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Preso por engano, ator detalha fase: descaso com ser humano

Preso por engano, ator detalha fase: descaso com ser humano

terra

07/05/2014 - 08h16
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Ele foi preso por engano. O equívoco custou ao ator Vinícius Romão o que ele chama de “16 dias no inferno”, provável nome do livro que lançará até o mês de agosto sobre o período que ficou injustamente enfurnado em uma cela - que, diga-se de passagem, abrigava 15 detentos podendo comportar apenas 6. Mais de dois meses depois do ocorrido, ele falou sobre a experiência, a precariedade do sistema carcerário no Brasil e a nova fase de sua vida em entrevista concedida por telefone ao portal Terra. “Nunca tinha sentido dessa forma o racismo, ir parar na prisão”.

Vinícius foi preso suspeito de ter cometido um assalto no dia 10 de fevereiro na zona norte do Rio de Janeiro. Dona Dalva Maria da Costa havia saído do hospital em que trabalhava como copeira e estava em um ponto de ônibus quando teve a bolsa roubada. Um policial à paisana que passava pelo local ofereceu ajuda. Ela descreveu o criminoso como um homem alto, de cabelo black power. Vinicius voltava do emprego, trabalhava como vendedor em uma loja de roupas de em um shopping. Dona Dalva o viu no viaduto e afirmou que ele era o ladrão.

O ator foi levado para a 25ª DP e o depoimento da vítima fez a polícia pedir sua prisão preventiva. Vinícius foi encaminhado para a Casa de Detenção Patricia Acioli, em São Gonçalo. “Quando fui para o presídio rasparam minha cabeça e fizeram uma ficha, com nome e dados. Me perguntaram a que facção eu pertencia. Eles fazem isso para não deixar que facções rivais fiquem juntas. Eu disse que eu era neutro”.

A falta de higiene e itens básicos na cadeia lhe marcaram: um sabonete, duas escovas de dente para 15 presos. Em sua cela eram três beliches, seis camas, para o mesmo número de detentos. “Senti o descaso com o ser humano”.

Vinicius disse que se não fosse o barulho que os amigos fizeram nas redes sociais e na imprensa, estaria lá até hoje. E admitiu que o fato de ser ator contribuiu para chamar a atenção. “Vendedor é confundido não daria tanta repercussão como ator é confundido”, explicou. Seu mais recente trabalho na TV foi durante a novela Lado a Lado (2012-2013), da Globo.

Confira a entrevista na íntegra:

Terra - Você ficou preso por 16 dias. Quais as principais lembranças desses dias?
Vinícius Romão -
Ficou marcado o descaso, descaso com o ser humano. Vivi uma realidade que não imaginava que existia. Se o hospital a gente já vê esse caos, imagina os presídios. É falta de higiene, falta de itens básicos. Um sabonete para 15 presos, aí um tem problema de pele e não dá para usar o mesmo. Uma ou duas escovas de dente. Eu escovava com o dedo, né.

Antes da confusão, você já tinha sofrido com a polícia alguma vez?
Com a polícia não. Nunca sofri. Até trabalhei em delegacia. Fiz estágio de psicologia no balcão de atendimento do IML (Instituto Médico Legal) e na 23ª DP. Na hora em que fui preso, até pensei que me levariam para lá e achei que iam me reconhecer, mas fui para a 25ª. 

Como era sua relação com o preconceito? Era algo que sentiu desde a infância?
Quando pequeno teve. Na van, voltando do colégio um colega ficou me insultando. Aí minha mãe tapou meus ouvidos. Sempre estudei em colégio particular, sempre fui o único negro da turma. Um ou dois negros entre 30. Me acostumei a ser exceção. Mas eu também nunca aceitei apelido.

Quando adulto uma vez, no aniversário de um amigo, na zona Sul. A brincadeira foi - sabe aquela música: 'Mamãe passou açúcar em mim?' Então, ele falou passaram carvão. Sabe como é, eles tem poder aquisitivo alto, acham que mandam. Mas foram casos isolados.

Teve contato com outros presos? Como foi? Fez amigos?
Sim. Convivência. 16 dias só convivendo com eles. A gente falava sobre as nossas vidas, a vida deles. Muitos estavam lá por tráfico, Maria da Penha (lei), 157, roubo. Fiquei onde não tinha facção. Um dia, quando fiquei em uma cela sozinho, estava de frente para outra com três que respondiam por homicídios. Minha cela era mais usuário de drogas que entraram como tráfico.

O que fazia para passar o tempo na cadeia?
Para passar o tempo jogava dama e dominó, feitos com papelão e lápis, e tinha a leitura da bíblia também. O uniforme era branco, escrito ressocialização. Disso não tinha nada, nem biblioteca, nada.

Como era o tratamento na cadeia? Sabiam quem você era e sobre a confusão?
Não...Lá somos contados duas vezes ao dia. Não sofri nem vi agressão. A agressão é moral né. Mãos para trás, dormir no chão. Na minha cela eram três beliches, seis camas. Éramos em 15...não tinha cama para todo mundo. Também quando precisávamos de alguma coisa era só pedir, os presos iam passando. Tipo caneta, bíblia. Sempre alguém tinha alguma coisa. Não são todos que conseguem pegar tudo que é levado pela família. Algumas coisas passam outras não. 

Bíblia? Se apegavam à religião?
Minha cela não tinha facção, era chamada de Povo de Israel. Tinha pastores lá, que faziam culto a noite. Toda noite rezávamos antes de dormir. A maioria era evangélico. Eu tenho religião, sou católico.

Já começou a escrever o livro sobre o período que passou na prisão? Já está em conversa com editoras?
Já comecei a escrever. Pedi para o meu pai também escrever o que ele vivenciou nesse período do lado de fora. E também falei com um amigo meu que movimentou as redes sociais. Uma editora de São Paulo já se interessou - Zannah. Também tenho um amigo que trabalha com isso. A primeira edição pode ser independente com meu amigo e dependendo da repercussão estudo com a editora. Acabo de escrever no final do mês. Aí tem as correções...deve ficar pronto início de julho, agosto. O nome do livro deve ser '16 dias no inferno'.

O que você achou da atitude do jogador Daniel Alves em relação aos atos de racismo? E da repercussão?
Ele agiu de forma espontânea, achei a atitude legal. Ele mostrou que não se deixou abater, não o desestruturou. Se ele não comesse a banana, talvez o juiz nem colocaria o caso de racismo na súmula. Isso também não acaba com o racismo. E são racismos diferentes. Lá na Europa é mais escancarado, aqui é uma coisa mais implícita. Acontece sem ser mostrado, é maquiado.

O que tem a dizer sobre o caso do dançarino do programa Esquenta! Douglas Rafael da Silva Pereira (DG), morto após levar um tiro no Morro Pavão-Pavãozinho, Zona Sul do Rio?
É preciso lutar contra o auto de resistência, muitos jovens estão morrendo. Ele não foi o primeiro. Falam que é legítima defesa.

Faustão foi acusado de racismo nas redes sociais depois de um comentário polêmico feito no programa. Se referiu ao cabelo (crespo e tingido de vermelho) da dançarina de Anitta, Arielle Macedo, como "cabelo de vassoura de bruxa". Acha que em alguns casos se torna exagero? O racismo é implícito. Tipo nas novelas. É difícil ter um negro no papel principal. Qualquer coisa dita é puxada para esse lado. Acompanho o Faustão e ele sempre faz brincadeiras. Foi uma brincadeira...e não foi recebida de bom grado.

Hoje, passado mais de dois meses do ocorrido, como você sente o fato de ter sido preso injustamente?
Sinto um misto..uma sede...não de vingança. Sede de luta por todos. Nunca tinha sentido dessa forma o racismo, parar na prisão. Aprendi muito. Aprendi a não julgar os outros.

Qual o respaldo que a Globo te deu durante o ocorrido? Seu pai recebeu alguma ligação? O fato de ser ator contrubuiu para a solução do caso?
Minha voz foram meus amigos. Foram no viaduto, fazer manifestação pacífica. A imprensa também. Se o fato de ser ator contribuiu? “vendedor é confundido não daria tanta repercussão como ator é confundido”, aí as pessoas leem. Por pressão da mídia meu processo não ficou parado como os outros. Da Globo, eu fui em programas, como na Fátima (Encontro com Fátima Bernardes), depois que fui solto. Fui em outras emissoras também.

Já surgiram convites para voltar à TV?
Vou começar uma peça de teatro. Fizemos a leitura de 'Causa da Liberdade' – que retrata o período de escravidão no Brasil até a assinatura da lei áurea. Recebi convites para causas sociais.

E a carreira de modelo?
Ah..estou fazendo cursos para me aprimorar...fotografia...para ser modelo fotográfico..dança. Estão abrindo várias portas. Sou a voz de muitas pessoas.

Você deixou de ser vendedor?
Tive que sair da loja por não poder me dedicar. E também é um lugar público, shopping. Qualquer pessoa pode entrar e sair qualquer horário...medo de alguém forjar alguma situação, com uma roupa. Lidava com policiais. Não é medo é precaução.

Você acha que essa fatalidade de algum modo te ajudou a ser colocado em evidência? Os projetos surgiram também por causa disso?
Ah..acho que sim. O fato de eu perdoar a senhora também, algo que eu considero uma atitude comum...meu caráter chamou atenção.

Qual seu contato hoje com a mulher que te acusou, dona Dalva?
Eu perdoei. Falei duas vezes só por telefone. No programa da Fátima e no Domingo Espetacular. Guardar rancor é beber veneno esperando que outra pessoa morra. Eu também fiz crisma, psicologia, sei que isso não é bom. Minha mãe, que morreu, foi referência de amor. Então...nada ver com essa coisa ridícula que aconteceu comigo.

Você já foi completamente inocentado? Quando você saiu da prisão ainda tinha que obedecer o status de liberdade provisória
Estou movendo um processo contra o Estado. O processo foi arquivado, mas precisa ser extinto. Mas posso sair do Rio, tudo normal. Só que meu nome fica no banco de dados por enquanto.

Chegou a ver o homem preso pelo crime que apontaram você como culpado?
Não vi e já me falaram que ele já foi solto. Um amigo meu viu o rapaz. 

saúde

Mais Médicos Especialistas oferece 132 vagas para MS em nova chamada

São 4 vagas imeditas e 128 para cadastro reserva; Inscrições estão abertas até dia 29 de outubro e profissionais especializados irão atuar no SUS

24/10/2026 11h23

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS

Profissionais do Mais Médicos Especialistas ampliam acesso à atenção especializada no SUS Foto: Divulgação / Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde abriu inscrições para a segunda chamada do 3º ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E). Em Mato Grosso do Sul, são 132 vagas, sendo quatro imediatas e 128 para cadastro reserva.

Conforme o edital, as quatro vagas imeditas são para Três Lagoas, sendo três para aprimoramento em Oncologia Clínica, com foco nos cânceres prevalentes no Sistema Único de Saúde (SUS), e uma para aprimoramento em Rotinas Assistenciais em Medicina Intensiva no SUS.

Já as vagas para formação de cadastro estão distribuídas em 22 munícipios, sendo:

  • Dourados - 43
  • Três Lagoas - 34
  • Costa Rica - 6
  • Coxim - 6
  • Fátima do Sul - 6
  • Ponta Porã - 6
  • Brasilândia - 3
  • Caarapó - 3
  • Rio Brilhante - 3
  • Amambai - 2
  • Cassilândia - 2
  • Naviraí - 2
  • Nova Andradina - 2
  • Sidrolândia - 2
  • Aparecida do Taboado - 1
  • Aquidauana - 1
  • Bonito - 1
  • Corumbá - 1
  • Itaporã - 1
  • Itaquiraí - 1
  • Nova Alvorada do Sul - 1
  • Ribas do Rio Pardo - 1

   

As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de outubro, pelo Portal UNA-SUS.

A estratégia busca incentivar a presença de especialistas em regiões historicamente desassistidas, com o objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS e reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

De acordo com o Edital nº 25/2026, em todo o Brasil serão 224 vagas de preenchimento imediato e 4.350 para cadastro reserva, distribuídas em 24 cursos de aperfeiçoamento, em áreas como anestesiologia, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, urologia, psiquiatria, entre outras especialidades.

Benefícios

Os médicos participantes recebem uma bolsa mensal, e o valor varia de acordo com a vulnerabilidade social do município de atuação, calculado pelo Índice de Vulnerabilidade Social (IVS):

  • R$ 20 mil para municípios de alta ou muito alta vulnerabilidade;
  • R$ 15 mil para os de média vulnerabilidade;
  • R$ 10 mil para os de baixa ou muito baixa vulnerabilidade.

Quem pode participar

Podem participar médicos e médicas, com registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e Registro de Qualificação de Especialista (RQE) ativo.

O RQE deve ter sido obtido por meio de residência médica reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) ou de título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Mais Médicos Especialistas

O Projeto Mais Médicos Especialistas foi instituído pela Portaria GM/MS nº 7.177, de 10 de junho de 2025, com objetivo de ampliar o acesso à atenção especializada no SUS, reduzir desigualdades regionais na distribuição de médicos e diminuir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos.

O programa qualifica a formação dos profissionais por meio da prática na rede pública.

Desde a implementação, 2.279 médicos especialistas já ingressaram no PMM-E, e 1.898 continuam ativos, o equivalente a 83,3% do total de profissionais até outubro de 2026.

 

transporte coletivo

Justiça exige conta bancária exclusiva para intervenção no Consórcio Guaicurus

Decisão liminar considera que lei municipal que determina a criação de uma conta própria não está sendo cumprida e cobra mais transparência da comissão interventora

24/10/2026 10h54

Interventores deverão criar conta própria, separada da conta do Consórcio Guaicurus

Interventores deverão criar conta própria, separada da conta do Consórcio Guaicurus Foto: Arquivo / Correio do Estado

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O juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Eduardo Lacerda Trevisan, concedeu liminar que determina que obriga que a comissão interventora abra uma conta bancária exclusiva, separada das contas do Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital.

Conforme a decisão, os interventores devem apresentar um plano para abertura de conta específica da intervenção em 10 dias, com prazo para implantação em 30 dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

O consórcio está sob intervenção municipal desde o dia 16 de junho deste ano, quando a prefeitura anunciou a decisão de tomar conta do transporte coletivo da Capital por um período de 180 dias. O advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira foi nomeado interventor.

Na ocasião, foi concedido a comissão interventora vários "poderes", dentre eles, a movimentação das contas da empresa pelos interventores.

O mandado de segurança foi impetrado pelo Consórcio Guaicurus, que pediu para que a comissão criasse uma conta exclusiva para uso dos interventores, separada da conta das empresas que fazem parte do consórcio, conforme determina o artigo 53, inciso I, da Lei Municipal nº 4.584/2007.

O artigo em questão dispõe que a equipe de intervenção deve "providenciar a abertura de conta-corrente própria em banco estabelecido na cidade de Campo Grande- MS, em nome da Prefeitura Municipal, vinculada, exclusivamente, à movimentação financeira decorrente da intervenção, a qual será administrada e conjunto com o interventor administrativo-financeiro".

A Procuradoria do Município chegou a argumentar que a lei que faz a exigência de conta específica em caso de intervenção era inconstitucional, mas a tese não foi acatada pelo juiz na decisão liminar, que deferiu o pedido do Consórcio.

Desta forma, os interventores devem apresentar, em 10 dias, um plano com a definição do cronograma para a criação da conta-corrente oficial da intervenção, que ainda não foi aberta mesmo sendo prevista em lei, separada daquelas sob a titularidade do operador do sistema.

A conta precisa ser aberta em banco público, como a Caixa Econômica Federal ou o Banco do Brasil. O plano deverá conter ainda o detalhamento de como a transição de contas será feita para que não haja comprometimento dos pagamentos essenciais à continuidade do serviço de transporte de Campo Grande.

Após a apresentação do plano, a Comissão terá 30 dias para implantar a mudança a partir da intimação.

A Comissão também terá de entregar ao juiz a cópia integral do ato colegiado que aprovou as normas de governança e controle do processo de intervenção.

Segundo o magistrado, caso esse sistema de governança dos atos administrativos dos interventores não exista, a Comissão deverá declarar perante a Justiça a ausência de tais documentos e não poderá criar validações que sejam retroativas.

Na decisão liminar, a Justiça também exigiu que a comissão interventora exiba as autorizações e justificativas motivadas para todos os pagamentos de dívidas vencidas e que tenham caráter excepcional, realizados durante o período de intervenção.

Intervenção

Decretada pela prefeitura no dia 16 de junho deste ano, a intervenção no Consórcio Guaicurus divulgou no mês passado um relatório dos primeiros 90 dias à frente da empresa. Segundo o documento, neste período, os interventores descobriram R$ 48,5 milhões em débitos e obrigações acumuladas que comprometem a estabilidade das operações na capital sul-mato-grossense.

Conforme matéria do Correio do Estado da época, no centro desse passivo financeiro estão os parcelamentos fiscais consolidados com a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que somam R$ 31,29 milhões. Esse montante exige um desembolso mensal de R$ 721.486,16 para amortização, gerando um comprometimento anual de cerca de R$ 8,66 milhões no fluxo de caixa operacional.

A lista de dívidas tributárias e regulatórias inclui débitos com outros órgãos federais e municipais. O consórcio registra um saldo devedor de R$ 183,7 mil em parcelamentos de multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além de R$ 4,86 milhões referentes a impostos e contribuições sobre a folha de pagamento, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Imposto de Renda.

Venda do Consórcio

O Consórcio Guaicurus anunciou, no dia 21 de julho, que havia chegado a um acordo de compra e venda com a concessionária goianiense HP Mobilidade, responsável pelo transporte coletivo de Goiânia (GO).

O acordo feito entre as empresas foi aprovado pelo Cade, órgão responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e reprimir abusos do poder econômico no Brasil, que analisa fusões, aquisições entre empresas para evitar monopólios. Após esta aprovação, a nova empresa deverá apresentar planos de melhorias para receber o aval da prefeitura.

Apesar de os valores ainda serem mantidos em segredo, fontes próximas ao negócio, que pediram sigilo ao Correio do Estado, indicam que a negociação da concessão e dos bens do Consórcio Guaicurus gira em torno de R$ 200 milhões.

Além dos veículos e dos imóveis, a venda também engloba os seis anos de contrato para administrar o transporte público de Campo Grande, tempo que pode ser estendido por mais 10 anos, conforme o acordo firmado em outubro de 2012 e que, no domingo, 25/10/2026, completará 14 anos.

Desde 2012, o Consórcio Guaicurus é responsável pelo transporte coletivo e urbano de Campo Grande e desde 2019, pelo menos, reclama de prejuízos no serviço. Em crise, tanto interna como com a administração municipal, o serviço passa por uma intervenção desde junho deste ano.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a venda no dia 8 de outubro de 2026. 

A Prefeitura da Capital, por sua vez, aguarda a apresentação de um plano de melhorias para o transporte coletivo antes de dar o aval para a nova empresa operar o serviço.

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