Cidades

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Procurador aciona Justiça para manter desconto de 20% no IPTU em Campo Grande

Além desta ação, outras entidades também ingressaram na Justiça contra o aumento do IPTU, o fim do desconto de 20% e o reajuste da taxa do lixo

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O procurador de Justiça, Aroldo José de Lima, entrou na Justiça pela manutenção do desconto de 20% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e da Taxa do Lixo em Campo Grande.

Como o Correio do Estado acompanhou durante coletiva na quinta-feira (8), a prefeita Adriane Lopes (PP) informou que dificilmente a administração municipal irá retroceder em relação ao desconto para pagamentos à vista.

No mandado de segurança, um dos argumentos em relação ao fim do desconto de 20% é que, pela regra, quando existe mudança de cobrança, ela não pode valer de imediato.

A alteração, segundo o que prevê o Princípio da Anterioridade Tributária só poderia começar a valer 90 dias após a publicação do decreto.

“Por último, a transgressão ao Princípio da Anterioridade Tributária é flagrante. Mesmo que a redução do desconto tivesse sido feita pelo meio correto (uma lei), ela não poderia ter efeito imediato, pois o art. 150, III, ‘b’ e ‘c’, da Constituição Federal, estabelece duas ‘quarentenas’ para a majoração de tributos: a anterioridade anual, segundo a qual a lei que majora o tributo não pode ser aplicada no mesmo exercício financeiro em que foi publicada, além de também precisar esperar, no mínimo, 90 dias da sua publicação para começar a produzir efeitos (anterioridade nonagesimal)".

"É o caso do IPTU de 2026, pois o Decreto Municipal n. 16.442 é datado de 10 de novembro de 2025 (publicado em 12/11/2025) e só poderia entrar em vigor a partir de fevereiro de 2026. Ou seja, o IPTU de 2026 só passaria a ser exigível depois do dia 12/02/2026.”

Com a retirada do desconto que estava vigente no município há 20 anos, foi apontada violação pela publicação da alteração por meio de decreto, quando a mudança teria que ter passado pela Câmara Municipal de Campo Grande, pelo crivo dos vereadores.

“Impetrada não pode reduzir um benefício fiscal de IPTU por meio de um simples decreto, especialmente se esta prática de gestão administrativa está em vigor há mais de duas décadas.”

Foram apontadas três irregularidades:

  • violação ao Princípio da Legalidade Estrita;
  • violação ao Princípio da Segurança Jurídica e da Proteção da Confiança;
  • violação ao Princípio da Anterioridade Tributária.

Conforme o artigo 150 da Constituição Federal, o princípio da legalidade estrita estabelece que nenhum tributo pode ser instituído sem lei aprovada pela Câmara de Vereadores.

Em relação à Segurança Jurídica e à Proteção da Confiança, o princípio constitucional é violado com a revogação de um benefício antigo, pegando de surpresa a coletividade “pela ousadia e malícia no indevido e ilegal aumento do IPTU 2026”.

Quanto ao Princípio da Anterioridade Tributária, a ação afirma que, ainda que a redução tivesse seguido o meio correto, isto é, por lei, não poderia ter efeito imediato, já que a Constituição Federal determina duas “quarentenas” para o aumento de tributos, além da necessidade de esperar, no mínimo, 90 dias da publicação.

Outras ações

Mesmo com a prorrogação para pagar o IPTU até o dia 12 de fevereiro, a Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) ingressou com mandado de segurança coletivo na Justiça contra o aumento nos carnês. 

Nos bastidores, a informação é de que a gestão da prefeita Adriane Lopes acenou apenas com a prorrogação do prazo para a cobrança do IPTU, mas sem qualquer revisão do aumento do imposto, classificado como abusivo não apenas pelo fato de, em alguns casos, o valor cobrado ter quadruplicado, mas também por não ter cumprido ritos legais que antecedem a cobrança.

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) encaminhou ofício solicitando esclarecimentos sobre os critérios adotados no reajuste do imposto e da taxa de coleta de lixo.

O Tribunal quer saber qual foi a base legal utilizada, quais índices e parâmetros técnicos foram considerados, se houve atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) ou de outros instrumentos de avaliação imobiliária e qual o impacto estimado do aumento na arrecadação do Município.

A Corte também exige explicações específicas sobre os critérios e valores definidos para a cobrança da taxa de coleta de lixo, que passou a pesar no bolso dos contribuintes após a aplicação do novo modelo de cálculo.

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Rede Municipal de Ensino

Em dois dias, 8,5 mil novos alunos se matricularam na rede municipal

O número de novos alunos corresponde a 40% da meta da Semed para 2026

09/01/2026 18h15

40% das vagas na REME já foram preenchidas

40% das vagas na REME já foram preenchidas FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O período de matrícula na Rede Municipal de Ensino (REME) de Campo Grande iniciou na última quinta-feira (8) e já registrou 8,5 mil novos alunos. 

Esse número é o equivalente a 40% da meta de 20 mil novos alunos na Rede para o ano de 2026, estabelecido pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). 

Atualmente, a REME tem capacidade para atender 112 mil alunos. Destes 92 mil já garantiram a vaga nas escolas para este ano através da rematrícula, que aconteceu até o dia 12 de dezembro de 2025. 

As 20 mil vgas restantes, foram destinadas a novos alunos da Capital. 

Segundo a Semed, a preferência das famílias tem sido pelo atendimento online. Das 8,5 mil matrículas, apenas 650 foram feitas por atendimento presencial na Central de Matrículas, o que mostra que o sistema online tem funcionado de forma estável, segundo a Secretaria. 

A maior procura é para as crianças nos primeiros níveis escolares. Metade das inscrições é para alunos do Grupo 4 (para crianças de quatro a cinco anos) e para o 1º ano do Ensino Fundamental.

Como fazer a matrícula

Para realizar a matrícula é necessário que o solicitante acesse o site https://matricula.campogrande.ms.gov.br/ e preencha os dados do aluno que irá ocupar a vaga.

No site, é possível indicar três unidades de ensino da preferência pessoal, que será escolhida para o aluno baseada nos critérios de disponibilidade da unidade e proximidade da moradia do estudante.

O período é para novas matrículas do Ensino Fundamental e EJA, e as vagas serão definidas e divulgadas no dia 21 de janeiro pela Secretaria Municipal da Educação.

Nas EMEIs, para a educação infantil, é necessário fazer o cadastro no banco de dados da Semed e acompanhar as informações por meio da área do candidato, em que terá detalhes sobre as vagas disponíveis nas unidades escolares do município.

A primeira lista foi divulgada em 3 dezembro e a efetivação aconteceu entre 3 e 12 de dezembro de 2025.

As aulas terão início em 5 de fevereiro, mas a Rede Municipal já está em serviço com atendimento ao público, e durante o mês de janeiro com matrículas e organização das turmas e salas.

A REME alerta para algumas dicas importantes:

  • Atenção aos dados: O sistema não permite editar informações depois de finalizar o cadastro. Se houver erro, é necessário cancelar e fazer uma nova inscrição.
  • Transferências: Quem deseja mudar de uma escola municipal para outra também deve fazer o pedido pelo site.
  • Efetivação: Após o dia 21 de janeiro, os pais devem ir até a escola indicada com os documentos (originais e cópias) para assinar o requerimento e garantir a vaga.

Se houver dificuldade com a internet ou perda de senha, os canais para contato são pelo telefone 0800 615 1515 ou através do site matricula.campogrande.ms.gov.br.

*Colaborou Noysle Carvalho

CIDADES

Trânsito na Rachid Neder é liberado após obras serem finalizadas na avenida

As placas da via se soltaram devido ao forte temporal que atingiu Campo Grande na última terça-feira (6)

09/01/2026 18h00

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A recomposição do asfalto na Avenida Rachid Neder foi finalizada na tarde desta sexta-feira (9). Com isto, o trânsito está liberado no trecho entre as ruas Pedro Celestino e Rui Barbosa. A força da enxurrada durante o temporal registrado na última terça-feira (6) causou estragos em várias áreas da Capital, inclusive nesta via que já encara problemas com chuvas fortes há algum tempo.

Em 14 de novembro do ano passado, também após tempestades, a rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel amanheceu com o asfalto rachado e “em pedaços”, situação parecida com a que ocorreu no último temporal.

Os trabalhos para reconstituir o pavimento iniciou logo após a chuva, com limpeza da pista e a remoção das placas de asfalto que se soltaram. Antes da aplicação da nova capa asfáltica, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) executou um serviço de manutenção em toda a extensão da avenida, resultando no fechamento de 260 buracos.

Para a restauração completa do trecho afetado, foram utilizadas aproximadamente 60 toneladas de massa asfáltica. 

Com a conclusão da obra e a retirada da sinalização de interdição, o fluxo de veículos na região segue normalizado. As equipes da Sisep permanecem na região para atender outras demandas remanescentes do período de chuvas na Capital.

Pedido ao governo federal

A Prefeitura de Campo Grande refez o pedido ao governo federal para que fosse incluso no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) o projeto que prevê R$ 80 milhões para uma solução parcial ao problema de enchentes na Avenida Rachid Neder.

A Prefeitura de Campo Grande já havia solicitado o recurso em 2023, na época do lançamento do Novo PAC, para serem investidos na margem direita do Córrego Segredo.

Segundo Marcelo Miglioli, titular da Sisep, a obra seria feita na Rua Corguinho, mas resolveria parte do problema, já que a margem esquerda do Segredo ainda ficaria para um futuro. Somando as duas margens, o projeto totalizaria R$ 200 milhões, verba que o secretário afirma ser mais difícil de conseguir.

“É um problema complexo, é uma drenagem muito antiga, muitos condomínios foram abertos naquela região desde que essa drenagem foi feita e quando acontece uma tromba d’água como a de ontem [terça-feira] a tubulação não aguenta. A obra que solicitamos é na [Rua] Corguinho, mas com a margem esquerda fica R$ 200 milhões. Sabemos da dificuldade de conseguir esse montante, então se conseguirmos os R$ 80 milhões já resolve parte do problema”, alega o secretário.

Conforme o titular da Pasta de obras, o projeto também foi apresentado à bancada federal, porém, eles optaram por outros projetos, que preveem asfalto novo em outras regiões da cidade.

“Todo mundo é conhecedor desse problema, mas a bancada fez a opção de colocar R$ 100 milhões para novas pavimentações. Eles não estão errados. Campo Grande tem problemas muito grandes que necessitam de muito dinheiro, o que a prefeitura não tem neste momento”, explicou Miglioli ao Correio do Estado.

*Colaborou Daianny Albuquerque

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