Cidades

COMANDO INTERINO

Presidente do TJMS assume Governo do Estado por 6 dias em novembro

Esta será a quarta vez que um presidente do Tribunal de Justiça comandará o Poder Executivo estadual

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O desembargador e presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro. A substituição temporária ocorrerá em razão do afastamento do governador Eduardo Riedel (PP), do vice-governador Barbosinha (Republicanos) e do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP).

Esta será apenas a quarta vez que um presidente do TJMS assume o comando do Poder Executivo estadual. Ao comentar sobre a substituição, o desembargador Dorival Renato Pavan destacou que exercerá a função em cumprimento às disposições constitucionais que disciplinam a sucessão no Executivo estadual.

“Recebo essa responsabilidade com elevado senso de dever institucional, serenidade e absoluto respeito à ordem constitucional, consciente da importância de assegurar a continuidade administrativa e a plena governabilidade do Estado”, afirmou.

Além disso, o presidente do TJMS ressaltou que, durante o período, sua atuação será pautada pela prudência e pela manutenção das diretrizes estabelecidas pelo atual governo, restringindo-se aos atos necessários ao funcionamento regular da administração pública estadual.

“Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas, alterações nas políticas públicas ou intervenções que possam afetar o plano de governo e a execução orçamentária em curso, cuja condução compete legitimamente ao Governador titular”, explicou.

Pavan também comentou que a substituição temporária representa a harmonia entre os Poderes constituídos. “O compromisso será, acima de tudo, preservar a estabilidade institucional, a continuidade dos serviços públicos e o regular funcionamento da máquina administrativa, assegurando uma transição temporária tranquila e harmoniosa”, acrescentou.

“Encaro essa missão como expressão da harmonia e da colaboração que devem nortear as relações entre os Poderes constituídos, sempre em benefício da população sul-mato-grossense”, finalizou o presidente do TJMS.

4ª vez na história

A primeira ocasião em que um presidente do TJMS ocupou o cargo de governador do Estado ocorreu em 30 de abril de 2002, quando o desembargador José Augusto de Souza assumiu o Governo do Estado por algumas horas, durante o licenciamento do então governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.

Em 2006, o desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, presidente do Tribunal de Justiça à época, assumiu interinamente o Governo de Mato Grosso do Sul por 12 dias, entre 20 de setembro e 2 de outubro. A substituição foi em razão do afastamento de Zeca que se licenciou do cargo para se dedicar à campanha eleitoral.

Os outros dois na linha de sucesão também estavam envolvidos com campanha eleitoral. O presidente da Assembleia Legislativa, na época, Londres Machado (PL), tentava a reeleição para deputado estadual e o vice-governador Egon Krakhecke (PT) disputava vaga ao Senado.

A terceira vez foi em julho de 2019, quando o então presidente do TJMS, desembargador Paschoal Carmello Leandro, ocupou interinamente o cargo, entre a tarde do dia 8 e o dia 9 de julho. Na ocasião, o então governador Reinaldo Azambuja, o vice-governador Murilo Zauith e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa, viajaram juntos a Assunção, no Paraguai, para assinar acordos institucionais e debater projetos de integração regional, como a Rota Bioceânica.

Agora, com a substituição prevista para o período de 1º a 6 de novembro, o desembargador Dorival Renato Pavan será o quarto presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul a exercer temporariamente o comando do Poder Executivo estadual.

Meio ambiente

Piracema começa hoje no Rio Paraná e chega aos demais rios de MS na quinta-feira

O defeso busca proteger a reprodução natural dos peixes e a renovação dos estoques pesqueiros

01/11/2026 16h01

Operação Piracema

Operação Piracema Reprodução/PMA

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Começou neste domingo (1º) o período de defeso da Piracema, quando a pesca é proibida, na calha do rio Paraná. A partir da quinta-feira (5), a restriação se estende nos rios da bacia do Paraguai e demais rios estaduais de Mato Grosso do Sul.

O defeso busca proteger a reprodução natural dos peixes e a renovação dos estoques pesqueiros e, para fiscalização, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Gross do Sul vai mobilizar 40 servidores. A restrição segue até 28 de fevereiro de 2027.

A ideia é que as equipes atuem em pontos estratégicos das duas bacias com a fiscalização de embarcações, áreas de reprodução, peixarias, mercados, restaurantes e outros estabelecimentos que vendem pescado. Serão vistoriados também locais de armazenamento e transporte de peixes.

No período, a pesca amadora e profissional fica proibida, enquanto a pesca de subsistência é permitida exclusivamente para alimentação e sem finalidade comercial, com limite de até 3 quilos de pescado ou um exemplar.

Já os comerciantes e pescadores profissionais que tenham estoques de pescado nativo devem apresentar o documento Declaração de Estoque ao Imasul, no prazo de 48 horas. A declaração pode ser enviada para [email protected] ou entregue em unidades da Polícia Militar Ambiental (PMA).

A retomada da pesca, prevista para 1º de março de 2027, não libera a atividade sem restrições: continuam valendo as regras sobre espécies, tamanhos, cotas, petrechos e licenças

Vale lembrar que a pesca do dourado continua proibida em Mato Grosso do Sul, inclusive após o fim da Piracema, exceto para pesquisas científicas expressamente autorizadas.

Cidades

Secretaria fará ação contra trabalho infantil no Dia dos Finados

Data concentra índices altos de exploração infantil, segundo divulgado

01/11/2026 13h51

Divulgação, PMCG

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A Secretaria de Assistência Social de Campo Grande promoverá uma ação de orientação e abordagem para combater o trabalho infantil nos cemitérios públicos da Capital, na segunda-feira (2), em razão do aumento do movimento pelo Dia de Finados.

Segundo divulgado pelo município, esse é um período em que os índices de exploração do trabalho de crianças e adolescentes tendem a aumentar. Por isso, equipes dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas) vão abordar e orientar visitantes e comerciantes ambulantes.

Além de alertar os visitantes sobre a contratação de crianças e adolescentes para a prestação de serviços, como a limpeza de lápides e túmulos, e a comercialização de produtos, como velas e flores, os técnicos vão distribuir panfletos da campanha “Infância sem Corrente”, lançada no mês passado pela Secretaria de Assistência Social.

Nos casos em que forem identificadas irregularidades flagrantes, a população e as equipes serão orientadas a acionar os canais oficiais do Conselho Tutelar.

De acordo com o ECA, o trabalho é estritamente proibido para crianças de até 13 anos. Para os jovens entre 14 e 15 anos, a legislação autoriza a atuação exclusivamente na condição de menor aprendiz.

Já a partir dos 16 anos, o trabalho é permitido com certas restrições legais, como a proibição de tarefas no período noturno ou que ofereçam riscos à integridade física e psicológica.

Também são proibidas atividades consideradas perigosas, insalubres ou prejudiciais à formação e ao desenvolvimento dos adolescentes menores de 18 anos.

 

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