Cidades

"ÁGUAS DE MARÇO"

Primeira chuva do outono alivia, mas não rebate seca

Meteorologista aponta que indicadores de seca da Agência Nacional das Águas mostram que característica se manteve mesmo em pleno período chuvoso, com próximos meses sendo ainda mais secos

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Ainda que boa parte de Mato Grosso do Sul tenha percebido alívio momentâneo do calor, com as chuvas dessa quinta-feira (21) - que só não chegaram para a região sul do Estado -, a precipitação das últimas 24 horas trouxe sim queda das temperaturas, porém, não deve melhorar a situação de seca estabelecida em pleno período chuvoso e que tende a piorar com a chegada das estações e meses mais secos do ano. 

Com o ciclo terminado no último dia 19, essas águas de março já fecharam o verão que, agora, dá lugar ao outono, estação característica pelas quedas das temperaturas e com uma diminuição na umidade do ar que serve de "tapete vermelho" para a chegada posterior do inverno.

Meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/MS), Vinicius Sperling destaca que, historicamente pela climatologia, o inverno sul-mato-grossense é seco por característica e alia-se a um verão com chuvas abaixo da média.

"Quando a gente tem um verão muito seco e vem o período seco que é normal da região, a gente fica com aquela preocupação em relação ao risco dos incêndios florestais", comenta. 

Além disso, é importante lembrar que o tempo seco e estiagem não é favorável para o cenário de incêndios, mas também tem capacidade de prejudicar à saúde humana e até mesmo as lavouras de milho em Mato Grosso do Sul, presentes, por exemplo, em municípios como Naviraí, Iguatemi ou em Chapadão do Sul, que esperam ansiosos pelo fim da seca. 

Chuva de 5ª 

Vale apontar que, para o sul do Estado, a chuva de ontem (21) foi "insignificante" já que os municípios da região registraram menos de cinco milímetros em praticamente todas as cidades, o que sequer chegou a entrar nos registros do Cemtec. 

Pelos dados do monitoramento do Cemtec, Corumbá bateu o maior índice de chuvas e chegou a registrar 91,6 mm nas últimas 24 horas, precipitação elevada que também chegou à Chapadão do Sul (77,8 mm) e no trecho pantaneiro na Nhecolândia (69,8 mm). 

Já para a Capital, a régua no Jardim Panamá chegou a marcar 26,8 mm nas últimas vinte e quatro horas, precipitação que veio aliada à frente fria, responsável por uma queda de 13 graus nos termômetros de Campo Grande, que caiu de 34 °C para 21 °C, como evidenciou o Correio do Estado

Importante lembrar que, há cerca de nove meses, o El Niño passou a mostrar suas características, de dias quentes e secos, que se intensificou a partir de novembro do ano passado e se manteve até esse mês de março. 

Nestes 15 primeiros dias de março, conforme dados do Cemtec, ainda que uns mais e outros menos, todos os municípios tiveram percentual de chuva abaixo do que era esperado. A tabela abaixo mostra índices registrados entre os dias 1º a 15, além da média histórica. 

Entretanto, como esclarece o meteorologista, já é um pouco esperado que, nesse quantitativo, as chuvas fiquem abaixo da média justamente por ser uma comparação de 15 dias de observação de chuva com 30, que é a média histórica. 

"Então todos os números que são menores que 50 (60;70;80, enfim), é a chuva que já está abaixo do esperado, já que 50% seria o esperado para 15 dias. Então as que estão acima de 50, elas já choveram dentro do esperado para a primeira quinzena", explica Sperling. 

Segundo ele, os índices estão "bastante abaixo" e não é uma chuva pequena que vai reverter um cenário de seca que se arrasta por vários meses desde novembro.  

"Isso fez com que os indicadores indicassem que a seca está estabelecida em pleno período chuvoso, segundo o monitor de secas da ANA, a Agência Nacional de Águas", conclui. 

 

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Educação

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu. Bolsas são de R$ 1.050 mensais

20/09/2026 18h50

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

Mudança no Tempo

Frente fria chega a MS com ventos acima de 70 km/h, granizo e queda de temperatura

Sistema começa a avançar pelo sul do Estado na noite de segunda-feira; meteorologista alerta para chuva forte, muitos raios e risco de enchentes e inundações.

20/09/2026 18h29

Céu carregado em Campo Grande; avanço de frente fria deve provocar queda de temperatura e aumentar o risco de temporais em Mato Grosso do Sul.

Céu carregado em Campo Grande; avanço de frente fria deve provocar queda de temperatura e aumentar o risco de temporais em Mato Grosso do Sul. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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Uma frente fria que começa a avançar sobre Mato Grosso do Sul na noite desta segunda-feira (21) deve provocar uma mudança brusca no tempo, com queda nas temperaturas e risco de temporais em diferentes regiões do Estado.

O alerta é do meteorologista Natálio Abrão e é reforçado pelos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que apontam condições para chuva forte, rajadas de vento, grande incidência de raios e possibilidade de granizo.

O sistema deve entrar inicialmente pelo sul de Mato Grosso do Sul e avançar gradualmente para as regiões central, leste e sudoeste.

Entre os municípios apontados com maior risco estão Campo Grande, Amambai, Paranhos, Naviraí, Ponta Porã, Dourados, Ivinhema, Bataguassu, Nova Alvorada do Sul, Sidrolândia e Campo Grande.

 “Atenção para alerta forte. A frente fria atinge o sul do Estado a partir da noite desta segunda-feira, com rajadas de vento acima de 70 km/h”, alerta Natálio.

Além das tempestades, a passagem da frente fria deve provocar queda significativa das temperaturas em Campo Grande.

Na segunda-feira, os termômetros devem variar entre 21°C e 32°C. Na terça-feira (22), durante o avanço do sistema, a mínima cai para 16°C, enquanto a máxima fica em torno dos 25°C. Na quarta-feira (23), a previsão indica temperaturas entre 19°C e 26°C.

Apesar do cenário de alerta, os dados são previsões meteorológicas e podem sofrer alterações ao longo dos próximos dias.

A intensidade das chuvas, a velocidade das rajadas de vento e até mesmo as temperaturas podem variar conforme o deslocamento e o comportamento da frente fria sobre Mato Grosso do Sul.

Por isso, os boletins e avisos são atualizados à medida que novas informações são registradas.

A mudança representa uma queda de aproximadamente 7°C na temperatura máxima entre segunda e terça-feira, justamente no período em que a frente fria deverá avançar sobre a região central do Estado.

Na terça-feira, a instabilidade deve ganhar força sobre outras áreas de Mato Grosso do Sul. Conforme Natálio, são esperadas pancadas de chuva de forte intensidade, acompanhadas de trovoadas, grande quantidade de descargas elétricas, ventos fortes e possibilidade de granizo.

Campo Grande está entre as cidades que exigem atenção durante a passagem do sistema. A previsão é de que a instabilidade permaneça durante terça e quarta-feira, antes de avançar em direção às regiões norte e nordeste do Estado.

Alerta para enchentes

O período considerado mais preocupante pelo meteorologista começa na noite de terça-feira e segue até a manhã de quinta-feira (24). Natálio aponta alto nível de atenção para a possibilidade de enchentes e inundações, além de danos estruturais provocados pelas tempestades.

A combinação de chuva intensa em curto intervalo de tempo, rajadas de vento e elevada incidência de raios pode provocar transtornos principalmente nas áreas urbanas mais vulneráveis a alagamentos.

Com ventos que podem superar os 70 km/h, também há risco de queda de árvores, galhos e danos em estruturas mais frágeis. A possibilidade de granizo amplia o potencial de prejuízos durante os episódios mais intensos.

A instabilidade também deve alcançar municípios das regiões leste e do Pantanal conforme a frente fria avança por Mato Grosso do Sul.

Segundo o Inmet, o sistema favorece a ocorrência de tempestades no Estado, com ventos intensos e possibilidade de granizo. A intensidade e a localização dos temporais podem variar conforme o deslocamento da frente fria.

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