A Polícia Penal de Mato Grosso do Sul é responsável, atualmente, pela custódia de cerca de 17.880 indivíduos privados de liberdade entre homens e mulheres.
Os presos estão distribuídos em 35 unidades prisionais e um Centro de Detenção Provisória no Estado.
Segundo o último relatório divulgado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, com dados de janeiro a junho de 2025, o Estado possuía o 11º maior número de presos entre os estados brasileiros.
Além destes, são monitorados mais de 5,5 mil indivíduos através de tornozeleira eletrônica, acompanhados por uma Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual, apoiada por sete polos regionais.
No primeiro semestre de 2025, a população carcerária do Brasil era de 701.637 indivíduos e 170.901 tornozeleiras eletrônicas, totalizando em 872.538 presos. Assim, Mato Grosso do Sul corresponde a 2,68% da população prisional do País.
Apreensão
Dados da Diretoria de Operações da Agepen apontam que nos primeiros nove meses de 2025, foram interceptados 144 quilos de entorpecentes nas unidades penais do Estado, além da apreensão de 365 aparelhos celulares.
Além disso, foram retirados quase 3 mil outros materiais ilícitos, foram impedidas 11 fugas no regime fechado e 20 no regime semiaberto.
No mesmo período, foram realizadas 17.123 escoltas de internos e 4.598 transferências e progressões de regime.
Foram efetuadas 1.111 custódias hospitalares, o que garantiu acesso à saúde com segurança, 30 ações de intervenção e contenção e 64 mandados de prisão e regressão cumpridos.
Ressocialização
De janeiro a dezembro de 2025, 7.358 internos participaram do programa Remição pela Leitura, desenvolvido pelo sistema prisional estadual, que utiliza a leitura como instrumento para diminuição da pena.
O programa permite a redução de dois dias de pena a partir da leitura de obras literárias, elaboração de resenhas e avaliação do conteúdo.
No mesmo período, 3.751 reeducandos estavam matriculados do nível de alfabetização ao ensino superior e pós-graduação, enquanto 9.078 participaram de cursos de qualificação profissional e palestras. Além disso, 1.163 internos estiveram envolvidos em atividades culturais e esportivas, que complementam as ações educativas.
No eixo do trabalho prisional, 35,94% da população carcerária participa de atividades laborais, o que representa mais de 6,5 mil internos trabalhando dentro e fora das unidades penais. Deste total, mais de 67% recebem remuneração, com apoio de 253 parcerias firmadas com empresas e instituições.
Na área da saúde, o sistema penitenciário realizou mais de 122,5 mil atendimentos médicos e odontológicos no período, contemplando diferentes especialidades e exames, com foco na prevenção de doenças e no acompanhamento contínuo da população privada de liberdade.
Já na promoção social, foram contabilizados cerca de 30 mil atendimentos em audiências psicossociais e 6 mil atendimentos voltados à inclusão social, além da emissão de documentos civis, acompanhamento individual e em grupo e ações específicas para mulheres, idosos e população LGBTQIA+.
*Colaborou Alicia Miyashiro