Cidades

BIÊNIO 2025/2027

Primeiro sul-mato-grossense a comandar o Comsefaz toma posse

Em cerimônia de posse na manhã desta terça-feira (25), Flávio César Mendes de Oliveira, secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, enfim assumiu a presidência do Comitê, com a presença de governadores e parlamentares

Continue lendo...

Flávio César Mendes de Oliveira, 1º sul-mato-grossense a comandar o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), assumiu posse na manhã desta terça-feira (25), durante cerimônia com governadores - incluindo Eduardo Riedel (PSDB) - , parlamentares, e Simone Tebet, Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, na sede do Comitê, em Brasília.

Atual secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul, Flávio sucede Carlos Eduardo Xavier, secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte. Sua chegada ao cargo máximo do Comitê foi definida no último dia 07, durante a 40ª Reunião Extraordinária da Comsefaz, onde também foi estabelecido o restante da composição (vice-presidentes, membros titulares e suplentes do Conselho Fiscal).

Em seu último discurso antes da posse do novo biênio, Carlos Eduardo exaltou o novo presidente e aproveitou para desejar uma boa gestão.

"Flávio é um talento que você [governador Riedel] está emprestando para nós. Estou muito tranquilo que ele vai desempenhar um grande trabalho. Parabéns, Flávio!", afirmou o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte.

Após a fala do ex-presidente do Comitê, foi a vez de Flávio subir ao palanque para, além de entregar uma homenagem à Carlos Eduardo, assinar o termo de posse, junto com o resto da composição. Durante seu discurso, Simone Tebet relevou orgulho por finalmente o Comsefaz ser comandado por um sul-mato-grossense.

"Flávio, eu não sei se estou aqui como sul-mato-grossense, como Ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil ou filha de Fairte Nassar, já que minha mãe foi eleitora dele quando ele ainda foi candidato à vereador de Campo Grande. Fico orgulhosa em saber que o 1º presidente do Centro-Oeste da Comsefaz é de Mato Grosso do Sul", ressaltou a Ministra.

Enfim, foi a vez de Flávio César discursar pela primeira vez após tomar posse. Destacou os amigos e colegas que o ajudaram a chegar no cargo, principalmente o governador Eduardo Riedel, e falou a sensação de ser o primeiro presidente sul-mato-grossense da Comsefaz.

"Esse dia não é uma mera realização pessoal.  Como 1º representante do Centro-Oeste e do Mato Grosso do Sul a presidir o Comsefaz, esta honraria reflete o esforço coletivo de um povo que vê o progresso como construção diária. Destaco que Mato Grosso do Sul é hoje exemplo de desenvolvimento equilibrado e, sob liderança do governador Eduardo Riedel, batemos recorde em diversos aspectos. É uma honra e privilégio imensurável poder ocupar uma posição estratégica e corresponder à altura deste desafio. Compreendendo tamanha responsabilidade, reitero meu compromisso absoluto de equalizar o tempo e disposição às atribuições do Comsefaz e da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul", disse Flávio, visivelmente emocionado.

Após a cerimônia, será realizada uma reunião extraordinária do Comsefaz, com foco na Reforma Tributária, um dos assuntos mais relevantes para o pacto federativo e a gestão fiscal dos estados.

Trajetória

O atual secretário de Fazenda, Flávio César, construiu sua trajetória profissional no setor público com foco na articulação política e gestão fiscal. Graduado em Relações Públicas e pós-graduado em Gestão e Marketing Integrados, ocupou cargos de relevância na administração estadual e municipal.

Como vereador e presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, atuou na mediação de debates e na busca por soluções para demandas regionais. Posteriormente, à frente da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), coordenou a campanha eleitoral de Eduardo Riedel ao governo de Mato Grosso do Sul no ano de 2022.

No comando da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz-MS), implementou medidas para fortalecer o equilíbrio fiscal do Estado. Durante sua gestão, Mato Grosso do Sul obteve a nota CAPAG A+, a mais alta classificação do Tesouro Nacional, permitindo maior acesso a operações de crédito com aval da União.

Sua abordagem técnica priorizou o planejamento estratégico e a transparência fiscal, que resultou em uma administração mais eficiente dos recursos públicos. Agora, sua experiência o leva à presidência do Comsefaz.

Composição da Presidência e Administração – Biênio 2025/2027

Presidente: 

Flávio César Mendes de Oliveira – Secretário de Fazenda do Mato Grosso do Sul

Vice-presidentes:

1º Vice-Presidente: Luis Fernando Pereira da Silva – Secretário de Estado de Finanças de Rondônia
2º Vice-Presidente: Fabrízio Gomes Santos – Secretário da Fazenda do Estado do Ceará
3º Vice-Presidente: Luiz Cláudio Gomes – Secretário de Estado da Fazenda de Minas Gerais
4º Vice-Presidente: Norberto Anacleto Ortigara – Secretário de Estado da Fazenda do Paraná
5º Vice-Presidente: Francisco Sérvulo – Secretário de Economia do Estado de Goiás

  • Conselho Fiscal – Titulares:

Amarísio Freitas – Secretário de Estado da Fazenda do Acre
Rogério Gallo – Secretário de Fazenda do Estado do Mato Grosso
Emílio Joaquim de Oliveira Júnior – Secretário de Fazenda do Estado do Piauí

  • Conselho Fiscal – Suplentes:

René de Oliveira e Sousa Júnior – Secretário de Estado da Fazenda do Pará
Benicio Costa – Secretário de Estado da Fazenda do Espírito Santo
Marialvo Laureano dos Santos Filho – Secretário de Estado da Fazenda da Paraíba

Assine o Correio do Estado

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

Assine o Correio do Estado

testemunha-chave

Chaveiro aponta que Bernal pode ter dado 'tiro de misericórdia' em fiscal

Em depoimento disse que ocorreu apenas um disparo assim que o ex-prefeito entrou no imóvel. O fiscal tributário, porém, morreu atingido por dois tiros

25/03/2026 18h28

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que  le deve permanecer na prisão

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que le deve permanecer na prisão Marcelo Victor

Continue Lendo...

O depoimento do chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, testemunha-chave do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, contradiz as declarações de Alcides Bernal e pode comprometer a tese da legítima defesa, que é o principal argumento dos advogados para tentar tirar da prisão o ex-prefeito de Campo Grande. 

O crime ocorreu no  começo da tarde de terça-feira (24) e ao se apresentar à polícia, dizendo que acreditava estar sendo perseguido, o ex-prefeito afirmou que fez dois disparos contra o fiscal tributário, que acabou morrendo no interior da casa que motivou o assassinato. 

Bernal alegou que fez os disparos para se defender, pois teria se sentido ameaçado, já que os dois homens já haviam aberto o portão social que fica no muro do imóvel e estavam tentando abrir a porta que dá acesso à casa, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande. 

O chaveiro, porém, dá outra versão em seu depoimento prestado horas depois do crime. Conforme o documento oficial da Polícia Civil, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Em outro trecho o documento que que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

Diego é Guarda Municipal e, segundo as informações prestadas pelo pai, também faz bico como chaveiro e no dia anterior seu filho teria sido contactado pelo fiscal tributário para prestar o serviço de abertura da casa. Porém, o guarda teria repassado o serviço para o pai. Os advogados de Bernal dizem, porém, que o guarda também teria participado daquil que chama de invasão da casa. 

O revólver calibre 38 entregue por Bernal à polícia estava com três projéteis intactos e dois deflagrados. No corpo do fiscal tributário havia três perfurações. E, segundo a perícia, um dos disparos entrou pela parte frontal das costelas e saiu pelas costas. O outro, atingiu a região da cintura. 

Pelo fato de os policiais terem indagado ao chaveiro se ele escutou um segundo disparo depois que fugiu do local, os investigadores deixam claro que suspeitam que Bernal tenha dado o que se chamam de "tiro de misericórdia" contra Roberto Mazzini depois que este já estava imobilizado e depois que a testemunha-chave havia deixado o imóvel.

E, caso isto se confirme, a tese de legítima defesa cairia por terra. As versões diferentes sobre o exato momento em que foram efetuados os disparos podem ser esclarecidas pelas imagens das câmeras internas da mansão.

Estas imagens, apesar de os advogados de defesa de Alcides Bernal garantirem que existem, não haviam chegado às mãos do juiz que nesta quarta-feira decidiu manter o ex-prefeito na cadeia. O magistrado entendeu que não estava claro se realmente ocorreu legítima defesa. 

Em seu despacho, o juiz diz que "a defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o  reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento".

Logo na sequência, diz o magistrado, "destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho". 

Além disso, ressalta o juiz, "o  custodiado (Bernal), ao ser informado de possível invasão, poderia ter acionado os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar ou Polícia Civil, ao invés de dirigir-se ao local armado e efetuar disparos sem oportunizar esclarecimentos. A conduta, portanto, revela elevada gravidade concreta, tratando-se de crime doloso contra a vida, praticado com violência extrema."

MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse. Conforme advogados de Bernal, o fiscal já havia participado de pelo menos 25 leilões e conhecia as normativas para tomar posse destes imóveis. 

Segundo nota emitida por familiares de Roberto Mazzini na manhã desta quarta-feira (25), o fiscal chamou o chaveiro para abrir o imóvel porque o cartório responsável pelo registro havia informado que a casa estava vazia e por conta disso Roberto teria ido ao local para tomar posse, já que havia comprado a mansão em um leilão realizada pela Caixa Econômica Federal. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).