Cidades

NORTE SUL PLAZA

Preso bando especializado em assaltar joalherias em shoppings

Um dos assaltos ocorreu em novembro do ano passado no Norte Sul Plaza, em Campo Grande. O grupo, porém, também atacou no Espírito Santo e em Mato Grosso

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Um ano depois de invadirem uma joalheria no shopping Norte Sul Plaza, em Campo Grade, e levar joias avaliadas em cerca de R$ 600 mil, a polícia conseguiu identificar e prender os quatro envolvidos no assalto. 

No começo da noite do dia 30 de novembro do ano passado, três homens armados entraram na joalheria e renderam funcionários e clientes sem serem percebidos por pessoas que passavam do lado de fora.

Enquanto dois deles vigiavam os reféns, o terceiro fazia uma espécie de limpa, recolhendo dinheiro do caixa e joias com os maiores valores. Experientes neste tipo de crime, os ladrões entraram e saíram pelas portas de acesso convencional do shopping sem chamar atenção e sem serem vistos pela equipe de segurança. 

Conforme a investigação, eles fugiram em motocicletas estacionadas no entorno  do shopping. Uma delas foi localizada horas depois na mesma região, no Vila Nhá Nhá. 

A atuação deles foi flagrada em diferentes circuitos de câmeras de segurança, mas somente um ano depois foram capturados, uma vez que dois são do Espírito Santo e um terceiro estava em Cuiabá.  Somente um foi preso em Campo Grande. 

Imagens das câmeras da joalheria mostram (veja o vídeo abaixo) que os três estavam com pastas penduradas nos ombros, nas quais portavam as armas usadas para render os funcionários. Um destes funcionários chegou a ser obrigado a entregar uma corrente que usava no pescoço. O vídeo também mostra que ele chegou a entregar o relógio, que foi  devolvido pelo bandido, já que havia o risco de este relógio ser rastreável.

Por serem de outro estado, dois dos bandidos nem se preocuparam em esconder o rosto, usando apenas um boné. O outro bandido, que é de Mato Grosso do Sul, utilizava máscara, pois poderia ser identificado por alguém. 

Conforme nota divulgada nesta quarta-feria pela Polícia Civil, “durante nove meses equipes da DERF dedicaram esforços investigativos e troca de informações com a comunidade de inteligência, sendo possível comprovar por meio de documentos que J.F.R. (46); F.W.L.S. (25); R.P.O.S. (23) e C.H.M.M. (23) em conluio concorreram para a prática do roubo apurado.”

ESPECIALISTA

Conforme a investigação, o homem de 46 anos “é especializado em roubos a joalherias no interior de shoppings, acumulando passagens criminais pela prática de crimes quase idênticos em pelo menos outros dois Estados (ES e MT)”.

Ainda de acordo com a Polícia, esse “especialista”, que é de Mato Grosso do Sul, chamou dois comparsas, ambos de 23 anos, do Espírito Santo para trazer as armas e praticar o assalto. Depois disso retornaram para seu estado e origem, onde foram presos agora. 

O quarto homem preso, de 25 anos, que também é de Mato Grosso do Sul, deu somente apoio logístico. Ao ser preso, ele confessou que conhece os outros três envolvidos no crime. 

Os dois capixabas, segundo a investigação, integram uma facção criminosa naquele estado e por isso tinham facilidade ao acesso de armas. Ao serem presos, estavam com três armas, sendo que pelo menos uma delas foi identificada como tendo sido utilizada no assalto em Campo Grande.

FLAGRANTE

Bem antes de o caso do Norte Sul Plaza ser esclarecido, o chamado especialista  em roubo a joalherias acabou sendo preso em flagrante ao tentar assaltar uma joalheria em um shopping de Cuiabá, em março deste ano. 

Porém, no momento da prisão ele e seu comparsa apresentaram documento falso à polícia de Mato Grosso e somente agora foi descoberta sua real identidade. 

De acordo com a polícia, os quatro tem diversas passagens por crimes como roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, uso de documento falso, associação criminosa e homicídio.

A operação que resultou na prisão dos últimos três envolvidos teve apoio de policiais de Mato Grosso e do Espírito Santo. A polícia não informou se conseguiu recuperar parte das joias ou se identificou os compradores. 

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Arte sul-mato-grossense

Tuiuius do aeroporto são revitalizados após 25 anos

Aves que representam as posições de pouso, decolagem e abastecimento das aeronaves serão renovadas pelo seu próprio criador

03/04/2025 12h00

Obras no Monumento Pantanal Sul estão previstas para ficarem prontas em julho

Obras no Monumento Pantanal Sul estão previstas para ficarem prontas em julho Divulgação

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Após 25 anos de história, os três tuiuiús que compõem o Monumento Pantanal Sul, localizado em frente ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, estão sendo revitalizados.

Batizadas de Asa Branca, Majestoso e Zé Bicudo, as esculturas são um dos cartões-postais de Campo Grande e simbolizam a conexão entre a aviação e a natureza pantaneira.

A restauração, que está sendo feita pelo próprio criador da obra, o artista plástico Cleir Ávila, é fruto de uma parceria entre a gestora do aeroporto, Aena, e o Sicredi, instituição financeira cooperativa.

Obra pantaneira

As esculturas representam as posições de pouso, decolagem e abastecimento das aeronaves. Essa alusão ao movimento dos aviões foi idealizada como uma homenagem ao Pantanal, reforçando a identidade cultural e natural da região.

Cleir, que também lidera o processo de revitalização atual, expressou sua satisfação com o projeto.

"É uma satisfação imensa ver a obra que a gente fez há 25 anos receber essa atenção. Quando fiz o monumento, pensei em comparar a revoada dos tuiuiús com o movimento das aeronaves. Sou grato à Aena e ao Sicredi por acreditarem na cultura e na arte do nosso Estado", declarou o artista.

Celso Ramos Regis, presidente da Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, destacou que apoiar a revitalização do monumento é uma forma de valorizar a história e identidade do povo sul-mato-grossense.

"Nosso apoio reergue um monumento representativo para todo o Mato Grosso do Sul. A marca Sicredi se compromete com as comunidades onde atua, promovendo sustentabilidade e cultura. Restaurar os Tuiuiús é preservar nossa fauna e celebrar o trabalho do Cleir, que já deixou sua marca em diversas cidades com obras que exaltam o Pantanal."

A restauração

A restauração está sendo conduzida com materiais reforçados para garantir maior durabilidade às esculturas. Cleir Ávila explicou que aço e concreto estendido estão sendo utilizados para tornar as peças mais resistentes às intempéries.

A previsão é que o trabalho seja concluído até o final de julho deste ano, devolvendo à cidade um dos seus símbolos mais queridos.

O artista

Autodidata com mais de 30 anos de carreira, Cleir Ávila tem uma forte conexão com a fauna e flora do Cerrado e Pantanal. O artista é considerado um dos mais importantes do estado, tendo feito obras artísticas em diversas cidades.

Além dos Tuiuiús do Aeroporto, ele já revitalizou importantes obras em Campo Grande, como os painéis da Arara Azul no Edifício Exceler e da Arara Vermelha no Edifício 26 de Agosto, além da Praça das Araras.

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VALE DA CELULOSE

Gigante da celulose confirma investimento bilionário em Bataguassu

Incialmente a Bracell havia anunciado fábrica em Água Clara, mas agora um executivo da empresa deixou clara a preferência por outra região

03/04/2025 11h10

Manoel Browne, da Bracell, solicitou ajuda da senadora Soraya Thronicke para viabilizar melhorias nas rodovias entre Bataguassu e Aparecida do Taboado

Manoel Browne, da Bracell, solicitou ajuda da senadora Soraya Thronicke para viabilizar melhorias nas rodovias entre Bataguassu e Aparecida do Taboado

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Representantes da empresa de celulose indonésia Bracell deram nesta quarta-feira (2), durante visita ao gabinete da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), novos indícios de que a multinacional engavetou o projeto de construção de uma fábrica em Água Clara e passou a priorizar o município de Bataguassu para o investimento, da ordem de 4,5 bilhões de dólares. 

De acordo com nota distribuída pela assessoria da senadora, os representantes da Bracell, Manoel Browne e Guilherme Farhat, estiveram em seu gabinete nesta quarta-feira para solicitar “apoio para melhorias na BR-158, que será impactada pelo aumento do tráfego de caminhões com a instalação de uma nova fábrica de celulose em Bataguassu”.

Caso realmente se instale em Bataguassu, a Bracell terá de despachar sua produção por cerca de 270 quilômetros até Aparecida do Taboado, passando por cidades como Brasilândia, Três Lagoas e Selvíria para chegar à ferrovia pela qual é possível levar a celulose até o porto de Santos

Conforme Manoel Browne, que é executivo da Bracell, depois que a fábrica estiver funcionando, haverá um acréscimo de cerca de 80 mil caminhões por ano, ou mais de 200 por dia, na rodovia estadual 395 e na BR-158, que margeiam o Rio Paraná

E, para suportar este fluxo, os representantes da empresa cobraram a recuperação da pista, inclusão de acostamentos e construção de terceiras faixas nos trechos de aclive.

Outras rodovias da região, como a BR-267 e a MS-040, que também serão impactadas com a nova indústria, já fazem parte de um pacote de privatização que está sendo conduzido pelo Governo do Estado e, conforme a previsão, já receberão uma série de investimentos. 

FIM DA INDEFINIÇÃO

Em novembro de 2024, o comando da Bracell, do grupo asiático Royal Golden Eagle (RGE), participou do Fórum Empresarial Brasil-Indonésia, no Rio de Janeiro, evento paralelo ao G20, e anunciou a pretensão de instalar uma fábrica e produzir 2,8 milhões de toneladas de celulose por ano em Água Clara.

A unidade, conforme aquele anúncio, seria a 15 quilômetros do perímetro urbano, às margens do Rio Verde, e deveria gerar cerca de 10 mil empregos durante as obras e 3 mil na fase de operação. 

Até estudos de impacto ambiental começaram a ser realizados para Água Clara. Mas, semanas depois, os indonésios também solicitaram outro termo de referência para uma possível fábrica a ser instalada em Bataguassu, possivelmente às margens do Rio Pardo, que naquela região desemboca no lago da hidrelétrica de Porto Primavera. 

Porém, até agora a empresa não se manifestou oficialmente sobre o local em que será feito o investimento da ordem de R$ 25 bilhões. Mas, na visita ao gabinete da senadora os representantes da empresa acabaram deixando claro que engavetaram o projeto de Água Clara e estão priorizando Bataguassu, região onde a Bracell já tem quase cem mil hectares de plantação de eucalipto. 


“Esse será um dos maiores investimentos da história do estado, totalizando US$ 4,5 bilhões. Durante as obras, devemos empregar entre 7 mil e 12 mil trabalhadores, e, com a operação da fábrica, serão 7 mil empregos permanentes – 3 mil na indústria e 4 mil na área florestal”, afirmou  Manoel Browne.

VALE DA CELULOSE

Se a fábrica em Bataguassu realmente sair do papel, será quinta indústria de celulose em Mato Grosso do Sul, que já tem quase dois milhões de hectares ocupados por plantações de eucaliptos. 

A primeira, da Suzano, entrou em operação em 2009, em Três Lagoas. Posteriormente ela teve sua capacidade de produção duplicada.

Em 2012 foi ativada a Eldorado Celulose, na mesma cidade. Existe a promessa de duplicar sua capacidade também, mas a disputa entre os acionistas brasileiros e indonésios está atravancando a duplicação. 

A terceira fábrica entrou em operação em meados do ano passado, em Ribas do Rio Pardo, onde a Suzano investiu R$ 22 bilhões e instalou a maior fábrica em linha única do mundo, com capacidade para 2,55 milhões de toneladas por ano. 

A quarta unidade está sendo edificada em Inocência e no próximo dia 11 será lançada oficialmente a pedra fundamental da Arauco, que já fez toda a parte da terraplanagem.

O investimento é da ordem de 4,6 bilhões de dólares e a previsão é produzir 3,5 milhões de toneladas, tornando-se assim a maior do mundo em circuito único. 

Praticamente toda a produção é destinada à exportação, pelo porto de Santos. E é exatamente por isso que os representantes da Bracell cobram melhoria nas rodovia que ligam Bataguassu à ferrovia que passa em Aparecida do Taboado. 

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