Cidades

Crime

Professor da UFMS demitido por estupro recebeu mais de R$ 81 mil sem trabalhar

O crime aconteceu em 2016 e o professor estava afastado desde março deste ano do cargo

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O professor responsável pelo Instituto de Biociências (Inbio) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos, recebeu mais de R$81 mil durante o período em que esteve afastado do cargo pela Universidade. 

O afastamento do homem se deu após a sentença de 8 anos de prisão em regime semiaberto pelo crime de estupro a uma estudante em 2016. A condenação também obrigou o pagamento de multa por danos morais no valor de R$30 mil à jovem. 

Somente no mês de março deste ano, quando saiu a condenação, a UFMS se manifestou decidindo pelo afastamento de Luiz por 60 dias, sendo prorrogada por mais 60 dias no mês de maio, sem interferência na remuneração. 

Portanto, o professor continuou recebendo salário pelos 120 dias que esteve afastado e até a publicação da sua demissão, no dia 2 do mês de setembro. 

De acordo com o Portal da Transparência, o salário pago ao servidor era de R$13.592,47. Assim, desde o mês de março até o mês de setembro, Luiz teria recebido um total de R$81.554,82, mesmo sem dar aulas. 

O Crime

De acordo com as informações, o caso aconteceu no ano de 2016, quando os alunos participavam de uma comemoração pelo fim do calendário acadêmico da pós-graduação, em uma república de estudantes. 

Na época, a vítima tinha 22 anos. O homem teria se aproveitado da vulnerabilidade da jovem causada pelo consumo de álcool, a seguiu até o quarto e trancou a porta. Amigas da menina conseguiram forçar a entrada e a encontraram nua, desorientada e chorando. 

Luiz Gustavo continuou lecionando na Universidade por quase 10 anos, até a condenação, em março deste ano, já que a UFMS havia decidido “pela não apuração dos fatos à época”. 

Demissão 

Na última terça-feira (2), a UFMS publicou a Portaria n° 1.209RTR/UFMS, comunicando a demissão do docente. 

"Após a conclusão dos trabalhos da Comissão do Processo Administrativo Disciplinar, com supervisão da Corregedoria da UFMS e parecer da Advocacia-Geral da União, a UFMS aplicou a pena de demissão ao professor Luiz Gustavo Rodrigues Oliveira Santos, nos termos dos artigos 117, IX, c.c 132, incisos V e XIII, todos da Lei nº 8.112/1990, e Súmula nº 650 do STJ, seguindo entendimento obrigatório vinculante para toda a administração pública federal.

A decisão emitida na Portaria nº 1.209-RTR/UFMS, de 1º de Setembro de 2025, acolheu o relatório final da Comissão, que seguiu todos os trâmites processuais, e opinou pela demissão do professor do Instituto de Biociências."

Condenação

O homem foi condenado a 8 anos de prisão em regime semi aberto e ao pagamento de multa no valor de R$30 mil por danos morais à estudante. 

O caso corre em segredo de Justiça e ainda é passível de recurso por parte do réu. 

Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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