, após a conclusão dos procedimentos regulatórios da ANTT

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Mato Grosso do Sul

MPF investiga uso de royalties da mineração em Ladário

Investigação apura contratação sem licitação de escritório de advocacia com recursos da compensação financeira da mineração em Ladário

08/06/2026 17h41

Porto de Ladário, por onde é escoada a exportação de minério de Corumbá

Porto de Ladário, por onde é escoada a exportação de minério de Corumbá Arquivo

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O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para investigar a destinação de recursos da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) pela Prefeitura de Ladário, município localizado a 430 quilômetros de Campo Grande e que é um enclave dentro de outro município, Corumbá.

Para abrir a investigação, o procurador da República em Corumbá, Marco Antônio Delfino de Almeida, levou em consideração notícia de fato enviada ao MPF para apurar possível irregularidade cometida pela Prefeitura de Ladário.

O fato em si leva em consideração a contratação, sem licitação, do escritório Ravanello, Paes & Ortiz Sociedade de Advogados por R$ 750 mil. A CFEM é um instrumento federal que visa compensar a sociedade pela extração de recursos minerais não renováveis. Do valor arrecadado, 60% vão para o município onde ocorre a extração, 15% para o município afetado pela operação (ferrovias, hidrovias e minerodutos), 15% para o estado produtor e 10% para a União.

Os valores devem ser aplicados exclusivamente em melhorias que proporcionem benefícios diretos à comunidade, como saúde, educação, infraestrutura, saneamento básico e habitação.

É expressamente proibido usar a CFEM para o pagamento de dívidas públicas ou para custear despesas com o quadro de pessoal (folha de pagamento). A única exceção prevista em lei permite o pagamento de profissionais do magistério da educação básica.

O MPF expediu vários ofícios para a Prefeitura de Ladário e para o Tribunal de Contas a fim de verificar a legalidade dos pagamentos e do contrato do escritório de advocacia firmado pela prefeitura com recursos da CFEM.

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