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Prêmio Finep de Inovação vai distribuir R$ 8 milhões a empresas e inventores

Prêmio Finep de Inovação vai distribuir R$ 8 milhões a empresas e inventores

AGÊNCIA BRASIL

10/05/2014 - 17h42
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A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, está com as inscrições abertas para a décima sétima edição do Prêmio Finep de Inovação, que destinará aos vencedores regionais e nacionais nas várias categorias um total de R$ 8 milhões em prêmios.

Segundo disse hoje (9) à Agência Brasil o presidente da Finep, Glauco Arbix, a premiação engloba não só empresas de todos os portes econômicos, mas também inventores individuais. “A gente estimula a inovação, a criatividade, ao mesmo tempo em que consegue identificar os setores que estão crescendo e estão mais agilmente buscando meios de se tornarem mais competitivos”, comentou.

As inscrições para o 17º Prêmio Finep de Inovação continuam abertas até o dia 7 de agosto próximo. A cerimônia de premiação deverá ocorrer no final do ano, no Palácio do Planalto, em Brasília. A iniciativa conta com apoio do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Serão contempladas oito categorias no total, sendo seis regionais e nacionais e duas exclusivamente nacionais. Os primeiros colocados regionais, em cada categoria, competem também na etapa nacional, informou a assessoria de imprensa da Finep. O regulamento está disponível no endereço eletrônico http://premio.finep.gov.br/index.php/regulamento.

O Prêmio Finep é considerado o mais importante instrumento de estímulo e reconhecimento à inovação no Brasil. Desde sua criação, em 1998, premiou empresas, instituições e pessoas físicas cujos projetos ganharam projeção inclusive fora do país. No ano passado, o prêmio recebeu 570 inscrições.

As categorias que concorrem ao prêmio são: micro e pequena empresa, média empresa, grande empresa (apenas na etapa nacional); instituição de ciência e tecnologia; tecnologia social; inventor inovador; inovação sustentável; e tecnologia assistiva (restrita também à etapa nacional).

proteção

União quer que prefeitura e Estado ampliem fiscalização de mineradoras no Pantanal

No bioma sul-mato-grossense, estão em funcionamento cinco empresas deste tipo, mas há cerca de 5 mil pedidos sob análise

07/10/2026 08h10

Foto: Ricardo Teles

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No Pantanal, há cerca de 5 mil requerimentos em aberto para exploração de ferro e já estão em funcionamento cinco mineradoras, com autorização para explorar até 10 milhões de toneladas por ano. Para amplificar as ações de fiscalização sobre essas atividades, bem como manter um acompanhamento mais assíduo para avaliar os recursos obtidos com a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), a Agência Nacional de Mineração (ANM) quer pactuar uma parceria com prefeituras e governo do Estado.

Para viabilizar esse trabalho conjunto, a ANM recebe até o dia 4 de novembro contribuições dos setores público e privado, além da sociedade civil organizada por meio da Tomada de Subsídios nº 05/2026. A partir desse levantamento, será possível regulamentar acordos de adesão para cooperação mútua, compartilhamento de informações e auxílio à fiscalização da pesquisa e lavra mineral e da arrecadação.

Com essa iniciativa, o governo federal prevê que regulamentações sobre o tema da mineração podem ter mais publicidade e transparência. “É uma parceria para tornar a fiscalização mais próxima e eficiente. A ajuda dos estados e municípios no território pode ampliar a capacidade da ANM de identificar situações que precisam chegar ao conhecimento da agência”, opinou o superintendente de fiscalização, Fernando Drummond.

Cinco empresas atuam na mineração no bioma pantaneiro - Foto: Divulgação

A proposta é que prefeituras, como as de Corumbá e de Ladário, que se beneficiam diretamente de compensações financeiras geradas pela mineração, possam também atuar no levantamento de informações sobre produção, comercialização e recolhimento da compensação, seguindo as diretrizes da ANM. 

“A proposta cria um canal mais estruturado para que informações produzidas nos territórios cheguem à ANM. Dessa forma, os entes vão poder contribuir com o acompanhamento da arrecadação da Cfem”, destacou o superintendente de arrecadação de receitas, Alexandre Rodrigues.

Esse tipo de convênio passou a ser viabilizado com a resolução ANM nº 71, de 14 de maio de 2021, e a Lei nº 13.575, de 26 de dezembro de 2017. Chegaram a ser celebrados quase 50 acordos, com treinamento de 95 servidores de estados e municípios. Porém, uma avaliação técnica identificou a necessidade de aprimorar esses acordos para aumentar a efetividade da cooperação.

Os problemas identificados anteriormente foram: dificuldade de pequenos municípios em atender à composição mínima de equipe técnica exigida para atuar simultaneamente em fiscalização de pesquisa, lavra e Cfem; baixa efetividade prática dos instrumentos celebrados; dificuldade da ANM em obter dados fiscais com os estados; a ausência de regulamentação complementar por outras superintendências da agência; e a necessidade de adequar os textos normativos à realidade operacional verificada desde a sua entrada em vigor.

Como o processo de consulta está vigente na Plataforma Brasil Participativo e passou a ser aberto ao público nesta semana, ainda não foram identificadas contribuições de Mato Grosso do Sul. Essas demandas seguem sob análise.

DISCUSSÕES

Em Corumbá, os impactos da mineração geraram debates principalmente por conta da queda na arrecadação da Cfem. Em 5 de maio deste ano, ocorreu audiência pública para tratar do assunto.

Dados mais recentes apontam que a Cfem saiu de R$ 46,2 milhões em 2024 para R$ 6,3 milhões no primeiro semestre deste ano. Esse recurso vai tanto para a prefeitura de Corumbá, como para o governo do Estado.

Apesar dessa análise, ainda não foram divulgados quais encaminhamentos oficiais a prefeitura de Corumbá chegou a tomar com a queda de arrecadação.

* Saiba

Matéria do Correio do Estado de setembro mostrou que um estudo com mais de 200 páginas alerta sobre riscos iminentes que podem alterar drasticamente o equilíbrio no Pantanal, a biodiversidade e afetar comunidades.

Entre os pontos mais graves apontados no relatório estão os cerca de 5 mil requerimentos em aberto para exploração de ferro no território.

AÇÃO MPMS

Presidente do hospital de Sidrolândia é alvo de operação do Gaeco

Hospital beneficente já foi alvo do MPMS, em novembro do ano passado, por desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos

07/10/2026 08h05

Viatura do Gaeco foi flagrada, na manhã desta quarta-feira (7), em Sidrolândia

Viatura do Gaeco foi flagrada, na manhã desta quarta-feira (7), em Sidrolândia Reprodução: Região News

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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) amanheceu na casa de Jacob Meeuwis Breure, presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. Além dele, a contadora da instituição também é alvo da operação na manhã desta quarta-feira (7).

Viaturas do Gaeco foram flagradas em frente ao residencial na Avenida Dorvalino dos Santos. O número de mandados que estão sendo cumpridos não foi divulgado até o momento.

Em novembro do ano passado, o hospital foi alvo da Operação Dirty Pix, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). Na ocasião, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia e Manaus (AM).

A Operação Dirty Pix identificou desvio milionário em recursos públicos do hospital beneficente de Sidrolândia. No município sul-mato-grossense, entre os alvos estavam cinco vereadores e ex-vereadores, dois secretários e a vice-prefeita Cristina Fiuza (MDB).

Conforme apurou a investigação, foi identificado um desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa, dinheiro que foi repassado pelo governo do Estado ao Executivo Municipal para a compra de um aparelho de ressonância magnética e um autoclave hospitalar. 

Porém, parte dessa verba foi desviada, segundo o MPMS, pela administração do hospital, em conjunto com a empresa fornecedora, que seria a Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos, a qual também pagou vantagens indevidas a parlamentares. 

“De acordo com os elementos colhidos, a empresa fornecedora realizou diversas transferências mediante Pix, diretamente ou por intermédio de terceiros, ao presidente do Hospital e aos vereadores envolvidos”, concluiu o MPMS naquela época.

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