Cidades

cidade e natureza

Para presidente da COP15, Campo Grande tem potencial para receber mais eventos internacionais

João Paulo Capobianco elogiou a Capital de MS e ressaltou a união entre o urbano e a natureza, característica que tem encantado os visitantes

Continue lendo...

Durante a programação da tarde de hoje (23) da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS, do inglês Convention on the Conservation of Migratory Species of Wild Animals), o presidente designado da COP15, João Paulo Capobianco, elogiou a estrutura do evento e a beleza de Campo Grande. 

Para ele, a integração da cidade com a natureza é um diferencial que chama a atenção dos visitantes e deixa uma excelente impressão, o que reforça o potencial da Capital para receber e sediar mais eventos de grande porte. 

“Campo Grande é uma cidade muito bacana, muito especial, tem um planejamento e incorporou de forma muito positiva a questão ambiental. Os visitantes ficam impactados com os macacos, capivaras e tantas espécies, ficam impactados com a proximidade com a natureza. Essa é uma COP que está sendo feita em uma cidade onde a natureza está entranhada. Isso estimula, cria mais compromisso e um ambiente mais favorável”, destacou Capobianco. 

Essas características de Campo Grande já haviam sido ressaltadas pelo próprio secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente durante o evento de confirmação do evento na Capital, no início do mês de fevereiro. 

Na época, Capobianco afirmou que essa integração cidade-natureza, somada ao fato da cidade ser morada e espaço de passagem de um bom número de espécies de aves e peixes migratórios, foram fatores que contribuíram para a votação da Capital para ser sede do evento internacional. 

“Em várias áreas, é uma mistura do urbano com a natureza, e é justamente isso que queremos passar para os visitantes, até porque um dos temas centrais da Cop do Clima, em Belém, foi justamente a adaptação e a resiliência do meio ambiente humano. É uma cidade diferenciada, que permite a convivência com espécies, e em um ambiente que está fazendo parte do bioma humano”, afirmou. 

Pantanal

Além de Campo Grande, o Pantanal também será palco de turismo e debates durante a COP15. Além de ser um amplo espaço de pesquisa e aprendizado, o bioma também é um hub biológico, onde as espécies passam durante sua migração, encontram o ambiente necessário para recuperar energias, se alimentam e seguem sua trajetória. 

Para o secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o evento tem caráter técnico, voltado ao estudo científico e discussões sobre os temas apresentados, com um foco maior nas decisões após ela.

“Essa é uma COP muito técnica, com uma série de estudos científicos sobre essas espécies migratórias. O fundamental é o resultado da COP, o que vai acontecer depois dela. Nós vamos receber mais de 100 países. As pessoas estarão no nosso território, conhecendo o Pantanal, conhecendo a nossa realidade, e teremos a capacidade de mostrar como o Estado trabalha a sustentabilidade”, disse Verruck. 

A convenção

A COP15 tem objetivos técnicos de ampliação do número de países signatários e busca fortalecer políticas de conservação por meio do consenso e cooperação. Visto como uma liderança ambiental respeitada, o Brasil tem proposto resoluções importantes em edições anteriores, como a conservação de baleias no Atlântico Sul. 

Atualmente, são 1.189 espécies migratórias listadas, sendo: 962 espécies de aves, 94 de mamíferos terrestres, 64 de mamíferos aquáticos, 58 de peixes, 10 de répteis e 1 de insetos. 

Em Campo Grande, a estrutura principal da COP 15 é o Bosque Expo, localizado no Shopping Bosque dos Ipês. Essa estrutura é a chamada “blue zone”, uma área de responsabilidade das Nações Unidas (ONU). 

Estão presentes no evento representantes de mais de 130 países, além de representantes do governo federal, como o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve presente em evento no último domingo (22), e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. 

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

Também estão previstos eventos paralelos em espaços como o Aquário do Pantanal (Bioparque), a Casa do Homem Pantaneiro e o Teatro Rubens Gil de Camilo. 

O envolvimento dos diferentes setores deve gerar impacto ambiental e socioeconômico, além do objetivo principal, segundo os organizadores, de aumentar o conhecimento da sociedade sobre a importância das espécies migratórias. 

“O impacto ambiental direto é ampliar o conhecimento da sociedade sobre a migração como um fenômeno da natureza com o qual a gente deve se preocupar”, afirmou Verruck. 

CAMPO GRANDE

Governo auxilia prefeitura em estragos causados pelo temporal

Defesa Civil Estadual e Municipal vão atuar de forma conjunta no atendimento às ocorrências de queda de árvore, destelhamentos e desobstrução de vias

11/09/2026 09h30

Galhos de árvore sendo removidos após temporal

Galhos de árvore sendo removidos após temporal Foto: Leonardo Ribeiro

Continue Lendo...

Governo de Mato Grosso do Sul acompanhou os estragos causados pelo temporal desta quinta-feira (10) e se colocou à disposição da Prefeitura Municipal de Campo Grande para atender chamados e ajudar a restabelecer os serviços.

A Defesa Civil Estadual vai auxiliar a Prefeitura de Campo Grande para que ambos possam atuar de forma conjunta no atendimento às ocorrências de queda de árvore, destelhamentos, desobstrução de vias, remoção de galhos e estruturas que ofereçam risco.

O objetivo é garantir a segurança da população, restabelecer os serviços afetados, avaliar os danos causados pelas chuvas e ventos e minimizar os impactos causados à população.

A integração entre os órgãos públicos agiliza o atendimento nas áreas mais afetadas e dá uma resposta mais rápida à população.

TEMPORAL

Forte temporal foi registrado no fim da tarde desta quinta-feira (11) em Campo Grande. De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

  • Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
  • Interdição de avenidas por conta da quedas de árvore
  • Queda de árvores em cima de carros
  • Queda de postes de energia
  • Alagamento de ruas
  • Queda de energia em dezenas de bairros
  • Abertura de buracos e crateras nas ruas
  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro universitário
  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos
  • Semáforos desligados em diversas avenidas

Não houve vítimas fatais.

Galhos de árvore sendo removidos após temporalMapa do Inmet mostra que Mato Grosso do Sul está na rota dos temporais nesta sexta-feira (11). Foto: Inmet

O Inmet divulgou alerta amarelo, laranja e vermelho de tempestade para Mato Grosso do Sul:

  • Tempestade – alerta amarelo – perigo potencial: Chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h) e queda de granizo. Baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta laranja – perigo: Chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h) e queda de granizo. Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos
  • Tempestade – alerta vermelho – grande perigo: Chuva entre 60 mm/h ou maior que 100 mm/dia, ventos superiores a 100 km/h e queda de granizo. Grande risco de danos em edificações, corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.
Galhos de árvore sendo removidos após temporalÁrvore imensa caída no meio da rua. Foto: divulgação
 
Galhos de árvore sendo removidos após temporalArmazém cultural fica destelhado após temporal. Foto: divulgação
Galhos de árvore sendo removidos após temporalPlaca de supermercado caiu na avenida Ernesto Geisel. Foto: divulgação

 

MARACAJU

Suspeito de matar jovem em parque ecológico morre em confronto com a PM

O suspeito matou Miguel Ferreira Rodrigues na noite do dia 28 de agosto, no Parque Ecológico do município, horas após o jovem ser solto da prisão

11/09/2026 09h15

Suspeito morreu após entrar em confronto com a PM, nesta sexta-feira

Suspeito morreu após entrar em confronto com a PM, nesta sexta-feira Foto: Divulgação/Policia Militar

Continue Lendo...

Um homem identificado como Luiz Gerônimo morreu durante uma ação de policiais militares da Força Tática, por volta das 17h30 de ontem (10), no município de Maracaju, que fica cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. O homem era suspeito de envolvimento na morte de Miguel Ferreira Rodrigues, de 20 anos, ocorrida no dia 28 de agosto, no Parque Ecológico de Maracaju. 

O confronto entre o suspeito e os policiais militares aconteceu em uma residência no bairro Árvores do Cerrado. De acordo com as informações de um site da região, Luiz Gerônimo tinha ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Até o momento, porém, essa informação não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

Após a ocorrência, Luiz Gerônimo foi levado até o hospital, mas, ao dar entrada na unidade, já não apresentava sinais vitais. A dinâmica exata da ação ainda não foi divulgada oficialmente, e não há confirmação sobre as circunstâncias que levaram à morte.

Morto no parque

Miguel Ferreira Rodrigues, de 20 anos, conhecido como “Menor”, foi assassinado a tiros na noite do dia 28 de agosto, no Parque Ecológico, localizado na Vila Juquita, em Maracaju. O rapaz tinha sido preso no dia anterior por tráfico de drogas e morreu horas após ser solto.

“Menor” estava no Parque Ecológico acompanhado da família, quando três homens chegaram em um carro e invadiram o local. Um dos criminosos sacou uma arma e efetuou disparos na direção de Miguel.

A vítima tentou correr, mas foi surpreendida por outro atirador e acabou sendo baleado na região do tórax. O rapaz caiu no leito de um córrego, na sequência um dos suspeitos foi até o local e matou Miguel, realizando disparos à queima-roupa.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).