Cidades

CAMPO GRANDE

Professora cai em golpe e perde R$ 40 mil para quadrilha de estelionatários

Este foi segundo golpe semelhante que ocorreu na Capital em três meses

LAURA HOLSBACK

14/08/2015 - 11h00
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Professora, de 61 anos, perdeu R$ 40 mil em golpe, aplicado por quadrilha de estelionatários ontem (13), no Centro de Campo Grande.

A vítima procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) no Centro, por volta das 22h, e contou que caiu no plano criminoso depois de ser abordada por um desconhecido. Com aparência simples parecendo ser morador de roça, o homem se identificou como Jorge Müller, pedindo ajuda para localizar suposto endereço. Depois, outros dois comparsas, entre eles uma mulher, entraram em ação.

Conforme o registro policial, a vítima entrava em um automóvel no momento em que o desconhecido a abordou e disse que precisava encontrar um endereço, onde deveria pagar nota promissória no valor de R$ 315 para o pai “Antônio Müller”.

O suposto credor seria Paulo Afonso Shimit. Logo depois da abordagem, surgiu outro homem, que se identificou como Luis. O segundo golpista disse que ouviu a conversa, morava perto e se propôs a ajudar Jorge.

Neste período, a professora os informou que tem hipoglicemia e precisava comer algo e Luis saiu dizendo que iria até sua casa. Voltou com pedaço de bolo e água.

Posteriormente, os três seguiram - guiados por Luis, até o endereço, o qual a vítima não soube informar, do suposto homem que receberia os R$ 315 da promissória.

TERCEIRO INTEGRANTE

Na casa, foram recebidos por uma mulher que se apresentou como filha de Paulo Afonso. Ela disse que o pai estava internado em hospital para ser submetido a cirurgia no coração e que Jorge não deveria pagar nenhum valor e sim receber a quantia de R$ 700 mil.

Luis se ofereceu a abrir uma conta corrente para que o valor fosse depositado e Jorge até ironizou com fato de confiar em desconhecidos. Disse: “Como posso confiar em vocês para receber meu dinheiro? Meu pai sempre me disse para confiar em pessoas que têm dinheiro. Porque se tem, não vão querer o meu”, lembrou a professora.

Na sequência, Jorge pediu que Luis e a professora lhe dessem algum valor como garantia de que lhe dariam o montante de R$ 700 mil. A vítima aceitou a proposta quando Jorge prometeu recompensa de 15% pela ajuda.

Para parecer ainda mais verdadeira a história, Luis foi até a suposta casa e retornou com envelope cheio de notas que pareciam ser dólares ( 50 mil) e entregou a Jorge. Depois, a vítima percorreu bancos e fez sete saques até somar R$ 40 mil. Ela percebeu que havia caído no golpe na última agência que esteve, quando os bandidos sumiram depois de deixá-la para outra retirada de dinheiro. 

OUTRO CASO

Em maio deste ano, golpe semelhante em que criminosos também simularam ajuda, no entanto, para receber suposto prêmio do mesmo valor - 700 mil, fez funcionária pública, de 53 anos, perder R$ 25 mil. 

 

SEGURANÇA PÚBLICA

Homem é preso após disparo contra sede da Polícia Civil em Campo Grande

Suspeito de 25 anos foi localizado no bairro Monte Castelo; arma e motocicleta foram apreendidas durante a investigação.

05/10/2026 17h52

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo.

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo. Foto: Reprodução/Google Maps.

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Um homem de 25 anos foi preso suspeito de efetuar um disparo de arma de fogo contra a sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, no bairro Santa Fé, em Campo Grande. A investigação levou à apreensão da arma apontada como utilizada no ataque, de uma motocicleta e de uma porção de substância semelhante à maconha.

O caso começou a ser apurado no último sábado (3), após policiais constatarem danos em uma parede de vidro de uma das salas do prédio, localizado na Rua das Garças.

Inicialmente, não havia confirmação sobre o que teria provocado a quebra. Com o avanço das diligências e a análise dos elementos reunidos no local, os investigadores concluíram que o dano havia sido causado por um disparo de arma de fogo direcionado ao edifício.

A partir daí, a Polícia Civil passou a reconstruir a dinâmica da ocorrência. Conforme a investigação, o suspeito teria ido até as proximidades da sede da Corregedoria em uma motocicleta e efetuado o disparo contra o prédio.

As diligências levaram os policiais até o homem, localizado no bairro Monte Castelo. Ele foi preso em flagrante.

Durante a ação, os agentes apreenderam a arma de fogo apontada como utilizada no disparo e a motocicleta que, segundo a apuração, teria sido empregada no deslocamento até a sede da Corregedoria.

Também foi encontrada uma porção de maconha. De acordo com a Polícia Civil, a investigação realizada até o momento indica que o entorpecente seria destinado ao consumo próprio.

Prisão preventiva

Após a prisão, o suspeito foi autuado em flagrante. Nesta segunda-feira (5), ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.Com a decisão judicial, ele permanece preso e à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado sobre o caso, qual teria sido a motivação apresentada pelo investigado para o disparo.

Polícia descarta retaliação

A possibilidade de o ataque estar relacionado a alguma atuação recente ou anterior da Corregedoria-Geral chegou a ser levantada após o episódio.

No entanto, segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até esta fase da investigação não apontam para qualquer relação entre o disparo e os trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

A apuração trata o episódio, até o momento, como um ato isolado, sem vínculo identificado com a atividade institucional da Corregedoria-Geral.

As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do disparo.

 

 

ccz

Campo Grande confirma 13º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado próximo ao Horto Florestal; CCZ alerta para que população adote medidas de prevenção

05/10/2026 17h30

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o 13º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026 na Capital.

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal

O morcego foi recolhido e encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados no ano foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros (2), São Franscisco, Jardim Bela Vista, Jardim Ouro Preto e Ouro Preto.

De acordo com o CCZ, além dos casos confirmados, neste ano já foram recolhidos 988 morcedos na cidade por suspeita da doença.

"A situação não é motivo para pânico, pois já sabemos da presença do vírus da raiva na população de morcegos da cidade. No entanto, é fundamental que a população esteja ciente da circulação viral e, acima de tudo, siga as medidas de prevenção. A raiva é uma doença quase 100% fatal, mas é 100% prevenível", diz o CCZ em publicação no Instagram.

Em todo o ano passado, foram confirmados 11 casos de raiva em morcegos em Campo Grande.

A principal medida de prevenção é a vacinação antirrábica anual de cães e gatos. Os animais imunizados funcionam como uma barreira de proteção na disseminação da raiva.

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

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